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Memórias do meu mundo de criança (Por Pr Gesiel Oliveira)

1986:Meus irmãos nos 2 velocipes,e os que estão em pé detrás.Meu pai de camisa amarela,meu irmão de camisa preta, e eu atrás Quando eu era criança uma das coisas que eu mais gostava de fazer era brincar em uma bicicleta velha com meu irmão. A bicicleta era tão velha que nem sequer tinha pneus, só o aro, mas mesmo assim descíamos e subíamos incontáveis vezes aquela ladeira em frente de casa. Tudo era sorriso. Em casa faltava quase tudo menos esperança, fé, união e amor. Eu era uma criança de 8 anos, e nem percebia os apertos financeiros que meu saudoso e falecido pai passava à época para cuidar, com seu único emprego, de 6 filhos e esposa. Eu adorava subir na árvore em frente a minha casa, e subia até o último galho, onde eu pudesse colocar a minha cabeça acima das folhas daquela árvore e olhar o céu estrelado, sentir o vento frio no meu rostinho, ver as luzes da noite e ficar imaginando, sonhando em voar naquela imensidão de céu. Eu fechava meus olhos e sonhava em ter uma bicicl...

Memórias do meu mundo de criança (Por Pr Gesiel de Souza Oliveira)

Quando eu era criança uma das coisas que eu mais gostava de fazer era brincar em uma bicicleta velha com meu irmão. A bicicleta era tão velha que nem sequer tinha pneus, mas mesmo assim descíamos e subíamos incontáveis vezes aquela ladeira em frente de casa. Tudo era sorriso. Em casa faltava quase tudo menos esperança, fé e amor. Eu era uma criança de 8 anos, e nem percebia os apertos financeiros que meu saudoso e falecido pai passava à época para cuidar, com seu único emprego, de 6 filhos e esposa. Eu adorava subir na árvore em frente a minha casa, e subia até o último galho, onde eu pudesse colocar a minha cabeça acima da árvore e olhar o céu estrelado, sentir o vento no meu rosto, ver as luzes da noite e ficar imaginando, sonhando em voar naquela imensidão. Lá de cima daquela árvore eu ficava observando os aviões que partiam do aeroporto próximo a minha casa. Eu mesmo construí uma casinha de madeira naquela árvore, e ficava observando os aviões até eles desaparecerem da minha visão...

Memórias de uma outra Macapá (Por Gesiel Oliveira)

A Macapá daquele tempo não me foge da memória Era pequena, pacata e cheia de histórias Roupa no varal, chinelo do lado de fora, A brincadeira sadia não tinha hora No ônibus do “Seu Daniel”, em vinte minutos eu tudo rodava Tudo perto, e até mesmo a pé, ninguém cansava Aquele trapiche Eliezer Levy de madeira Dos casais de namorados apaixonados olhando as estrelas O círculo militar e aquela visão linda do Rio Mar A praça Veiga Cabral e o Roberto Carlos a cantar O mês de agosto, ensaiávamos inteiro Todos os jovens do GM se doavam por inteiro Eram os “Arautos do Setentrião” Conhecidos por serem o melhor pelotão Nosso orientador era o Professor 90 Nos desfiles era quase uma lenda As inúmeras repetições, incansáveis e reiteradas Nos mínimos detalhes, ele não deixava passar nada Tinham um só propósito, fazer bonito no 7 de setembro Naquele dia a cidade parava para o movimento Crianças com balões e bandeiras nas mãos nos aguardavam Ao longo da Avenida FAB se aglomeravam...

Memórias de uma outra Macapá

Por Gesiel Oliveira A Macapá daquele tempo Era pequena e pacata, Roupa no varal, chinelo do lado de fora, No ônibus do “Seu Daniel”, em vinte minutos, eu tudo rodava Aquele trapiche Eliezer Levy de madeira Daqueles casais de namorados apaixonados O círculo militar e aquela visão paradisíaca A praça Veiga Cabral e o Roberto Carlos cantado alto naquela lanchonete: “Eu sou o nego gato” O mês de agosto, ensaiávamos inteiro Nosso orientador era o Professor 90 As inúmeras repetições, incansáveis e reiteradas Eram os “Arautos do Setentrião” Tinham um só propósito: fazer bonito no 7 de setembro Naquele dia a cidade parava Crianças com balões e bandeiras nas mãos nos aguardavam E ao longo da Avenida FAB se aglomeravam A esperar passar aquele seu parente ou amigo Firmando o passo na cadência sincronizada Era o ápice da nossa alegria juvenil Ah Macapá, que te vi desde a tenra idade Daquele antigo cinema no começo da Tiradentes A cidade era pequena e todo mundo ia a pé logo depois do almoço para o...