sábado, 30 de março de 2019

A verdade escondida sobre a contra-revolução de 1964 - - Por Gesiel Oliveira.


Antes de falar bobagem sobre 1964 dê uma olhada nestes fatos compilados e extraídos da Biblioteca do congresso 

Após a II Guerra Mundial, a guerra fria entre EUA e URSS divide o mundo entre capitalistas e comunistas. 

Em outubro de 1960, Jânio Quadros é eleito presidente, sucedendo Juscelino Kubitscheck. 

Jânio já começa seu governo em 1961 desagradando: cria relações com URSS e China (mandou o vice João Goulart em missão diplomática), condecora Che Guevara com a Gran-Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, reúne-se em Brasília com agentes da KGB, planeja anexar a Guiana Francesa ao território brasileiro, condena os EUA no episódio da Baía dos Porcos, envia ao Congresso uma lei para desapropriar terras e fazer reforma agrária e desagrada a população e os militares. 

Em 25/08/1961, Jânio Quadros renuncia com o argumento de estar sob pressão de "forças ocultas" que ele nunca disse quais eram, e os militares não querem que seu vice João Goulart (apelidado de Jango) assuma a presidência, sob a desconfiança (ou certeza) de que ele era comunista. 

Então, para dar uma contornada no medo de o comunismo entrar na presidência, o Congresso adota o Parlamentarismo e coloca o Tancredo Neves como Primeiro-Ministro, deixando Jango como Chefe de Estado. 



Em 1963, volta o presidencialismo por votação do povo em um plebiscito e Jango vira "presidente de verdade". Com a guerra fria, comunismo e capitalismo se opondo, militares aqui, comunistas ali (o Partido Comunista existe no Brasil desde 1922), pressões acolá, empurra-empurra ideológico de todo tipo (esta instabilidade já vinha desde Getúlio Vargas, que suicidou em 1954 debaixo da pressão dos militares, já que 19 generais assinaram um manifesto pedindo sua renúncia), Jango e seu cunhado Leonel Brizola (então governador do RS) fazem um discurso, em 13/03/1964, para milhares de pessoas na Central do Brasil no RJ, onde é informada a estatização de refinarias privadas e a desapropriação de terras para reforma agrária. 

Neste comício, Brizola propôs O FECHAMENTO DO CONGRESSO e sua substituição por uma Assembleia Nacional Constituinte composta por pessoas do campo, operários e militares de baixa patente. A percepção de que a implantação do comunismo já estava em andamento no Brasil gerou uma balbúrdia social e a população foi às ruas, em 19/03/1964, liderada pela classe média, empresários, produtores rurais, Igreja Católica e Imprensa, na chamada "Marcha da Família com Deus pela Liberdade", para protestar contra os comunistas que estavam no governo. 



Com a politização de militares de baixa patente, 2 mil marinheiros se amotinaram no Sindicato dos Metalúrgicos da Guanabara em 25 e 26/03/1964, pedindo melhores condições para os militares e dando apoio a Jango que se recusou a puni-los. 

Em 30/03/1964, Jango discursa para sargentos no Automóvel Clube do Rio e usa frases como "o egoísmo dos ricos é mais grave do que o comunismo" e "comerciantes desonestos exploram e roubam o povo brasileiro". 

Neste período já havia uma radicalização de ativistas de esquerda, que queriam fazer no Brasil a Terceira Grande Revolução Comunista (após as da Rússia e China) e buscavam a tomada do poder usando as classes sociais menos favorecidas. Com o discurso esquerdista de João Goulart, os militares saem dos quartéis e tomam a frente para "restaurar a disciplina militar e conter a ameaça comunista", como dito. 

Em 31/03/1964, os militares marcham para as sedes de Governos e prendem políticos e colaboradores de Esquerda. 

Em 01/04/1964 Jango voa para o RS e de lá pede asilo no Uruguai. 

Em 02/04/1964, o Congresso declara vaga a Presidência da República. 

Em 11/04/1964, o Congresso elege o Marechal Castello Branco como Presidente da República. Eis o chamado Golpe Militar de 1964, feito sem nenhum tiro e sem nenhuma morte, que muitos classificam como "Contragolpe Civil-Militar", pelo maciço apoio da população, da imprensa e do Congresso Nacional aos militares. 

Os "inimigos internos" visavam implantar o comunismo no Brasil através de uma "revolução comunista", criando a "Ditadura do Proletariado", termo de Weydemeyer, Marx e Engels. 

Instaurado o Governo Militar no Brasil, os Esquerdistas-Socialistas-Comunistas subversivos começaram a se organizar, planejando derrubar o governo militar à força, pegaram em armas, assaltaram bancos para conseguir dinheiro, explodiam bombas, praticavam terrorista, roubavam cargas de caminhões, mataram uns (incluindo os desertores deles próprios que décadas depois, constaram na lista de desaparecidos dos 434 mortos da Comissão da Verdade de Dilma de 2012), foram perseguidos, morreram mais uns.

Os militares começaram a reagir aos ataques terroristas  guerrilheiros cada vez mais constantes. 



Entre mortos e desaparecidos, dos dois lados, no Brasil, não se chega a 500 pessoas: os quase 21 anos de Regime Militar resultaram em 434 mortos, sendo estes, 210 desaparecidos, e 31 mortos pelo exército brasileiro na Guerrilha do Araguaia que visava implantar uma revolução socialista comandada pelo PC do B entre os anos de 1967 a 1974. Não se contabilizam as mortes e baixas dos militares pelos comunistas. 

Defender um país custa vidas desde sempre, na história da humanidade. Mas só para mostrar como nossa "ditadura" foi "light", a ditadura argentina matou mais de 30 mil pessoas e a ditadura de Pinochet, no Chile, matou mais de 40 mil pessoas, sendo que o socialismo é as ideias de Karl Marx e Engels já mataram mais de 100 milhões de pessoas no mundo todo, sendo mais de 70 milhões só na antiga URSS. 

Atualmente, Esquerdistas enchem o peito para afirmar que "lutaram contra a ditadura" e que "lutaram e lutam pela democracia", cujo termo significa "governo do povo", mas quer significar, no discurso da Esquerda, a "ditadura do proletariado", ou "o governo do povo dominando os meios de produção e a propriedade privada etc etc etc". 

Ou seja: comunismo. Não existe "luta pela democracia" na Esquerda: existe "luta pelo comunismo". Ou luta pelo "socialismo" que é a forma mais simpática de dizer a mesma coisa. Ou luta pela ideologia de Esquerda, que quando chega ao poder, se torna usuária do capitalismo com uma velocidade assustadora! 



O que ocorreu em 1964 foi que os militares impediram que o Brasil fosse pelo caminho de Cuba, URSS, Alemanha Oriental, China, Coréia do Norte e, mais recentemente, Venezuela. Os militares mataram? Sim. Torturaram? Sim. Prenderam? Sim. Aplicaram censura? Sim. Quem sofreu na mão dos militares? Esquerdistas-Socialistas-Comunistas. Não há registro de ninguém que estivesse cuidando de sua vida, trabalhando, estudando, criando filhos e levando uma rotina honesta, que tenha sido perseguido, torturado ou perturbado pelo Regime Militar.

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