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Minha opinião sobre a teologia da prosperidade - Por Pr Gesiel de Souza Oliveira


A teologia da prosperidade é uma aberração, à luz da Bíblia. Por quê? Porque ela é reducionista, minimalista e prioriza a prosperidade material. Ela faz com que toda a mensagem da Bíblia se reduza em torno de conquistas materiais, de dinheiro, bens e riquezas. Induz ao falso pensamento de que a ausência de uma vida confortável é sinal de prova, derrota ou que a sua benção ainda não chegou. Induz também o crente a supervalorizar as coisas desta vida terrena e passageira, em detrimento das “coisas que são de cima” (Cl 3.1,2; 1 Co 15.57). Provoca uma inversão de valores priorizando o TER antes do SER. Não é porque sou contrário à teologia da prosperidade que serei, por causa disso, favorável à teologia da miséria. Afinal, a Bíblia diz que devemos nos CONTENTAR com o que temos, e não nos CONFORMAR com o que temos (Fp 4.11-13; 1 Tm 6.8-10). Conformar-se é uma coisa. Contentar-se, outra bem distinta. Posso estar contente com um emprego, pois o contentamento vem do Senhor e é um estado de espirito motivado pelas circunstâncias. Mas não preciso me conformar com isso, pois Deus pode me dar um emprego melhor, bastando que possua fé no Senhor, iniciativa e perseverança. Então que fique claro, sou contra a teologia da prosperidade sim, mas também sou contra a ideia de que não se deva colaborar, contribuir e dizimar à obra do Senhor, que mantém-se dessa única fonte e possui base bíblica. Sou favorável que o sacerdote sobreviva do mister do seu ministério, mas sou contra excessos, dispêndios fúteis e malversação dessas doações. Sou contra a teologia da prosperidade, mas também sou contra a ideia de espiritualização excessiva, que leva à má interpretação de que a prosperidade material e espiritual não deva ser buscada. O que não se pode permitir é que essa busca substitua ou torça a mensagem do evangelho salvífico.

Por Gesiel de Souza Oliveira
Vice presidente da Assembleia de Deus Zona Norte de Macapá
Twitter: @PrGesiel_

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