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O chavismo sobrevive: A Venezuela não foi libertada, apenas trocou de ditador.

 

Caros leitores, enquanto o mundo aplaude o que parece ser o fim de uma era de tirania na Venezuela, eu vos digo, com franqueza: não celebrem ainda! Nicolás Maduro pode ter sido capturado, num golpe cirúrgico que ecoa as operações ousadas de outrora, mas a força do chavismo, essa praga ideológica socialista que devorou uma das nações mais ricas da América Latina, ainda está longe de ter sido extirpada. Ele apenas mudou de mãos. E o novo rosto é mais sombrio ainda, mais implacável, e não está nas mãos da fraca vice -presidente de Maduro, mas sim nas mãos de Diosdado Cabello, o guerrilheiro radicial endurecido que hoje comanda o Ministério do Interior e Justiça, detendo as rédeas das forças armadas venezuelanas.

Não se deixe enganar pela narrativa midiática de plantão, aquela que pinta um cenário de botas americanas marchando triunfantes pelas ruas de Caracas. Nada disso aconteceu! O que vemos é um cerco militar geoestratégico, termo técnico para uma manobra de contenção inteligente e pontual, sem ocupação direta, sem invasão e destruição das raízes e dos seus principais comandantes. Os Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, optaram por uma estratégia de asfixia estratégica: bloquear rotas de tráfico de drogas, que financiam o regime há décadas, e limitar o raio de ação militar venezuelano. Ataques pontuais, precisos como bisturis, destruíram bases chaves, aviões Mig obsoletos, tanques T-72 herdados da era da antiga União Soviética e até navios patrulha antigos no Caribe. Estimativas apontam para a neutralização de pelo menos 40% da capacidade aérea e 25% da frota naval em um único dia de operações. Mas ocupação de solo? Nem sombra! Trump sabe que invadir seria repetir erros do passado, alimentando o martírio de civis que o esquerdismo adora utilizar para se vitimizar e condenar ações militares dos EUA.

Trocaram o ditador populista pelo ditador militarista, mas o povo continua refém

E aqui reside a ironia cruel: o chavismo, esse câncer institucional que metastatizou por todas as veias do Estado venezuelano, sobreviveu. Desde Hugo Chávez, o regime aparelhou (palavra que designa o controle sistemático e ideológico) o Tribunal Supremo de Justiça, o Conselho Nacional Eleitoral, as Forças Armadas Bolivarianas e até as milícias paramilitares conhecidas como "coletivos". Hoje, quem puxa as cordas no Palácio de Miraflores é Delcy Rodríguez, a vice-presidente executiva de Maduro, uma fiel escudeira do bolivarianismo radical, mas sem força alguma sem o apoio de Diosdado Cabelo, o segundo homem mais procurado da Venezuela, que tem um valor de captura na casa dos US$ 25 milhões. O verdadeiro poder, o poder de farda, da força e do fuzil, está com Diosdado Cabello o mais radical e ideológico guerrilheiro que tem ojeriza à diplomacia. Mais radical que Maduro, mais militarista, com raízes profundas na guerrilha dos anos 90, Cabello é o arquétipo do tirano que a esquerda internacional finge não ver. Sempre teve o sonho de sentar na cadeira da Venezuela para efetivar seu plano sanguinário de revolução socialista. Ele não é um burocrata populista, fanfarrão e atrapalhado como o antecessor; é um estrategista frio e calculista, acusado até pelos próprios aliados de narcotráfico em escala industrial, lembrem-se das sanções americanas que o rotularam como Chefe do Cartel dos Sóis, que faz referência aos sóis das fardas dos generais venezuelanos.

Os números não mentem, e eles gritam a tragédia que o socialismo do século XXI impôs. Antes de Chávez, em 1998, a Venezuela ostentava o PIB per capita mais alto da América Latina, superior a US$ 8 mil. Hoje, após duas décadas de "revolução bolivariana", o PIB encolheu espantosos 75%, segundo dados do FMI, com uma hiperinflação que chegou a 1.698.488% em 2018, um recorde mundial que faz até a República de Weimar corar. Atualmente o salário mínimo na Venezuela é de 130 Bolívares Venezuelano, algo em torno de US$ 0,40, em torno de R$2,80. Mais de 8,9 milhões de venezuelanos fugiram do país, conforme relatório da ONU de 2025, criando a maior crise migratória do hemisfério ocidental. A inflação chegou a 682%, derreteu sua moeda, a tal ponto de você precisar de duas malas de dinheiro para comprar uma dúzia de ovos.

Execuções Extrajudiciais de acordo com relatórios históricos da ONU (como o de Michelle Bachelet) que apontaram mais de 6.800 mortes em apenas um ano e meio de operações de "resistência à autoridade". ONGs estimam que mais de 10.000 pessoas foram mortas pelas forças de segurança (como o FAES e a Polícia Nacional) desde 2014 em contextos de repressão ou operações policiais. Nos protestos após as eleições de julho de 2024, foram confirmadas pelo menos 25 a 26 mortes diretas por repressão policial e de grupos armados pró-regime (colectivos). Há cerca de 12 mil desaparecidos e 18 mil que foram torturados. Quanto aos presos políticos e tortura a organização Foro Penal, que monitora detenções arbitrárias, é a principal fonte para esses dados e estima-se que existam cerca de 2.000 presos políticos, incluindo adolescentes e civis acusados de "terrorismo" após manifestações em redes sociais. Crianças desnutridas em 30% da população infantil, mortalidade materna triplicada, hospitais sem remédios básicos: eis o legado do igualitarismo forçado. 

Trump, com sua doutrina de "América Primeiro", acertou ao evitar uma guerra prolongada. Mas está longe de derrotar o monstro. O chavismo não é apenas um homem; é uma ideologia profundamente entranhada, uma rede de clientelismo que compra lealdades com migalhas de petróleo. Ontem, num gesto calculado que cheira a rendição tática, o regime libertou muitos presos políticos detidos sob Maduro, mais de 300, incluindo opositores como Leopoldo López, jornalistas independentes e até cidadãos espanhóis. Foi um sinal claro aos EUA: "Não nos ataque de novo". Uma segunda onda de strikes americanos paira no ar, mas Cabello aposta na dissuasão, usando reféns humanos como escudo. Clássico manual guerrilheiro.

Maduro era o fogo abrasador, visível e destruidor. Cabello é a brasa escondida sob as cinzas, que queima mais devagar, mas com igual ferocidade e mais difícil de ser apagado. Trocaram o ditador populista pelo ditador militarista, e o povo venezuelano continua refém. A direita conservadora, que sempre alertou contra o veneno do socialismo, tem razão ao dizer: intervenções militares limitadas podem podar galhos, mas não arrancam raízes. Para extirpar o chavismo, seria preciso uma desintoxicação institucional profunda, desmantelar o aparelhamento, restaurar propriedade privada, atrair investimentos que reconstruam a PDVSA devastada.

Enquanto isso, o mundo livre observa. Cuba e Irã enviam conselheiros; China e Rússia emprestam dinheiro em troca de óleo barato. Se a China passa a racionar o fornecimento de terras raras para os EUA, os EUA passam a racionar o fornecimento do petróleo venezuelano para a China. O tráfico floresce nas sombras do Orinoco. Não podemos nos iludir com vitórias parciais. A Venezuela pós-Maduro não é um farol de esperança, é um lembrete sombrio de que o mal esquerdista, quando enraizado, resiste como erva daninha.

O contágio bolivariano chega ao solo brasileiro: lições de Caracas para Brasília

O que aconteceu na Venezuela não é um caso isolado, uma aberração tropical confinada às margens do Orinoco. É um espelho cruel, um prenúncio do que o foro de São Paulo, essa aliança ideológica que une esquerdistas do continente como fios de uma teia vermelha, sonha replicar em todo o hemisfério. A captura de Maduro, por mais simbólica que seja, expõe a fragilidade dos regimes que se sustentam na manipulação judicial, no aparelhamento do Estado e na perseguição implacável aos opositores. E aqui, no Brasil, o reflexo é imediato, doloroso e inegável.

O câncer do Lawfare no Brasil

Enquanto Caracas tenta se reerguer das cinzas de um ditador deposto, Brasília aprofunda o abismo do lawfare, termo jurídico que designa o uso perverso do sistema legal como arma política, transformando tribunais em campos de batalha ideológica e perseguição sistemática da oposição. Acusações infundadas, processos sem contraditório pleno, prisões preventivas eternizadas sem julgamento definitivo: eis o manual que o chavismo exportou e que, pasmem, floresce hoje em solo pátrio. O Brasil, outrora farol de democracia na América Latina, é agora acusado internacionalmente de manter presos políticos, mais de 1.500 ( a maioria ainda preso)  detidos desde os eventos de 8 de janeiro de 2023 segundo relatórios da Anistia Internacional e da Human Rights Watch atualizados em 2025, muitos sem acesso a defesa técnica adequada ou com direitos constitucionais flagrantemente violados, como o devido processo legal previsto no artigo 5º da Constituição.

No centro dessa tragédia nacional está Jair Messias Bolsonaro, o ex-presidente que representou a resistência conservadora contra o avanço socialista. Preso ilegalmente por ter sido julgado no STF sem ter foro privilegiado por prerrogativa de função, e o STF mudou o entendimento só para julgá-lo, ele foi preso nas dependências da Polícia Federal desde o final de 2025, uma detenção que juristas independentes classificam como arbitrária, ilegal e política. Ele foi preso quando sequer sua condenação havia transitado em julgado, Bolsonaro teve negado o pedido de prisão domiciliar mesmo após submeter-se a uma delicada cirurgia recente e sofrer um traumatismo craniano grave causado por uma queda dentro da própria cela. Relatos médicos vazados indicam fratura no crânio e risco de sequelas permanentes, em um ambiente que, segundo denúncias da CFM (Conselho Federal de Medicina), viola padrões mínimos de dignidade humana e salubridade e sem condições mínimas para segurança de sua saúde. Por causa disso Moares mandou intimar o presidente do CFM e anulou qualquer possibilidade de fiscalização por esse conselho. Inacreditável ! É o ápice da vingança política: um líder eleito por 58 milhões de votos em 2018, reduzido a troféu de um sistema judiciário aparelhado, onde ministros do STF acumulam funções de vítima, delegado, juiz, promotor e executor.

Os paralelos com a Venezuela são gritantes. Lá, opositores como Leopoldo López apodreciam em masmorras; aqui, Bolsonaro e aliados enfrentam o mesmo destino. Lá, o regime libertou presos políticos como moeda de troca para evitar escalada militar; aqui, o governo Lula resiste a qualquer anistia, temendo que a liberdade dos "janeiro 8" inspire uma reação popular incontrolável. Lula mostrou isso ao vetar integramente o PL da dosimetria que poderia pacificar o Brasil ao reduzir as penas desproporcionais aplicadas aos presos do 08 de janeiro. 

Dados do IBGE e do Banco Mundial mostram o preço econômico desse desgoverno petista: 
1) Café mais caro dos últimos 49 anos, 2) Mais mortes por dengue em um ano do q a soma dos últimos 7 anos, 3) 8,5 trilhões de déficit nas contas públicas, 4) Recorde histórico de queimadas na Amazônia, 5) Maior IVA do mundo, 6) Mais de 30 impostos criados ou aumentados, 7) Mais de 6 bilhões desviados de idosos pobres no INSS, 8) Mesada de 300 mil sendo paga pro filho do presidente,9) Recorde histórico de feminicídios, 10) Segunda maior taxa de juros do mundo, 11) Rombo nas estatais  que passa de 20 bilhões, 12) Picanha mais cara dos últimos 18 anos, 13) 50 milhões de brasileiros vivem em áreas dominadas por facções criminosas, 14) 5 milhões por dia sendo gastos em viagens do presidente e da primeira dama, 15) Proteção de ditaduras e bajulação de ditadores, 16) Mais de 1/4 da população vivendo em território dominado pelo crime organizado, 17) Preços médios no supermercado praticamente dobraram em três anos, 18) inflação acumulada de 28% desde 2023, 19) desemprego acima de 9%, e 20) uma fuga de capitais que já supera US$ 50 bilhões em dezembro de 2025. O Brasil caminha para virar uma Venezuela sem petróleo, pobre, dividida e refém de uma narrativa que criminaliza o conservadorismo.

Um raio de esperança

Mas há um raio de esperança no horizonte, e ele vem do Norte. Donald Trump, já demonstrou que não tolera ditaduras de fachada no quintal americano sob influência da China comunista. A operação que derrubou Maduro foi um recado claro: os Estados Unidos não mais assistirão passivos ao avanço do eje bolivariano. Fontes próximas à Casa Branca, em declarações veiculadas na imprensa americana, indicam que o foco agora se volta para o Brasil. Trump, com sua doutrina de pressão máxima, sanções cirúrgicas, bloqueio de ativos e apoio a oposições legítimas.

Não é invasão, não é intervencionismo tosco nem guerra. É a defesa da liberdade hemisférica, como nos tempos em que Reagan combatia o comunismo na América Central. Trump sabe que um Brasil subjugado pelo esquerdismo judicial fortalece Cuba, Nicarágua e os remanescentes do Foro de São Paulo. A prisão de Maduro acendeu o sinal verde: o próximo alvo é desmontar a engrenagem persecutória em Brasília, restaurar o Estado de Direito e libertar os reféns políticos.


Gesiel Oliveira, Professor de Direito Constitucional, Penal e especialista em Geopolítica Mundial, escritor, palestrantes e colunista.


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