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O mensageiro da paz e suas dolosas omissões e distorções fáticas – Por Pr Gesiel Oliveira.

Um fato me chamou a atenção nesta última edição (de número 1575) do Jornal Mensageiro da Paz, veículo oficial da CPAD/CGADB para levar informes gerais aos convencionais. A edição trouxe como matéria de capa: “Reconciliações marcam reunião da liderança nacional da AD no RJ”. Quando li, confesso que fiquei animado, acreditando que, enfim, seria o momento de se escrever uma matéria mais imparcial, revelando os erros e acertos de ambos os lados e pondo uma “pá de cal” nesse assunto ao enfatizar a forma como se deu essa “reconciliação”. Ledo engano, no primeiro parágrafo já ficava claro o desígnio de enodoar a imagem do Pr Samuel Câmara e de seu grupo, quando o referido jornal afirma que “os Samuel Câmara, líder da Assembleia de Deus em Belém do Pará; Jônatas Câmara, líder da Convenção da AD no Amazonas (Ceadam); e Ivan Pereira Bastos, líder da Convenção Fraternal das ADs no Espírito Santo (Confrateres), que mantinham processos contra a CGADB e o seu presidente, pastor José Wellington, procuraram a Mesa Diretora e se apresentaram no encontro da liderança nacional da AD reunida no Rio de Janeiro para pedirem perdão pessoalmente por atos e medidas tomadas contra a instituição e o seu presidente, e proporem um acordo: os três ministros renunciariam a todas as ações que mantinham até então contra a CGADB e o seu presidente, enquanto estes, por sua vez, renunciariam a todos os recursos contra as ações na justiça dos mesmos e tornariam sem efeito o desligamento do pastor Samuel Câmara da Convenção Geral”(grifo nosso). A grande realidade é que muitas informações foram dolosamente omitidas nesse jornal, no evidente escopo de inverter os fatos. Senão vejamos: 1) todos os processos a que se referem o jornal, são na verdade ações judiciais que visam corrigir atos excessivos, sem lastro regimental, estatuário e inconstitucionais da mesa diretora na pessoa de seu presidente. 2) uma das ações judiciais que tramita na comarca de Manaus-AM, foi desobedecida pelo atual presidente, que descumpriu uma ordem liminar para exibição da conciliação bancária alusiva à Convenção de Brasília, em abril de 2013, pois eram evidentes as provas juntadas aos autos, que comprovavam que votaram na eleições mais convencionais que os que estavam inscritos. 3) Por causa dessa negativa da CGADB por seu presidente, a justiça amazonense aplicou multa de R$ 5mil por dia de desobediência. 4) Essa multa rapidamente ultrapassou a cifra de R$ 10 milhões, obrigando a justiça a um iminente bloqueio das contas da instituição e de seus dirigentes. 5) mesmo assim o seu presidente se negou (e se nega até hoje) a apresentar a conciliação bancária. 6) Em vistas de evitar um grave problema nas contas pessoais e da instituição, o grupo da atual gestão da Convenção Geral procurou o grupo do Pr Samuel Câmara para propor um acordo de paz, que não tem sido visto com bons olhos pelo grupo que apóia o Pastor Câmara. Essa é apenas uma pequena parte da realidade que deve ser conhecida de todos os convencionais. Infelizmente o veículo oficial de comunicação não vem mostrando cabalmente o que de fato está acontecendo nos bastidores. A malfadada matéria faz ainda um desfecho, colocando em xeque a idoneidade do grupo liderado pelo pastor paraense, ao afirmar que “até o fechamento desta edição do MP, o que foi estabelecido pelo termo de acordo não havia ainda sido efetivado na justiça”. De qualquer forma, a intenção dos fatos já apontam para algo realmente salutar para ambas as partes, faltando, ao meu ver, somente mais lisura e clareza na divulgação da integralidade dos fatos. Vamos continuar acompanhando e repassando a informação na íntegra a todos os nossos leitores. Continuaremos de olho nos próximos capítulos. (Pr Gesiel Oliveira – Vice presidente da Assembleia de Deus Zona Norte de Macapá).

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