Meus caros leitores, preparem-se em suas poltronas para assistir o maior terremoto que vai estremecer os alicerces de Brasília, porque o que está prestes a sair da boca do ex-banqueiro Daniel Vorcaro não é delação: é um hecatombe judicial, com epicentro em Brasília e ondas de choque capazes de derrubar deputados, senadores, ministros e até o presidente da República e herdeiros de dinastias petistas. Na última quinta-feira, 19 de março, o ministro André Mendonça, tomou uma decisão que, para os incautos, parece mera logística carcerária, mas para os mais atentos, revela o mover de uma peça de xadrez político que prenuncia a delação mais aguardada dos últimos anos. Ele autorizou a transferência de Vorcaro da Penitenciária Federal de Brasília, ala de segurança máxima, para a carceragem confortável da Superintendência da Polícia Federal. Traduzindo para o português claro: deu ao banqueiro o espaço, o tempo e a tranquilidade necessários para escrever o capítulo final da Operação ...
Existe uma categoria especial de silêncio em Brasília. Não é o silêncio de quem não tem nada a dizer, é o silêncio de quem sabe demais e reza para que os outros não descubram. É o silêncio de quem olha para o noticiário desta semana e reconhece, com um frio que não vem do ar-condicionado, que o chão está cedendo, devagar, mas cedendo. A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria nesta sexta-feira, 13 de março, para manter preso Daniel Vorcaro, fundador e controlador do liquidado Banco Master. O placar está em 3 a 0. O relator André Mendonça foi acompanhado pelos ministros Luiz Fux e Nunes Marques. Uma decisão que, na superfície, parece mais um capítulo de uma investigação financeira complexa. Mas para quem lê as entrelinhas, e no Brasil as entrelinhas costumam ser mais reveladoras do que o texto principal, o que está acontecendo é muito maior do que um banqueiro preso num presídio de segurança máxima em Brasília. É a abertura de uma caixa que muita gente poderosa qu...