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Fusca velho: nosso primeiro carro - Artigo 1 de 3 - Por Gesiel Oliveira.

Foto meramente ilustrativa Artigo 1 de 3: Lembro-me em memórias que se delongam pelos idos de 1990, quando eu tinha apenas 12 anos. Na minha família o meu apelido era “burguês”, nunca entendi direito a real motivação kkkk. Mas nessa idade, era membro de uma família de 9 pessoas. Passávamos uma dificuldade financeira muito grande. Meu pai (Pr Nery Ferreira, de saudosa memória) na época dirigia uma igreja evangélica, mas ele trabalhava voluntariamente, e durante o dia se virava como fotógrafo para dar sustento a tantas bocas.  Meu pai Pr Nery Ferreira (de branco), meus irmãos, primos nessa época Minha mãe era dona de casa dedicada aos seus filhos. Tínhamos duas bicicletas muito velhas, uma barra forte vermelha do meu pai e uma Caloi, modelo Ceci, cor rosa da minha mãe. Quando íamos para a igreja meu pai chegava a levar, além lógico dele, mais 3 filhinhos. Minha mãe também levava a mesma quantidade. Às vezes precisavam fazer duas viagens. Eu gostava quando eles br...

Memórias do meu mundo de criança (Por Pr Gesiel Oliveira)

1986:Meus irmãos nos 2 velocipes,e os que estão em pé detrás.Meu pai de camisa amarela,meu irmão de camisa preta, e eu atrás Quando eu era criança uma das coisas que eu mais gostava de fazer era brincar em uma bicicleta velha com meu irmão. A bicicleta era tão velha que nem sequer tinha pneus, só o aro, mas mesmo assim descíamos e subíamos incontáveis vezes aquela ladeira em frente de casa. Tudo era sorriso. Em casa faltava quase tudo menos esperança, fé, união e amor. Eu era uma criança de 8 anos, e nem percebia os apertos financeiros que meu saudoso e falecido pai passava à época para cuidar, com seu único emprego, de 6 filhos e esposa. Eu adorava subir na árvore em frente a minha casa, e subia até o último galho, onde eu pudesse colocar a minha cabeça acima das folhas daquela árvore e olhar o céu estrelado, sentir o vento frio no meu rostinho, ver as luzes da noite e ficar imaginando, sonhando em voar naquela imensidão de céu. Eu fechava meus olhos e sonhava em ter uma bicicl...

Memórias de uma outra Macapá

Por Gesiel Oliveira A Macapá daquele tempo Era pequena e pacata, Roupa no varal, chinelo do lado de fora, No ônibus do “Seu Daniel”, em vinte minutos, eu tudo rodava Aquele trapiche Eliezer Levy de madeira Daqueles casais de namorados apaixonados O círculo militar e aquela visão paradisíaca A praça Veiga Cabral e o Roberto Carlos cantado alto naquela lanchonete: “Eu sou o nego gato” O mês de agosto, ensaiávamos inteiro Nosso orientador era o Professor 90 As inúmeras repetições, incansáveis e reiteradas Eram os “Arautos do Setentrião” Tinham um só propósito: fazer bonito no 7 de setembro Naquele dia a cidade parava Crianças com balões e bandeiras nas mãos nos aguardavam E ao longo da Avenida FAB se aglomeravam A esperar passar aquele seu parente ou amigo Firmando o passo na cadência sincronizada Era o ápice da nossa alegria juvenil Ah Macapá, que te vi desde a tenra idade Daquele antigo cinema no começo da Tiradentes A cidade era pequena e todo mundo ia a pé logo depois do almoço para o...