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STF dividido: como a rachadura institucional pode redefinir o futuro do Brasil

  Há momentos em que instituições poderosas enfrentam dilemas que as definem, momentos em que não há escapatória diplomática, em que o confronto torna-se inevitável, em que escolher um lado significa, necessariamente, deixar escombros do outro. O Supremo Tribunal Federal está vivendo exatamente isso. E o epicentro dessa tempestade institucional é André Mendonça. A decisão de Mendonça de conduzir como relator investigações envolvendo o escândalo do Banco Master, com seus tentáculos profundos estendidos para estruturas de poder que vários ministros gostariam que permanecessem opacas, ocultas e inatingíveis, não foi apenas questão de competência processual ou distribuição de casos. Foi, na verdade, um golpe sísmico de magnitude 9 que rachou o STF em duas alas irreconciliáveis, revelando fissuras que a instituição tentava manter encobertas sob o verniz da unanimidade teatral. De um lado, Mendonça, apoiado pela trindade conservadora de Luiz Fux (ex-presidente da Corte com preocupações l...

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O Tribunal dos “intocáveis”: como o STF se tornou uma corte de exceção militante

  Há momentos em que a democracia se revela através de seus próprios conflitos internos. O embate entre o ministro André Mendonça e o ministro Gilmar Mendes sobre a condução de investigações sensíveis é um desses momentos, não porque seja inédito, mas porque expõe, de forma cristalina, uma verdade inconveniente sobre o Supremo Tribunal Federal brasileiro: quando a Corte investiga seus próprios interesses, o que deveria ser justiça se transforma em espetáculo de autoreferência institucional. O conflito tem raízes em questões procedurais que, aparentemente técnicas, revelam dinâmicas políticas profundas. André Mendonça, que se apresenta como relator de investigações envolvendo questões de segurança pública e possíveis irregularidades em operações especializadas, vem conduzindo inquéritos com rigor que desagrada setores específicos do Supremo. Gilmar Mendes, decano da Corte e figura com histórico de decisões que protegem certos interesses, enxerga nessa conduta uma ameaça, não porque ...

Trump classifica PCC e CV como organizações terroristas e Lula reage

Há decisões políticas que funcionam como espelhos incômodos, forçando governos a se enxergar como o mundo realmente os vê, não como gostariam de ser vistos. A decisão do presidente Donald Trump de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais é exatamente esse tipo de espelho. E o reflexo que ele mostra ao governo Lula é profundamente constrangedor não apenas no plano interno, mas principalmente no internacional. A declaração foi recebida em Brasília com aquela mistura característica de arrogância ferida e indignação performática que o PT domina como nenhum outro partido. Lula, em evento da Petrobrás em Sergipe, disse nesta sexta-feira (29) que “ estou triste ” porque disseram “ que nossos criminosos são terroristas ”. Foi assim que ele reagiu a uma decisão geopolítica de enorme peso e que visa o combate a um dos problemas mais graves que o Brasil enfrenta atualmente em um cenário onde 26% da população brasileira ...