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quinta-feira, 8 de julho de 2021

O Amapá está exportando amapaenses




          Não temos ainda dados oficiais, mas o Amapá está passando por uma das piores emigrações de sua história. O cenário é favorável a isso: maior taxa de desempregados do país, fechamentos de muitas lojas, corrupção sistêmica, altos índices de violência, sistema de saúde falido, educação sucateada, piores IDH's do Brasil, piores índices na sua economia que está  destruída pelas hordas de ratazanas que infestam a máquina pública amapaense, e para agravar ainda mais o quadro, a pandemia. No Amapá a Polícia Federal já fez acampamento permanente e a impunidade é rainha. 

           O amapaense está perdendo o brilho nos olhos, a esperança de dias melhores, a fé no amanhã produtivo no seu Estado. Esse movimento parte nosso coração ao revelar um dado: o amapaense está desistindo do Amapá. Vão as pessoas de bem e trabalhadoras, ficam as ratazanas de colarinho branco que criaram e mantém esse cenário caótico que muito se assemelha às migrações de refugiados na África, Oriente Médio e Ásia. 

           A fome é uma realidade constante  em muitos lugares do Amapá, como nas ilhas do Arquipélago do Bailique, onde a absoluta falta de assistência do poder público em todos os níveis, está provocando cenas de desespero, de absoluto abandono, inércia e indiferença à dor daquele povo, por exemplo como a falta de luz que já dura mais de 50 dias em todo arquipélago e nada se faz. A maioria absoluta dos políticos do Amapá são uma vergonha! A corrupção está deixando o Amapá de joelhos. Reaja povo amapaense! Mude esse quadro e não reeleja ninguém nas próximas eleições. Eu sonho com um Estado em que nossos filhos não terão de migrar em busca de trabalho e melhores condições de vida. Eu creio que o sol da prosperidade e honestidade vai raiar sobre nossa sofrida terra para tirá-la dessas trevas de cleptocracia. 

Gesiel Oliveira - Prof de Geopolítica, Prof de Direito, Oficial de Justiça e Pastor Evangélico.

quinta-feira, 1 de julho de 2021

Conheça um resumo da história da Assembleia de Deus no Amapá - Por Gesiel Oliveira

Era o ano de 1909, quando dois jovens suecos, GUNNAR VINGREN e DANIEL BERG, residentes nos E.U.A, foram ali batizados no Espírito Santo. Ao mesmo tempo, em suas orações tiveram a chamada missionária e chegaram ao nosso país, a Belém do Pará, em 19 de novembro de 1910. Esses consagrados homens de Deus, com um pequeno grupo e humilde grupo de crentes, fundaram, em 18 de junho de 1911, Missão da Fé Apostólica, rebatizada, em 11 de janeiro de 1918, como Assembleia de Deus.



Em Belém a fama do pároco local já corria, e por lá sabiam que não seria fácil implantar o evangelho no Amapá, então parte do Estado Pará. A Assembleia de Deus, só chegou oficialmente em 1917, mas ainda em 26/06/1916 o Evangelista colombiano CLÍMACO BUENO AZA, que se converteu ao evangelho em Belém/PA em 1913, chegou aqui trazendo Bíblias e literaturas. Foi a forma encontrada para penetrar na fechada Macapá, fechada especialmente para outras religiões que não fosse o catolicismo. Clímaco não chegou a ganhar nenhuma alma, mas a mensagem de suas literaturas mexeu fortemente com o povo de Macapá. A Palavra penetrou nos corações. Mas a presença de um forasteiro não passou despercebido e acabou incomodando bastante o pároco local, a ponto disso provocar a prisão de Clímaco, e este ser posto na cela da Fortaleza de São José de Macapá por uma semana, e ter suas Bíblias e literaturas queimadas em praça pública, antes de ser solto por um Habeas Corpus proveniente da justiça paraense, e em seguida ser expulso e escoltado até o cais de Macapá de volta à Belém. Nenhum alma foi ganha, nenhum culto dirigido, mas a semente ficou plantada.


Um ano se passou e o primeiro culto da Assembleia de Deus só aconteceu mesmo em 27 de junho de 1917, com a chegada do Ev. MANOEL JOSÉ DE MATOS CARAVELA, que com um grupo de seis pessoas realizou o primeiro culto protestante-evangélico em terras Tucujus. Na época, Macapá resumia-se a uma pequena vila com quase mil habitantes, dispostos no entorno do Forte. Macapá era um município perdido no norte do Estado do Pará. Esquecido pelo poder central. A população sofria frequentemente com a malária, febre amarela, tuberculose e hanseníase. A capital do Amapá até então era o Município de Amapá. Macapá só passou a ser capital do Território Federal do Amapá pelo Decreto-lei no 6.550, de 31 de maio de 1944.

Ev. MANOEL JOSÉ DE MATOS CARAVELA


Rua Tiradentes 1950 - Ponte situada à Rua Coronel José Serafim, sobre um pantanal então existente, em 1950 que ligava o bairro alto ao bairro da Fortaleza, hoje este é o lugar onde fica a Rua Tiradente
Rua Tiradentes 1950 - Ponte situada à Rua Coronel José Serafim, sobre um pantanal então existente, em 1950 que ligava o bairro alto ao bairro da Fortaleza, hoje este é o lugar onde fica a Rua Tiradentes.


Macapá em 1917 era um verdadeiro pântano com inúmeras doença tropicais endêmicas, que se tornava uma grande barreira para sua ocupação definitiva. Uma grande ressaca dominava a paisagem central, andava-se sobre pontes em quase toda a sua extensão. Era o Natal de 1917, terça-feira. Neste dia, lembrado em todo o mundo cristão, na pequena cidade de Macapá a Irmã RAIMUNDA PAULA DE ARAÚJO foi batizada nas águas, e com o Espírito Santo e falou em outras línguas, com tanto poder que os presentes ficaram atemorizados. LEÃO ZAGURY, comerciante judeu da cidade, ficou tão emocionado e maravilhado com a mensagem que ouviu que não se conteve e falou em alta voz, no meio da multidão: “Eis que vejo a glória do Deus de Israel, pois esta mulher falou em minha própria língua”. Na verdade, os anos não podem esconder tão eloquente testemunho. Aquele homem não era evangélico, mas Deus permitiu que essa mulher falasse a sua língua (hebraico), para que as maravilhas de Deus fossem manifestadas. Na época dos pastores FLÁVIO MONTEIRO e JOÃO ALVES foram construídos uma casa de oração não de alvenaria, esta era pequena e o trabalho ainda não havia se expandido. Quando a expansão começou a acontecer, surgiu a necessidade de um templo maior e que funcionasse como sede.


Em 1º de abril de 1948 (quinta-feira), a igreja recebe novo pastor, DEOCLECIANO CABRALZINHO DE ASSIS. Este lançou a pedra fundamental do 1º Templo. A inauguração deste Templo deu-se na liderança do Pr. VICENTE RÊGO BARROS. A fim de assumir a direção dos trabalhos da Assembleia de Deus nesta cidade, em substituição ao Pr. ANANIAS GOMES DA SILVA, o qual foi transferido para Igarapé Açú-PA, assumiu o pastorado desta igreja Pr. OTONIEL ALVES DE ALENCAR, assumindo a liderança da Igreja em culto especial no dia 28 de novembro de 1962. Foram 32 anos de muita trabalho, ensino, palavra, fé e amor para com esse rebanho que não parava de crescer.

Pr Deocleciano Cabralzinho de Assis


Com a morte do Pr. Otoniel Alencar, ocorrida no dia 28 de abril de 1994, os membros da Assembleia de Deus no Amapá escolheram o novo sucessor e líder da igreja: Pr. OTON MIRANDA DE ALENCAR, liderança essa que perdura até o dia de hoje. Todas as outras grandes Assembleias de Deus surgiram a partir da Igreja Mãe como: a Assembleia de Deus CEMEADAP (hoje presidida pelo Pr Lucifrancis Barbosa Tavares), a Assembleia de Deus Zona Norte (fundada e presidida até hoje pelo Pr Dimas Leite Rabelo), a Assembleia de Deus do Avivamento (presidida hoje pelo Pr Ezer Belo das Chagas), dentre várias outras de grande expressão que se multiplicaram no Amapá. 

Presidentes das maiores Assembleias de Deus no Amapá


A Assembleia de Deus está completando um século pregando o evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo e fazendo obras sociais e humanitárias em terras Tucujus. Suas igrejas estão estabelecidas nos mais distantes lugares, interiores e regiões ribeirinhas da vasta floresta amazônica em terras amapaense, onde nem mesmo a União, Estado ou município conseguiram alcançar. Dos 811 mil habitantes que existem no Amapá, 35% são da Assembleia de Deus. Estima-se que existam cerca de 1200 igrejas Assembleia de Deus no Amapá.

A Assembleia de Deus tem feito um importante trabalho recuperando cidadãos egressos de penitenciárias, grupos de risco social e viciados, reintegrando-os à sociedade como cidadãos de bem. Essa igreja tem fomentado a paz, união, respeito, fraternidade e princípios cristãos, criando com isso cidadãos cônscios de seus direitos e deveres. Essa igreja faz um trabalho enorme restabelecendo lares desestruturados, recuperando drogados, e delinquentes, fortalecendo os laços familiares e atuando como importante barreira contra o esfacelamento e degradação familiar decorrente das mazelas sociais amapaenses.

A presença da igreja inibe e diminui os índices de violência, suicídios e outras mazelas sociais no nosso Estado, representando um forte aliado na diminuição dos gastos públicos com saúde, violência e educação. Nenhum programa de governo jamais alcançou, nem de longe, com tamanha eficiência, tantos desajustados sociais, alcoólatras, dependentes do tabaco, da bebida, maconha, da cocaína, dependentes químicos, etc. A Assembleia de Deus sempre trabalhou incansavelmente na recuperação de vidas, o que infelizmente nem sempre é reconhecido pelas nossas autoridades. Inúmeras creches, obras sociais, escolas e centros de música, teatro, dança e reabilitações são mantidas pela própria comunidade.

Além do extraordinário trabalho social, a maior realização da Assembleia de Deus é a transformação de vidas, a evangelização de uma pessoa, muitas vezes marginalizada, destituída de valores íntimos, transformando-a por meio da pregação da palavra de Deus, em uma pessoa de respeito, em um bom cidadão brasileiro. Tudo isso graças ao trabalho ungido pelo Espírito Santo de Deus. Vida longa a Assembleia de Deus no Amapá! Feliz aniversário!

Galeria de fotos da Assembleia de Deus no Amapá




















































Pb Barbosinha




































Pr Crispiniano de Melo

Primeiro templo da Assembleia de Deus no Amapá

Pr Gesiel de Souza Oliveira - Vice Presidente da Assembleia de Deus Zona Norte

Pr Dimas Leite Rabelo - Presidente da Assembleia de Deus Zona Norte


Catedral da Assembleia de Deus Zona Norte de Macapá