Bem vindo ao Blog do Pr. Dr. Gesiel de Souza Oliveira siga-me no Twitter: @PrGesiel_ e no Facebook: "Gesiel Oliveira" - Frases do Pr Gesiel Oliveira - "Fé é posse por antecipação na vida dos que confiam no Senhor" - "A lição mais difícil de ser aprendida na escola da vida é a tribulação, mas é ela que nos permite crescer." - "O bem feito a alguém é como bumerangue atirado ao vento." - "A falta de grana é o melhor professor de criatividade." - "Dois equívocos sem fundamento: achar que só porque uma coisa é nova, é necessariamente boa; ou só porque é antiga é ruim." - "Muitos querem evitar os medos de sua vida, quando na verdade estão evitando as vitórias." - "Há tribulações que nos trazem bênçãos assim como há bênçãos que nos trazem tribulações. Sede prudentes!" - "O único que não pode ser derrotado é aquele que nunca lutou." - "É melhor tentar e não conseguir, que desistir sem sequer tentar." - "Desejo é vontade, já sonho é alvo." - "Há momentos em que um segundo de silêncio diz mais que um dia de conversa." - "Você é hoje o que escolheu ser no passado, mas poderá ser amanhã o que escolheu ser a partir de hoje." - "Uma mentira repetida muitas vezes não se torna verdade, só a prolonga! Cedo ou tarde a verdade vem à tona." - "Antes verdadeiro e chato a mentiroso e popular. Se optar pelo segundo, uma hora a máscara cai!" - "Não é a política que faz o candidato virar ladrão, mas sim o seu voto que faz o ladrão virar político." - "A ingratidão não tem memória." - "Nosso Deus é o Deus do impossível, mas o possível é contigo." - "O difícil faça agora, o improvável vá à busca e o impossível tente!" - "Persistir é dar a oportunidade de uma possibilidade dar certo, mesmo sabendo que há chances de dar errado." - "O melhor sentido é aquele feito na releitura." - "Se você conhecesse a energia que tem, acreditaria mais na força que vem de dentro, que no medo que vem de fora. " - "Nem sempre quem te critica é o teu inimigo e nem sempre quem te elogia é teu amigo." - "Não deixe seu sonho ser menor que o seu medo. Prossiga, avance, corra sem medo em direção à sua vitória!" - "O segredo do vencedor é não se focar no medo e sim no alvo." - "Quem alimenta sua persistência, mata de fome seus medos." - "Não fixe a sua atenção nos gigantes dessa vida, senão teu medo suplanta a tua esperança." - "Segredo da felicidade: escolha fazer o que te deixa feliz e não só o que lhe traz dinheiro" - "O castelo da mentira tem bases de areia - Não chame de destino àquilo que você mesmo escolheu" - "As palavras têm o poder de encorajar ou abater as pessoas, edificar ou derrubar, deixar no comodismo ou elevar à vitória" - "Toda cicatriz tem uma história" - "O tempo reverte opiniões, esclarece o oculto e corrige injustiças."

domingo, 10 de janeiro de 2016

Baixe a Lição Bíblica do 1º Trimestre de 2016 - O Final de Todas as Coisas - Esperança e glória para os salvos

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Comentarista: Pr. Elinaldo Renovato de Lima


Sumário
Lição 1 - Escatologia, o Estudo das Últimas Coisas
Lição 2 - Sinais que Antecedem a Volta de Cristo
Lição 3 - Esperando a Volta de Jesus
Lição 4 - Esteja Alerta e Vigilante, Jesus Voltará
Lição 5 - O Arrebatamento da Igreja
Lição 6 - O Tribunal de Cristo e os Galardões
Lição 7 - As Bodas do Cordeiro
Lição 8 - A Grande Tribulação
Lição 9 - A Vinda de Jesus em Glória
Lição 10 - Milênio - Um Tempo Glorioso para a Terra
Lição 11 - O Juízo Final
Lição 12 - Novos Céus e Nova Terra

Obs: Nosso blog não hospeda a revista apenas indicamos o link onde a mesma foi hospedada por outra pessoa.

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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Crônicas de uma missão em uma tribo indígena (Por Pr Gesiel Oliveira)

Quero compartilhar com vocês uma experiência que tive em uma recente viagem missionária a uma tribo indígena. Era o dia das crianças. Embarcamos no aeroporto de Macapá, eu um médico missionário coreano chamado de Miguel Yon, um pastor líder do departamento de missões e o piloto que também é pastor. Fomos em um monomotor até a tribo indígena xuxumeni, na fronteira do Pará com Suriname. Uma tribo isolada no meio da Amazônia. Essa tribo foi descoberta há pouco o mais de 20anos. Eles viviam isolados. Não há acesso por rio (pois o lugar é cheio de cachoeiras), nem por estrada, etc, só de aeronave, um monomotor que nos levou até lá. Os próprios índios construíram uma pista improvisada de 450 metros. A cabeça da pista começa em uma montanha e o fim termina em um rio. Ou seja, se o avião pousar antes, se esborracha na montanha, se pousar depois cai no rio. O avião tem de tocar no solo no exato ponto. Eu encarei o desafio de ir pregar em uma festa que reunia as 9 maiores tribos do parque indígena do Tumucumaque. E lá fomos nós. O aviãozinho jogava muito, pra lá e pra cá, pra cima e pra baixo. E eu agarrado na minha poltrona. Nosso voo demorou cerca de uma hora e meia sobre a floresta amazônica. O comandante da aeronave me disse que por onde estávamos sobrevoando não havia nenhuma cidade. A mais próxima estava a mais de 2 mil quilômetros de distância. 

Estávamos acima de um manto verde infinito. Quem me conhece sabe que eu morro de medo de voar em aviões comerciais, e pensar que agora eu estava em um pequenino avião sem a mínima estabilidade e que precisava de uma revisão geral urgente. Eu ia orando em espírito o voo todo. Olha aí neste link do YouTube como foi nossa decolagem daqui do aeroporto de Macapá. ( https://www.youtube.com/watch?v=pd2yyGpET-8 ). A viagem foi cheia de solavancos pesado. Voar sobre a Amazônia em tempo de chuva é difícil demais. Tinha horas que o avião subia tanto que o meu ouvido começava a zunir, quando precisávamos passar por cima de uma nuvem de chuva, depois baixávamos tanto que eu tinha a impressão que íamos bater na copa das árvores. E assim prosseguimos. Depois de algum tempo avistei no meio da grande floresta amazônica um pequeno ponto, uma clareira, era um pequeno povoado. Era a tribo indígena Xuxumeni. O piloto pediu para que todos apertássemos nossos cintos pois íamos aterrissar. A pista era toda ondulada, pois foi feita pelos próprios índios. Eu já começava a imaginar como seria o solavanco no momento do pouso Estava preparado para tudo naquele momento. Fechei meus olhos, fiz aquela oração “entregando minha alma nas mãos de Deus”, respirei e esperei. Eu estava fazendo a Obra do Senhor. Precisávamos chegar ali, pois havia também um índio picado de cobra venenosa e uma gestante em início de trabalho de parto. As informações eram repassadas a nós em pleno voo via rádio pela equipe da FUNAI que estava na tribo. Eu ia registrando tudo. 

E até hoje quando assisto a essa filmagem me pergunto como tive coragem pra fazer isso. Veja o vídeo do nosso pouso nessa tribo indígena ( https://www.youtube.com/watch?v=9W_xQSwn5gI ). Neste vídeo vocês podem ver que quando a aeronave toca o solo as malas voam por cima de mim. Toda a bagagem ficou espalhada no chão da aeronave após o pouso. O que mais me impressionou no primeiro contato com esses índios, foi a quantidade de câmeras e celulares que quase todos eles portavam. Lá não pega sinal de internet, mas eles se contentam em nos filmar, tirar fotos, gravar a nossa voz e principalmente fazer infinitos ‘selfies’ com a gente. Vê se pode!? Eu perguntei ao meu tradutor como era possível isso? Ele me disse que cada índio recebe uma bolsa do governo federal, e como eles são autossuficientes (produzem tudo que consomem) eles encomendam aos funcionários da FUNAI e aos índios que vem fazer tratamento em Macapá, para que comprem essas tecnologias a cada vez que vem a Macapá ou Belém. Pois bem, quando cheguei na tribo indígena, fomos recebidos pelos nove caciques das tribos reunidas ali. Eles nos serviram um almoço farto. Foi aí que veio o meu segundo impacto: a comida!. Veja só o que me foi servido ali (foto 1). Eles começaram a trazer as comidas e colocar sobre a mesa. Eles ficavam olhando no meu rosto para ver qual seria a minha reação. 

Claro que eu sorria pra todo mundo, mostrava que estava satisfeito. Até ajudei a índia esposa do cacique no preparo da iguaria exótica. Olha eu ali mexendo a panela (foto 2). Foi-me servido um tipo de macaco enorme que dá naquela região chamada de “guariba”. Tem guariba que tem quase o tamanho de um adolescente. Eu vi aquilo, me enrolou o estômago, pedi então pra ir ao banheiro. Pra “tirar uma bronca” e pensar um pouco se eu ia ou não comer. Um dos índios me apontou onde ficava o banheiro e para lá fui. Gente, vocês não tem ideia do que eu vi ali. Os cantos das paredes de madeira lastreados de uma massa preta incrustada. Olhei mais de perto e descobri o que era aquela massa. E aí me veio que eles não usam papel higiênico lá. Ai já viu, se já estava com nojo, imagina agora? Saí de lá correndo. Fui em direção ao rio aliviar minha bexiga. Você tem que lembrar que estou falando de índios isolados que até pouco tempo não tinham contato com ninguém. Muitos deles (a maioria) nunca vieram na cidade. Veio-me a vontade de voltar na mesma hora. Pois bem, eu fui para o rio. Cheguei lá e comecei a me aliviar urinando na água e fiquei pensando e olhando para o céu. Quando olhei para as minhas calças, enxerguei formigas enormes, gigantes, subindo nas minhas pernas, que são típicas daquela região, as famosas "tucandeiras". 

O cacique me falou que eu levei sorte de nenhuma ter me picado. Disse que eu adoeceria e poderia até mesmo ter febre. O cacique pediu para que não me afastasse do meu guia. Voltei para o almoço que estava sendo servido à nossa comitiva. Eu resolvi comer algo parecido com um "biju" que estava sobre a mesa. Tinha o tamanho de uma tampa de panela de vatapá, daquelas grandes. Tinha quase dois dedos de espessura. Duro pra “dedéu”. Quase quebro meu canino esquerdo querendo degustar aquilo a qualquer custo. Aí o meu guia disse que eu estava fazendo errado. Que era pra que eu jogasse o café e esperar amolecer. Comi duas daquelas coisas. O cacique me falou que algumas índias estavam prepararam uma recepção na igreja para a nossa equipe. Após o almoço, no caminho para a igreja, resolvi perguntar pro meu guia como era feito aquilo que eu havia acabado de comer. Ele me puxou para o lado e disse perto do meu ouvido: "você quer saber mesmo?" Deu-me um gelo na espinha dorsal. Ele então me levou para uma oca (casa dos índios) onde havia várias índias preparando a comida para a festa. Eu vi umas 8 índias mastigando algo. Pensei até que fosse chiclete. Então vi outra índia passar com um prato recolhendo a massa que todas elas mastigavam. O guia me falou: "é aquilo que é a matéria prima!". Minha cabeça rodou e imediatamente reclamei dizendo: “por que você não me falou antes?”. Antes de seguir, ainda recebi um forte abraço de uma delas, com um sorriso alegre e com a boca quase desnuda. Era uma gente feliz ao seu jeito. Eu não sabia se ria ou se chorava. No caminho vi uma índia que comia piolho do seu macaco de estimação. Era um mundo desconhecido pra mim. 

Cada passo dentro daquela tribo era uma descoberta. Fui para a igreja. E lá chegando, olha só a recepção que tivemos: Várias índias prepararam uma recepção muito linda. Elas cantavam e dançavam para nos receber. Me emocionei de mais com aquilo. Veja neste link do youtube a recepção com dança que as índias fizeram pra nós... (https://www.youtube.com/watch?v=_lN5lLayFG4). Foi lindo. Até hoje quando assisto a esse vídeo me emociono. As índias cantavam na sua língua em extinção: "yeshua maia phou", que depois o tradutor me disse que significa "Jesus mudou minha vida". Depois da recepção, no caminho de retorno, me apresentaram meu hotel: uma tenda feita de pedaços de galhos de árvores e coberta com uma lona. Lá encontrei índios católicos, evangélicos, e outros que se mantem ligados às suas antigas religiões dos seus antepassados. É um ambiente de liberdade religiosa como em qualquer lugar do Brasil, norteada pelo livre arbítrio, democracia e liberdade. Quando fui levado à oca de um dos caciques, estendi a mão para cumprimentar a esposa do cacique, e ela deu um pulo pra trás espantada. Eu até me assustei com aquilo. Depois fiquei sabendo que os homens não podem tocar, nem esbarrar em nenhuma mulher. Por outro lado a receptividade do caciquei era grande e quando olhei pra lado ele me deu um beijo no rosto. Coisa deles. Coisa estranha relacionada aos seus costumes. 

Ali eu vi a primeira Bíblia com todo o novo testamento traduzida na língua deles. Na capa estava escrito: "Kam Pampilan" que significa Bíblia Sagrada. Levamos cerca de 340 brinquedos e distribuímos para todas as crianças, pois como disse acima, era o dia das crianças. Mas teve uma que não queria o brinquedo. O menino de 9 anos me pediu o novo testamento que eu tinha em minhas mãos. Nem pensei duas vezes. Dei a ele. Foi uma felicidade! A Bíblia parcial feita na linguagem deles foi feita por um grupo de missionários da JOCUM (Jovens com Uma Missão), uma espécie de ONG religiosa voltada para missões em todo mundo. Enquanto eu ministrava a palavra de Deus aos índios, chegou a informação de que havia ocorrido um naufrágio durante o círio fluvial em frente à Macapá e que ceifou a vida de 18 pessoas. Imediatamente todos se jogaram com o rosto no solo. Choravam alto e batiam com as mãos no solo. A poeira subiu do chão de terra batida. Assustado, perguntei ao tradutor o que significava aquilo. A resposta foi uma lição de humanidade que nunca esquecerei. Ele me disse que era daquela forma que os índios se compadeciam e comungavam da dor das pessoas que perderam seus entes queridos. Mesmo que não conhecessem nenhum deles, eles compartilhavam da dor. Refleti muito sobre o sentido da palavra empatia que na nossa língua quer significa: “tendência para sentir o que sentira outra pessoa, se estive em situação vivida por outra pessoa” (Aurélio da Língua Portuguesa). 

Ali eu definitivamente compreendi o profundo sentido dessa palavra. Após esse fato eu prossegui na ministração. Cerca de uma hora depois, em meio a minha pregação na igreja, um índio adentrou na igreja e me interrompeu gritando : "pegaram mais uma, pegaram mais uma". Eu me perguntei atônito: “Uma!?”. Eu me espantei com aquilo. O tradutor me disse que se tratava de uma anta enorme que os guerreiros haviam caçado e que ela ainda estava lá no meio do mato. Pesava mais de 250 Kg. Depois fiquei sabendo que cada vez que matavam uma anta, parava tudo na tribo. Todos vão para a beira do Rio Paru do Leste, que corta a região esperar os guerreiros. Eu fui junto, sabe ali no meio de todo mundo, sem saber ao certo o que estava fazendo. No trajeto um dos caciques me convidou para ir buscar a anta no mato. Depois fiquei sabendo que se trata de um costume indígena local, algo que pra eles é uma honra. Irem buscar a caça no mato enquanto as mulheres esperam na beirada do rio a chegada para comemorar o ato ou dádiva divina conjuntamente. A pregação foi “beleléu”. Só a retomei a noite. Eu era traduzido por um índio que compreendia o português. Resolvi encarar o desafio e entrar no barco para ir atrás da “tal” anta. Eram aproximadamente 16:00h. 

E lá vou eu, de gravata, sapato engraxado e calça social pra dentro da mata fechada. Lá a festa é direto, começa 6 da manhã e termina às 2 da madrugada. Eu nuca preguei tanto como nesses dias. Chegávamos a ter 5 intervalos entre os diversos cultos. Parávamos só pra as refeições ou lanches e depois continuávamos. É coisa uma de outro mundo. A festa lá não é só a noite como acontece nas cidades. É o dia todo, e parece que não existe cansaço naquele povo. Ele não bebem, mas cantam e dançam muito. Nós paramos a certo ponto rio acima, na beirada do rio. Isso depois que já havíamos navegado de voadeira por mais de 30 minutos. Prosseguimos numa trilha mata adentro. Eu olhei no relógio e já eram 16:30h.Depois que já havíamos caminhado bastante eu comecei a perguntar se ainda faltava muito (igual ao burro do filme Shrek) e nada da gente parar de andar. Cada vez mais para dentro da floresta, subíamos, descíamos, atravessávamos riachos, atolei meu sapato engraxado na lama, de forma que eu não estava mais conseguindo acompanhar o ritmo de caminhada dos índios. Eles começaram a se afastar de mim, cada vez mais, cada vez mais, e eu gritava de longe. E eles cada vez mais longe, até que eu percebi que havia me perdido do resto do grupo. Olhei para o meu relógio que já marcava 18:00h. Senti um calafrio que nunca vou esquecer. Comecei a me preocupar. Comecei a gritar primeiro baixinho, depois cada vez mais alto, até se transformarem em berro misturados ao choro desesperado. Quando então levantei as mãos para o alto e fiz uma oração de olhos fechados: "Senhor tu não me trouxestes de tão longe pra me perder no meio do nada". Quando eu abri os olhos vi vários índios em silêncio atrás da moita rindo de mim. 

Os caras estavam me "zoando", vê se pode!? Descobri que isso é uma característica deles. Gostam de “pregar peças” nos visitantes. Senti um misto de alívio e indignação. Fiquei chateado e decidi que não queria mais ir buscar a “tal” anta. Eu queria voltar pra beira do rio, pra voadeira. Um dos índios me acompanhou. No caminho do retorno, ele me perguntou se eu estava com fome. Respondi dizendo: "claro que sim, veja o horário". Ele me disse: "aqui tem umas frutinhas que vão lhe ajudar a passar fome". Eu olhei e elas pareciam um cachinho de uvas, tinham até a mesma cor. Não me recordo o nome exato da frutinha. Enquanto eu voltava, os demais índios continuaram mata adentro em busca da anta para ir buscá-la. Mas eu resolvi voltar porque fiquei com medo, pois já eram 18:25h. Estava anoitecendo e eu não podia ficar lá no meio do mato. Esse horário é a hora em que os jacarés saem pra caçar e as cobras saem das suas tocas para irem para o rio. Pois bem, a “tal” frutinha estava na árvore a cerca de 6 metros do chão. O índio me perguntou: "você quer?". Eu balancei a cabeça concordando, e para a minha surpresa ele subiu na árvore igual a um macaco, e com apenas dois ou três saltos entre os galhos, apanhou alcançou as frutinhas. Eu fiquei boquiaberto com aquilo. Nunca imaginei no que o homem é capaz de fazer em certas condições. 

Eu comi as frutinhas, eram saborosas e adocicadas. Cinco minutos depois minha voz começou a ficar grossa, mais grave. Eu virei para o índio e perguntei pra ele havia me dado? Ele me disse que é bom pra passar a fome, mas deixa "a voz engraçada" e riu novamente. Eu reclamei com ele. Disse: “Você não sabe que eu vou pregar daqui a pouco na igreja?, como vc me apronta uma dessas? Já não bastava o susto que levei agora a pouco?”. Era novamente uma pegadinha dos índios. De novo? Que coisa chata! O nome dá frutinha? Não me recordo. Mas anotei em algum lugar da minha agenda. Pois bem, no retorno, ainda na voadeira no meio do rio, começou a me dar um sono terrível. Quase caio na agua. Perguntei novamente pra ele, e agora o que foi tu fez? Descobri que até o índio tradutor estava em conluio no meio das pegadinhas e “zueiras” sucessivas. E eu insisti perguntando por que eu estava com tanto sono? Todos eles riram juntos. Eu disse: “vocês vão todos pro inferno!” Aí que eles riram mais alto. Foi então que descobri que a “tal” frutinha, além de deixar a voz grossa e medonha, ainda dá um sono desgraçado. Por fim retornamos à tribo. Depois de algum tempo os demais índios chegaram atrás nas canoas trazendo a anta. Os demais índios chegaram trazendo a enorme anta e logo foram preparando a caça. Era comida demais. 

O costume deles é jantar antes de irem para a igreja. Por isso foi aquela correria. Eu me aprontei rapidinho e fiquei esperando as índias terminarem o jantar. Parecia tão gostoso o cheiro que vinha da cozinha. Já estava anoitecendo e eu ali esperando o jantar ser servido. As índias preparavam a comida rapidamente. Sobrou pra mim uma enorme pata dianteira da anta. Achei aquela parte bem macia e gostosa. Eu comi bastante. E logo depois fui preparado para levar a mensagem na igreja, que estava lotada. Ainda durante os cânticos, senti o primeiro preocupante “abalo intestinal”. Aquele barulhão assustador. Eu tenho sempre a impressão que sou de ferro. Mesmo cansado, com sono, e agora com uma enorme dor de barriga, eu fui pregar. Quando encarei cerca de 300 índios, comecei a imaginar as terríveis coisas que poderiam acontecer se eu não conseguisse conter aquele desespero intestinal que me atormentava naquele momento. Eu suava frio, esquecia a sequencia da mensagem, travava a musculatura glútea, tudo para tentar equilibrar e conter o que seria a maior vergonha da minha vida. Misericórdia! Não foi fácil. Pra completar o tempo que me deram para ministrar foi gigantesco. Pareciam anos. Parece que o tempo não corria. E mesmo nestas condições a igreja pegou fogo no poder do Espírito Santo. 

Eles nem imaginavam que o que eu mais queria, era que tudo aquilo terminasse logo, pra que eu pudesse correr desesperado pra aquele banheiro (aquele banheiro!), que aliás era o único da tribo. Terminou o culto perto da meia noite. E ninguém me encontrou mais. Saí dali pelos fundos da igreja. Corri no meio da escuridão com as pernas travadas e com a musculatura enrijecida, e rosto suando frio, e nem mais enxergava nada na minha frente. Foi apenas o momento de adentrar naquele velho "retrete". Parece que os segundos foram cronometrados para aquele tão esperado momento. Alívio! Minha curiosidade enquanto me recompunha, era saber o que tinha me feito tanto mal? Seria: 1)frutinha, 2)cansaço excessivo da caminhada, 3)o biju ou 4)a anta? Eram tantas as possibilidades que no final entendi que foi um conjunto de fatores que desaguaram (não é esta a melhor expressão) naquele momento cataclísmico. Mas eu estava tão envolvido espiritualmente, que isso não me abalou. Minha salvação foi um comprimido de IMOSEC que o comandante havia levado. Terminado os momentos de angústia, me dirigi ao meu “hotel”. 

Cheguei cansado, mas sem sono. Ouvi algo estranho, parecia um grito que vinha do meio do mato, algo muito medonho. Parecia uma mulher gritando desesperada. O meu tradutor disse que era o tal macaco guariba. Deitei na minha rede, em uma tenda improvisada coberta por uma lona velha azul , e sem nenhuma cobertura lateral, olhei para as estrelas, olhava para a escuridão da mata, aqueles sons estranhos, e algo começou a me deixar relativamente incomodado. Aquele silêncio dos índios, um silêncio preocupante. Ninguém se movia na tribo, ninguém falava nada. Percebi que algo não estava certo ali. Eu senti isso no olhar de cada índio. Fui o único da equipe que não pegou logo no sono. Por volta de 2 horas da madrugada fomos chamados por um índio. O cacique queria falar comigo e com o restante dos pastores. Corri até o meio da aldeia. Lá encontrei vários índios reunidos. Praticamente quase toda a tribo estava acordada e em silêncio. 

O cacique Moppheru, da aldeia indígena do Bona, começou a me relatar o que andava acontecendo naquela aldeia. Ele me contou que há cerca de 6 meses muitos índios relatavam que andavam vendo "coisas". Coisas estranhas. Logo de inicio, pensava-se que eram alucinações, mentiras ou cansaço. Depois a coisa começou a piorar. Muitos índios afirmavam que andavam vendo parentes e amigos que já haviam morrido há anos, passeando na mata próxima a aldeia. Ouviam gritos, gemidos, panelas caírem no meio da madrugada, e até “chamados”. Isso mesmo, os espíritos chamavam pelos nomes dos índios, para eles adentrassem na floresta em plena madrugada. Por isso disse que senti aquele silencio muito misterioso. Eu como pastor não poderia me mostrar medroso. Mesmo que por dentro estivesse arrepiado com aqueles relatos. 

O cacique estendeu a mão e disse pra mim: "quero que você coloque o teu poder nas minhas mãos agora". Eu senti o tamanho da ingenuidade daquele cacique e disse a ele: "Eu não posso fazer isso, mas vou orar a quem pode". O cacique Moppheru mandou chamar a filha dele, de apenas 8 anos de idade. Um índio chegou carregando a menina que estava atormentada. Tinha um olhar que eu nunca vou esquecer. Olhar de medo, tormento, terror, algo indescritível. Senti que aquilo estava fora na normalidade. A menina não me encarava. Quando o índio a soltou, ela correu imediatamente para trás da perna do seu pai, (do Cacique Moppheru) e de lá gritava: "lá vem eles, lá vem eles!". E cada vez que ela gritava os índios eram tomados por uma onda de medo. Eu senti que as forças do mal estavam se alimentando do medo daquela tribo. Eu perguntei ao cacique há quanto tempo sua filha estava daquele jeito? Ele me respondeu que fazia cerca de 6 meses que tudo isso havia começado. Eu pedi a todos os índios que pegassem uns nas mãos dos outros, de forma que ninguém ficasse sem pegar na mão do outro. Coloquei os 9 caciques no meio daquela grande roda e abri no Salmo 91, e comecei a lê-lo:

“1 Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Todo-Poderoso descansará. 2 Direi do Senhor: Ele é o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio. 3 Porque ele te livra do laço do passarinho, e da peste perniciosa. 4 Ele te cobre com as suas penas, e debaixo das suas asas encontras refúgio; a sua verdade é escudo e broquel. 5 Não temerás os terrores da noite, nem a seta que voe de dia. 6 nem peste que anda na escuridão, nem mortandade que assole ao meio-dia. 7 Mil poderão cair ao teu lado, e dez mil à tua direita; mas tu não serás atingido. 8 Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios. 9 Porquanto fizeste do Senhor o teu refúgio, e do Altíssimo a tua habitação, 10 nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda. 11 Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos. 12 Eles te susterão nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra. 13 Pisarás o leão e a áspide; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente. 14 Pois que tanto me amou, eu o livrarei; pô-lo-ei num alto retiro, porque ele conhece o meu nome. 15 Quando ele me invocar, eu lhe responderei; estarei com ele na angústia, livrá-lo-ei, e o honrarei. 16 Com longura de dias fartá-lo-ei, e lhe mostrarei a minha salvação”. 

Era o salmo de proteção, de guarda e refrigério da alma. Ao terminar iniciei uma oração repreendendo todo mal, todo medo, toda angústia, e por fim repreendendo o espírito imundo que havia se alojado naquela menina. Terminamos a oração e a menina desmaiou. Foi aquele alvoroço Mas ela foi retornando devagar. Eu tinha plena convicção de que se tratava de possessão demoníaca. Nada aconteceu durante toda a noite. O tradutor me disse que foi a primeira vez naqueles 6 meses que nenhum relato havia acontecido durante toda a madrugada. Foi uma noite tranquila. Eu já me senti parte da tribo indígena. Na noite anterior, no fim do culto eu havia feito uma oração estranha, oração que nunca tinha feito. Eu orei pelos guerreiros que vão caçar durante a madrugada na floresta. Um grupo de índios adolescentes, jovens e adultos (cerca de 20) que saem toda a noite para conseguir caça e alimentos para toda a aldeia. Minha oração era para que nenhuma cobra, onça ou outro animal os atacassem durante a noite. Tudo é compartilhado entre eles, do biju a anta. Há um sentimento de compartilhamento natural entre eles. Ninguém ali passa fome. Eu comi no café da manhã caldo de tamuatá, biju, banana, e tucunaré. Acho que os índios perceberam que eu não havia gostado de algumas coisas do dia anterior. Por sorte não me serviram anta. 

Na sequencia tivemos um estudo ministrado por mim sobre "arrebatamento da igreja". Eles colocaram seus muitos celulares próximos ao púlpito para gravarem toda a ministração e prestavam muita atenção em tudo. Alguns usavam até notebooks. A menina estava pela manhã correndo dentro da igreja, já bem espertinha e alegre. Mas o pai dela tinha receio que depois que saíssemos de lá a situação retornasse à estaca zero, o que não ocorreu. Eu disse a ele que tivesse fé. Deixei minha bíblia com ele. E o recomendei que fizesse o que eu fiz naquela noite, todos os dias dentro de sua casa, que isso nunca mais aconteceria. Terminado o estudo pela manhã do dia 13 de outubro na igreja, fomos para a beirada do Rio Paru do Leste. Era manhã de batismo nas águas. Uma multidão enorme de índios se aglomerava na beirada do rio para acompanhar seus parentes e amigos. Mas dentre todas as pessoas, uma me chamou a atenção. Era a neta, de apenas 15 anos, do cacique Waremã da Aldeia Yareray. Uma adolescente tetraplégica, que chegou em uma cadeira de rodas. No caminho entre a igreja e o rio, este cacique me mostrou o cemitério onde, segundo ele, várias crianças recém-nascidas eram enterradas vivas. 

Isso fazia parte de sua cultura, passada de pai para filho, há centenas de anos. Ele mesmo disse que foi obrigado por essas normas a acompanhar, muitas vezes chorando, o enterro vivo de seus netos e netas. Isso aconteceu até há cerca de 20 anos atrás. A prática do infanticídio era realizada porque eles acreditavam que a criança que nascesse com algum defeito físico, anatômico ou mental estava possuído por um espírito de maldição. E que essa maldição poderia ser passada a tribo caso não extirpasse do meio da tribo imediatamente aquela criança. Ele com lágrimas nos olhos me perguntou se Jesus o perdoaria por tudo que ele fez sem conhecer o evangelho. Eu respondi a ele dizendo que Jesus não os reputa nossos atos relativos ao nosso período de ignorância. Voltando ao batismo, ali estava a neta tetraplégica do cacique. Dois índios a trouxeram até mim. No momento em que ela foi imersa nas águas daquele rio, ela foi batizada duplamente, nas águas e em línguas estranhas. Os índios se alegraram e começaram a cantar e dançar. Os olhos do cacique Waremã, um senhor de 75 anos, estavam cheios de lágrimas. 

Ele a abraçou e disse para mim: "meu olhos nunca veriam esse momento se Jesus Cristo caso não tivesse entrado em minha vida". Erguemos nossas mãos juntamente com os índios para mostrar que somos um em Cristo. Saímos das águas do rio Paru do Leste renovados e com a sensação de dever cumprido. Foi maravilhosa a sensação que tive naquele momento, e nunca vou esquecer. Fiquei sabendo que havia um entrevero entre duas grandes famílias naquela aldeia. Por causa de uma discussão banal, até morte já havia acontecido de ambos os lados. Na primeira briga, uma criança teria fraturado a cabeça ao cair dos braços do seu pai durante uma luta corporal com outro índio. A criança veio transportada pelo avião da FUNAI mal para Macapá, acompanhada de seu pai, mas não resistiu e morreu. Quando o pai da criança retornou para a aldeia, ele foi à casa de seu desafeto e munido de uma faca, adentrou na casa do índio que havia provocado a morte do seu filho e o matou. Foi um desespero total. Ameaças se sucederam de ambos os lados na sequencia. 

Não há polícia ali, ou seja, tudo que alguém colocar em sua cabeça pode ser levado a cabo naquele lugar. Quando a situação nos foi repassada, com muita cautela, procurei reunir as duas famílias na igreja. Trouxe uma palavra sobre perdão, amor e união. Ao final, vários índios de reconciliaram, e em lágrima, as duas famílias se abraçaram e se perdoaram. Foi um momento de muita emoção. Antes de embarcarmos de volta, os índios preparam uma despedida linda dentro da igreja. Formaram uma enorme fila para nos abraçar. Cada um deles colocava sobre meu pescoço um colar, como lembrança e como ato de reconhecimento. Mas foi na hora em que o cacique-mor Waremã, tirou o seu cocar e o colocou sobre minha cabeça, que todos se curvaram. Aí entendi que aquele cocar carrega o respeito, o amor e o carinho daquela gente em relação à quem o usa. Hoje esse presente está guardado na sala de estar da minha casa em lugar de destaque. Embarcamos no monomotor e eu fiquei olhando pela janela do avião até a aldeia desaparecer se perder na distância, em meio a floresta e as nuvens. Retornei daquela tribo, e um pedaço de mim ficou ali. Compreendi que o verdadeiro sentido da irmandade vai muito além de um conceito materialista e egoísta que conhecemos em nossa sociedade capitalista. Foi uma experiência inesquecível. FIM !

























terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Saiba como pedir reparação de danos e queimas de eletrodomésticos decorrente de quedas de energia



Queda de energia ou falta de luz? se você teve prejuízos a concessionária deve reparar seus danos, veja como e ainda aprenda a fazer você mesmo seu pedido de indenização no juizado cível aqui no blog do Dr Gesiel Oliveira.

De acordo com o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) , não importa se foi a chuva ou outros fatores que levaram à queda de energia, cabe à concessionária ressarcir o consumidor. Essa é a prerrogativa da Resolução 360/09 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que prevê que a
responsabilidade pelos reparos de danos é da concessionária.

Como ser ressarcido dos prejuízos pela falta de energia? Para pedir o reparo ou o ressarcimento por conta de danos provados pela falta de energia, a Aneel estabelece que o consumidor deve contatar a concessionário em um prazo máximo de 90 dias a partir da data do dano. Quando receber o pedido de reparo, a concessionária tem 10 dias corridos para fazer a inspeção do aparelho danificado. Se o produto for uma geladeira, ou qualquer item de conservação de alimentos perecíveis ou de medicamentos, o prazo de vistoria é de apenas um dia útil . Após a análise, a empresa deve informar, em 15 dias, se o pedido de reparo será aceito. Se aprovado, o consumidor deve ser ressarcido em no máximo 20 dias corridos, a partir da data da resposta da concessionária. O ressarcimento virá na forma de dinheiro, conserto ou substituição do aparelho danificado. Caso o pedido não seja aprovado, a empresa deve apresentar as razões da negativa e informar ao consumidor o direito de apelar à agência reguladora estadual conveniada ou à própria Aneel. Cabe ressaltar que o pedido deve ser feito por meio de carta, cujo modelo está disponível no site do Idec (www.idec.org.br). A instituição lembra que o consumidor não pode se valer desse direito para pedir reparos de equipamentos que já estavam danificados. Se isso acontecer, e a concessionária comprovar que o aparelho já estava prejudicado, ela poderá negar o pedido de reparo. Além do uso incorreto, outros problemas podem impedir que o consumidor seja ressarcido, como defeitos gerados por instalações internas ou a inexistência de relação entre o estrago do aparelho e a causa alegada (falta de energia) . Caso o consumidor peça o reparo do eletrodoméstico ou eletroeletrônico danificado antes do prazo para a inspeção pela concessionária, ele também poderá ver seu pedido negado, como prevê a resolução da Aneel. Porém, segundo o Idec, o Código de Defesa do Consumidor considera essa prerrogativa ilegal . 

Danos não materiais pela falta de energia: Além dos prejuízos materiais, os consumidores também podem ter danos não materiais por conta da falta de energia. Nesses casos, eles podem se valer do Código . De acordo com o Idec , é possível o pedido de reparo de danos não materiais. O procedimento é o mesmo: o consumidor deve contatar a concessionária. Caso não obtenha resposta, ele deve procurar algum órgão de defesa do consumidor. Sempre lembrando, que caso a concessionária não atenda sua solicitação administrativamente, ingresse com uma ação no juizado cível, conforme modelo de petição abaixo.



EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA COMARCA DE MACAPÁ-AP.








                                               GESIEL DE SOUZA OLIVEIRA brasileiro, casado, oficial de justiça, portador do RG nº....... e do CPF........, residente e domicialiado na Av........, nº......, bairro:.......  vem, respeitosamente, em causa própria, à presença de Vossa Excelência, propor a seguinte: 


AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS CONTRA COMPANHIA DE ENERGIA ELÉTRICA DO AMAPÁ POR QUEIMA DE APARELHO 


em face de COMPANHIA DE ELETRICIDADE DO AMAPÁ Av. Padre Júlio Maria ...CNPJ, 5965546000109. Insc. Estadual, 03.002994-0, pessoa jurídica de Direito público, pelas razões de fato e de Direito que serão a seguir expostas:


1- DOS FATOS
                               Sendo o autor proprietário do imóvel localizado na Rua .......nº..., bairro......., mantém relação de consumo com a ré, como comprova a cópia da conta de luz em anexo.( DOC 02). Contudo, no dia ..........( ESPECIFICAR A DATA), por volta das ...........hs ( ESPECIFICAR A HORA), houve um repentino "apagão" que durou .....( ESPECIFICAR A DURAÇÃO DO APAGÃO). Ao retornar a luz, o autor percebeu que a sua geladeira (ou outro aparelho eletro-eletrônico) não mais funcionava.

                               Ao encaminhar a geladeira para assistência técnica (doc. Junt.) para conserto, pois ainda se encontrava em garantia, o autor recebeu orçamento no qual estava consignado que houve a "queima de componentes em decorrência de tensão elétrica acima do especificado", o que em outras palavras significa que houve sobretensão ou excessiva oscilação da rede elétrica, o que vem ocorrendo constantemente em Macapá, como é de conhecimento público, e que o conserto custaria R$............., ( DOC 03) pois a garantia não cobriria este tipo de dano.

                               Ao saber da assistência técnica a causa dos defeitos em seu equipamento, o autor concluiu que houve falha no serviço prestado pela ré e, tendo em vista que é fato público e notório danos em aparelhos elétricos em razão de descarga de energia elétrica ou oscilações excessivas de tensão, o autor acabou por notificar a ré, conforme carta com aviso de recebimento, em anexo, (DOC 04) na qual narrou o acontecido, apresentou provas e pediu ressarcimento.

                               Porém, o autor não obteve êxito, o que impôs a propositura da presente demanda, a fim de que a ré, como fornecedora de energia elétrica, e possuindo responsabilidade objetiva pelos danos causados aos consumidores, na forma dos artigos 37, §6º da Constituição Federal, e 6º, 14 e 22 do Código de Defesa do Consumidor, demonstrados o dano e nexo de causalidade, e depois de invertidos os ônus da prova, seja condenada a ressarcir os danos estimados em R$.......... (descrever o valor)

2- DO DIREITO

Estabelecem os artigos 6.º 14 e 22 do Código de Defesa do consumidor, respectivamente:

Art. 6º São direitos básicos do consumidor:....
VI- a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos;

Art. 12. O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos.

Art. 14. O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.

§ 1° O serviço é defeituoso quando não fornece a segurança que o consumidor dele pode esperar, levando-se em consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais:


I - o modo de seu fornecimento;
II - o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam;
III - a época em que foi fornecido.
                               Deste modo, resta claro o dever da ré de indenizar os danos materiais causados ao autor , já que fica comprovado, mesmo independente de culpa, que os serviços prestados pela companhia de Energia elétrica foi a responsável pelos prejuízos.
Jurisprudência

APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO INDENIZATÓRIA – CONCESSIONÁRIA PRESTADORA DE SERVIÇO DE PÚBLICO – DESCARGA DE ENERGIA ELÉTRICA – OSCILAÇÃO DA REDE – QUEIMA DE EQUIPAMENTOS DE INFORMÁTICA – CULPA EXCLUSIVA DA VÍTIMA INEXISTENTE – EVENTO INSERIDO NO RISCO DA ATIVIDADE DESEMPENHADA PELA CELESC – APLICABILIDADE DO ART. 37, § 6º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – RESPONSABILIDADE OBJETIVA – VERBA DEVIDA.
Constitui obrigação da concessionária desempenhar o seu mister com esmero Gabinete Des. Wilson Augusto do Nascimento e, dada a natureza remunerada do serviço prestado, suportar os riscos dessa atividade, não podendo deles se desvencilhar pela simples circunstância de que o autor se omitiu de utilizar equipamentos opcionais de segurança. Desse modo, forte na premissa de que toca à CELESC a tarefa de modernizar a rede, com o escopo de evitar ou minimizar sinistros oriundos da oscilação, é patente o dever de indenizar, pois, à luz do que alude o art. 37, § 6º, da Carta Magna, configurados estão os requisitos da responsabilidade objetiva (ACV n. 2006.046616-5, da Capital, Rel. Des. Volnei Carlin, j. em 10.9.07).

Ainda:
APELAÇÃO CÍVEL – INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS – OSCILAÇÃO NO FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA – QUEIMA DE APARELHOS – PRESCRIÇÃO AFASTADA – NEXO DE CAUSALIDADE ENTRE O DANO E O FATO COMPROVADO – RESPONSABILIDADE CIVIL DA CONCESSIONÁRIA DO SERVIÇO PÚBLICO – EXEGESE DO ART. 37, § 6º, DA CRFB E ART. 14, DO CDC – POSSIBILIDADE DE INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA – QUANTUM APLICADO DEVIDAMENTE – HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS FIXADOS NO MÍNIMO LEGAL –
MANUTENÇÃO – ART. 20, § 4º, DO CPC – SENTENÇA MANTIDA – RECURSO
DESPROVIDO (ACV n. 2007.014550-1, Rel. Des. José Volpato de Souza, j. em
10.4.08 ).

APELAÇÃO CÍVEL – INTEMPESTIVIDADE – RECURSO PROTOCOLADO POR MEIO DO SERVIÇO DE PROTOCOLO UNIFICADO – PRELIMINAR REJEITADA – RESPONSABILIDADE CIVIL – CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO – FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA – APLICABILIDADE DOS ARTS. 37, § 6º, DA CF/88, E 14 DO CDC – RESPONSABILIDADE OBJETIVA – INDENIZAÇÃO POR DANO MATERIAL DECORRENTE DE QUEDA DE TENSÃO DA ENERGIA – QUEIMA DE EQUIPAMENTOS DE INFORMÁTICA – DANO COMPROVADO – DEVER DE INDENIZAR – RECURSO DESPROVIDO. Sendo a Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A. – CELESC concessionária de serviço público, responde objetivamente, a teor dos arts. 37, § 6º, da Constituição Federal, e 14 do Código de Defesa do Consumidor, pelos prejuízos a que houver dado causa, bastando ao consumidor lesado a comprovação do evento e do dano, bem como do nexo entre este e a conduta da concessionária, competindo a esta a prova da culpa do consumidor, ou a ocorrência de caso fortuito ou força maior para se eximir da obrigação. Constitui obrigação da concessionária desempenhar o seu mister com esmero e, dada a natureza remunerada do serviço prestado, suportar os riscos dessa atividade, não podendo deles se desvencilhar pela simples circunstância de que o autor se omitiu de utilizar equipamentos opcionais de segurança. Desse modo, forte na premissa de que toca à CELESC a tarefa de modernizar a rede, com o escopo de evitar ou minimizar sinistros oriundos da oscilação, é patente o dever de indenizar, pois, à luz do que alude o art. 37, § 6º, da Carta Magna, configurados estão os requisitos da responsabilidade objetiva (ACV n. 2006.000345-1, Rel. Des. Rui Fortes,j. em 27.5.09).

3-DO PEDIDO

Pelo exposto requer-se:

a. a citação da ré para que responda aos termos da presente demanda e para comparecer às audiências de conciliação e de instrução e julgamento a serem designadas por V.Exa., nesta oferecendo, se quiser, contestação, sob pena de revelia; 

b. a produção de todos os meio de provas em direito admitidas, especialmente documental, depoimento das partes e de testemunhas, com ampla produção para fiel comprovação dos fatos aqui narrados; 

c) a procedência do pedido, condenando-se a ré a ressarcir o autor da quantia de R$........gasta com o consertos antes mencionados.
VALOR DA CAUSA R$: .........

Nestes Termos;
Pede Deferimento.
Macapá-AP,.........de...........de 2015
( local, data, mês, ano)


Gesiel de Souza Oliveira
Professor de Direito
www.drgesiel.blogspot.com


quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Mensagem de Natal


Que você consiga uma casa maior, mas que quase todos os cômodos fiquem vazios por sua família estar unida ao redor de uma única mesa.

Que você compre o carro dos seus sonhos, e descubra que ele pode ficar parado na garagem enquanto você caminha de mãos dadas por um parque.

Que você realize o desejo de comprar uma TV enorme, 3D, com home theater, mas que ela permaneça desligada durante o jantar, para que você possa ouvir como foi maravilhoso o dia da sua família.

Que sua conta bancária esteja satisfatoriamente recheada, mas sobretudo, que você tenha em seu bolso um ou dois reais para comprar algodão doce e saboreá-lo com seus filhos sujando os dedos em uma praça.

Que você tenha um excelente plano de saúde, mas que se esqueça que ele existe por não precisar usá-lo, porque Deus tem guardado você e sua família.

Que você jante em badalados restaurantes para descobrir que a maior chef que existe, cozinha todos os dias dentro da sua casa, e que a comida dela é inigualável.

Que sua internet trafegue em altíssima velocidade, mas que sua melhor rede seja aquela pendurada entre duas árvores, debaixo de uma sombra onde você possa ouvir os pássaros cantarem ao lado de sua esposa e filhos.

Que você tenha um smartphone mais moderno, mas que não precise usá-lo para dizer às pessoas mais importantes da sua vida o quanto elas são especiais.

Que você tenha um celular de última geração para se aproxime mais dos que estão longe, mas que nunca esqueça dos que estão perto.

Que você tenha um tablet de última linha, mas que use mais as pontas dos seus dedos para fazer cafunés do que para mandar e-mails ou mensagens pelo whatsapp.

Que você possa comprar boas roupas, bolsas e relógios, mas que sua verdadeira marca seja a "inspiração" deixada pelos lugares por onde passará.

Que você tenha os perfumes mais caros e requintados, mas que nunca deixe de se sujar ou suar na brincadeira sadia, correndo atrás de seus filhos ou netos feito criança.

E que assim, conquistando tudo o que você sempre quis, você descubra que mais importante do que aquilo que você tem, é o que você faz com tudo o que conquistou.

Feliz Natal a todos
Texto de Maurício Lousada

sábado, 19 de dezembro de 2015

Mensagem de Natal - By Pr Gesiel de Souza Oliveira


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A época de Natal é movimentada, quando ruas e lojas ficam apinhadas de gente fazendo preparativos de última hora. O número de viajantes nas estradas aumenta, os aeroportos ficam abarrotados e todos parecem animar-se com as músicas, luzes e decorações festivas. Árvores de Natal, bolos, panetones e trocas de presentes, tudo isso faz parte dessa comemoração. Mas o verdadeiro sentido do Natal está num plano muito mais profundo. Está na vida e missão do Mestre Jesus, nos princípios que Ele nos ensinou, no Seu sacrifício expiatório na cruz do Calvário. Cristo não é somente um personagem histórico, mas o Salvador de todos os homens, em todas as eras. 
Se abrirmos a porta, Ele entrará. O Príncipe da Paz deseja conceder-nos paz de espírito, o que pode também nos ajudar a ser pacificadores. É momento também para refletirmos sobre o que fizemos e o que deixamos de fazer nesse ano, pois esse curto lapso que chamamos de vida, está entre dois grandes infinitos de inexistência. Por isso aproveite da melhor maneira possível esse presente chamado de VIDA, que Deus te deu. Muitos invertem o conceito de paz, amor e felicidade. Felicidade para alguns é ter uma casa grande e valorizada. Para outros é ter um carro do ano na garagem ou um bom emprego. Para outros ainda é ter fama, dinheiro e prestígio. Mas nenhum desses conceitos se aproximam da verdadeira essência dessa palavra. Feliz é aquele que compreende que a essência da vida feliz está nos pequenos detalhes, invisíveis à maioria. Ser feliz não tem a ver com o quanto você pode acumular, mas com o quanto você pode compartilhar. Ser rico não está relacionado com o quanto você tem, mas sim com o quanto você pode dar de si e compartilhar com o seu próximo. É pequeno quem acredita que a maior grandeza da vida está no que se pode ver, comprar ou tocar. 
Essa equação da vida não pode se transformar numa inequação. Devemos saber equilibrar, sabermos melhorar, aprendermos a buscar e alcançar o que não conseguimos, priorizar o que deve ser priorizado, aprendermos a perdoar, a aceitar a diferença, a compreender que não somos melhores ou maiores que os que seguraram a escada da vida para que pudéssemos subir. Muitos amigos que iniciaram este ano já não mais estarão comemorando conosco este Natal, seja porque viajaram para outro lugar neste mundo ou para fora dele. Nossas lembranças são como mundos paralelos que sempre que precisamos, podemos nesse oceano mergulhar. A vida é fugaz e nossa caminhada nos ensina que o tempo é precioso demais para ser desperdiçado só com dinheiro e trabalho. 
O que vale na vida não é o ponto de partida, e sim a caminhada, essas aventuras da jornada que dão sentido a ela, e assim, caminhando e semeando, no final teremos o que colher, e o que não pudermos colher, deixaremos para serem colhidos pelos que também trilharem essa jornada. Esse é aquele ponto em que devemos parar e olhar para trás para ver o quanto já caminhamos, e olhar para a frente e ver o quanto ainda tenho a andar. Uma dica deixo a cada um: Guarda a tua felicidade! Não saia por aí espalhando seus sonhos ou conquistas. Fique quietinho, sorria em silêncio. Felicidade sem plateia dura mais. E por derradeiro, voe, suba em direção ao azul sem medo. Só voa alto quem não tem medo de cair, por isso não fique só a desejar, voe na direção da conquista, da vitória, suba o mais alto que puder, porque o firmamento é o seu limite. Se você conhecesse verdadeiramente suas potencialidades, certamente gastaria mais tempo fazendo e buscando que sonhando, e nesse sentido o Profeta Isaías escreve-nos e nos encorajava no Capítulo 40 e versículo 31: “Mas os que esperam no Senhor, renovarão as suas forças, subirão com asas como águias, correrão e não se cansarão, caminharão e não se fatigarão”. Você deve continuar sendo impulsionado pela determinação da fé em Jesus Cristo, que é o combustível que impulsiona nossos sonhos. Corra em direção à conquista. Sonhe, comece, faça, persista e vença, e que possamos refletir na profundidade bíblica do que está escrito em 1 Jo 5.4: “Essa é a vitória que vence o mundo, a nossa fé”. A força de um homem não está nos seus músculos, a força de um homem está na sua fé. Feliz Natal para você sua abençoada família.

domingo, 29 de novembro de 2015

Nossa jornada (Por Gesiel de Souza Oliveira)

No soluço solitário da incerteza dessa jornada
Peço a Deus que me dê força pra prosseguir nessa estrada
Chorando e andando sem para trás olhar
O caminho é para frente, é pra lá que vou andar
Os temores e lembranças dos fracassos logo tentam me parar
Mas não olho para os lados, fecho meus ouvidos e sigo a caminhar
Nas beiras dessa estrada pedregosa por onde trilhei
Muitas flores de esperança foram regadas pela lágrimas que derramei
Quando os pássaros pararem de cantar
Quando o vento parar de soprar
Quando a poeira do meu rosto desse caminho
Se misturar as lágrimas e cicatrizes dos espinhos
Quando o sol se pôr e a escuridão chegar
Quando o meu grito solitário ninguem puder escutar
Saberei que é no silencio que Ele está a me ensinar
Pois essa dura jornada não veio pra me fazer morrer
Pelo contrário, veio para me fortalecer e me ensinar a sobreviver
Por mais escura que seja a noite sem luar
Ela não impedirá o fulgência de um novo raiar
Prossiga sonhando, persistindo e lutando sem murmurar
Porque falta pouco para o teu sonho alcançar.
E lá no final da estrada quando para trás olhar
Verás as marcas duplas das pegadas do teu caminhar
E compreenderás que nunca estivestes só carregando tua cruz
Ele sempre esteve ao teu lado, Seu nome é JESUS.
(Pr Gesiel Oliveira).


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Seja paciente (Por Gesiel Oliveira)

Sabe aquele momento em que você tem um choque de realidade proporcionado pelas lições da vida? Hoje tive essa experiência e tive a oportunidade de filmar tudo. Ainda no início da manhã, na hora do maior movimento. Aquele momento em que você quer que tudo corra na velocidade da sua pressa para não se atrasar em deixar os filhos na escola, para não se atrasar em chegar ao trabalho. Pois bem, eu extraí mais uma lição importante da vida. Eu estava indo deixar meus 3 filhos na escola. Parei atrás de um ônibus. Esperei por cerca de um minuto, e o ônibus não se movia. Bastou menos de um minuto para a impaciência surgir. Comecei a buzinar. E aí veio o "tapa" da vida. Um "nó" na minha garganta que não desceu. Assista o vídeo e compreenda o que eu quero dizer. Louvado seja Deus que me permite extrair lições de cada detalhe na jornada dessa vida. A realidade é que nós esperamos que tudo e todos que nos cercam também andem mais depressa. Qualquer ritmo mais lento nos deixa exasperados. Sofremos da doença da pressa chamada de "impaciência". Aprendi com essa lição de hoje, que sem paciência não podemos aprender as lições que a vida quer nos ensinar, e assim não conseguimos amadurecer. Permanecemos naquele estágio de "bebês irritadiços", incapazes de adiar as vontades passageiras se não estiverem imediatamente de acordo com a nossa vontade e na velocidade da nossa pressa. Isso nos torna incapazes de compreender as necessidades e limitações alheias. A impaciência é egoísta e essencialmente esvaziada de uma visão humanista e mais ampla que compreenda a velocidade normal das coisas na vida em nossa volta . Se quisermos viver de forma mais completa e intensa, e não fazendo tudo às carreiras, é fundamental praticarmos a paciência. Hoje aprendi uma lição, onde a vida me chamou a atenção de forma impactante, dizendo claramente pra mim: SEJA PACIENTE!

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

A mortandade de peixes no Rio Araguari e as possíveis causas (Por Gesiel de Souza Oliveira, Geógrafo, escritor e especialista em Geografia do Amapá).

O Rio Araguari é o maior rio genuinamente amapaense, pois tem sua nascente na Serra Lombarda, noroeste do Estado, e atravessa vários Municípios, como as cidades de Porto Grande (cujos primeiros habitantes chegaram por ele), Ferreira Gomes e Cutias do Araguari. É um rio historicamente vinculado à origem daquele povo. O Araguari deságua no oceano Atlântico, na fronteira entre os municípios de Amapá e Cutias do Araguari, e formava até pouco tempo ondas gigantescas que davam origem a pororoca pelo encontro das águas doces do Araguari com as águas salgadas do Oceano Atlântico, ativadas pela força gravitacional da lua sobre a Terra e pela consequente variação das força da maré. Pois bem, hoje eu não quero falar sobre a vazão do Araguari, nem sobre os terríveis impactos ambientais provocados pela bubalinocultura ou pelo assoreamento. A situação é cada vez mais complexa neste rio. Os efeitos da antropização agora atingem a ictiofauna (fauna aquática). E esse recente problema ambiental atinge o Amapá de um forma avassaladora. Hoje (13.11.15) ocorreu a terceira grande mortandade de peixes que apareceram boiando em frente à orla de Ferreira Gomes. Com uma diferença, a quantidade de peixe mortos dessa vez foi maior que todas as outras vezes. O aparecimento de peixes mortos no leito do Rio Araguari vem preocupando pescadores, moradores do município de Ferreira Gomes, distante 137 quilômetros de Macapá. Desde a implantação do projeto de construção de uma hidrelétrica próxima a Ferreira Gomes, os peixes mortos vem aparecendo no rio, e isso só é constatado no início das manhãs, em um trecho próximo ao Município de Ferreira Gomes, o que nos ajuda a dar uma dica sobre as reais motivações, apesar de não podermos ainda atribuir a culpa exclusivamente a nenhum causador, pois os laudos definitivos ainda não foram concluídos. A mortandade já foi alvo de protestos contra a empresa executora da obra e alvo de investigação por parte do Instituto de Meio Ambiente e Ordenamento Territorial (Imap) desde setembro de 2014 quando ocorreu a primeira mortandade de peixes semelhante a essa.

Moradores relatam que a cada vez que isso acontece, os peixes aparecem mortos em quantidades maiores. O mau cheiro e a presença de urubus são constantes na orla da cidade sempre que isso acontece. Há uma preocupação generalizada quanto ao consumo de peixes provenientes do Rio Araguari, em razão das dúvidas quanto às causas, e isso tem impactado profundamente a pesca artesanal nessa região. Os pescadores são os mais atingidos diretamente, e os efeitos secundários atingem a economia municipal local e tem provocado muitos questionamentos e preocupações por parte dos munícipes da região atingida.

A empresa Ferreira Gomes Energia, responsável pela construção da hidrelétrica, tem sistematicamente alegado que o problema nada tem a ver com a construção da barragem. Sabe-se que a construção de hidrelétricas afeta o ciclo de reprodução natural de muitas espécies de peixes, pois na piracema as espécies costumam subir rio acima para a desova e reprodução. A construção da barragem atrapalha esse processo natural. A usina tem recomendação legal para não acionar as turbina acima do limite permitido, especialmente durante o período de reprodução dos peixes, no qual cardumes gigantescos sobem o rio para se reproduzirem. Se isso ocorre, é comum termos o que chamamos tecnicamente de “barotruma”. O rápido crescimento populacional humano que estamos vivendo na atualidade traz consigo um enorme apetite por recursos para se sustentar. A produção energética é um desses desafios ao crescimento sustentável. A crescente demanda por energia tem gerado grandes investimentos no setor hidrelétrico. As usinas hidrelétricas podem causar diversos impactos ao meio ambiente, desde aumento do volume d'água antes da barragem, até o rebaixamento do nível do rio depois da barragem. Dentre tantos impactos ambientais, um dos mais severos é a mortandade de peixes pela passagem próximo às turbinas ou quando as comportas são abertas, provocando um impacto que provoca eviscerações ou lesões internas letais nos peixes. É semelhante ao efeito provocado pelo detonação de uma bomba, ao que chamamos de "barotraumas". As variações de pressão a que esses peixes se submetem nessas circunstâncias, podem gerar barotraumas (como exoftalmia -olhos saltados) condição caracterizada por uma protuberância para fora da órbita do olho do peixe, é geralmente causada pela submissão à altas cargas de pressão ou variação de condições da temperatura na água; eversão (destruição) do estômago e intestino, embolia, etc.). É comum também nessas situações a embolia em peixes, provocados pelo turbilhonamento da água despejada em grande quantidades pela abertura de grandes comportas das hidrelétricas. A embolia acontece quando o sistema sanguíneo e pulmonar ficam obstruídos por coágulos decorrentes de bolhas de ar excessivas no ambiente aquáticos, provocando um processo de asfixia irreversível e fatal. Há uma baixa quantidade de informação sobre o assunto, principalmente quando se trata do conhecimento relativo à espécies e usinas hidrelétricas na Amazônia, onde os impactos podem ser ainda mais devastadores. Em muitos casos quando há o acionamento das turbinas e o descumprimento da orientação ambiental, provocam a morte de peixes em grande quantidade, e normalmente isso acontece próximo a barragem. Hoje o problema voltou a acontecer no Rio Araguari, com o aparecimento de peixes mortos no local próximo a obra da barragem, e o IMAP alegou que constantes exames foram feitos e descartam a hipóteses de contaminação da água.

Há também alguns pescadores que desconfiam que produtos químicos tenham sido jogados pela hidrelétrica no leito do rio no processo de lavagem das hidrelétricas, mas nada foi confirmado até o presente momento. Há também relatos de funcionários da empresa que informaram que foi feita uma limpeza (dentro da hidrelétrica) em agosto com sabão em pó, solução de bateria e outros produtos, o que poderia ter provocado esse efeito próximo à barragem. Segundo os moradores das proximidades, as espécies de peixes mais atingidas foram: acari, filhote, piranha, aracu e tucunaré.

Outra causa provável seria o rebaixamento do nível do rio, em decorrência da construção da barragem, o que teria provocado uma variação da temperatura da água do rio, suficiente para provocar a mortandade de muitas espécies aquáticas. Barotrauma, contaminação com substâncias químicas, variação térmica provocada pelo rebaixamento do nível do rio em decorrência da construção da barragem ou causas naturais? Há diversas hipóteses, mas o mistério acerca da mortandade dos peixes continua. Os laudos definitivos dos órgãos ambientais ajudarão a compreender a motivação desse fenômeno, mas pelo que tudo indica, as causas estão ligadas à construção da barragem e o inadequado controle da vazão de sua comportas.

Gesiel de Souza Oliveira 
Geógrafo, Espec em Geografia do Amapá
Twitter: @PrGesiel_

Fotos enviadas por moradores de Ferreira Gomes












terça-feira, 10 de novembro de 2015

A ingratidão não tem memória (Por Gesiel de Souza Oliveira)

Muitas vezes não sabemos reconhecer em forma de gratidão àqueles que nos ajudaram nos momentos em que estávamos atravessando os desertos de nossas vidas. É lamentável que o olhar e espírito altivo tome conta de nós quando Deus nos oportuniza galgar uma posição onde nunca chegaríamos por nosso mero esforço humano. Se Deus nos colocou em uma posição de destaque, reconheça e agradeça a Deus em primeiro lugar, mas além disso, não deixe de reconhecer e de valorizar quem segurou a escada para que você pudesse subir. A ingratidão não tem memória, e por mais inteligente que alguém possa ser, se não tiver humildade, o seu melhor se perde na arrogância. A humildade ainda é a parte mais bela da sabedoria, ainda é a parte mais admirável do sucesso. O orgulho faz desmoronar qualquer outro bom atributo.Quando o "EU" começa a ser usado com mais frequência que o "NÓS", pode ter certeza que a fila vai andar, e quem está atrás vai passar a frente, para se cumprir o que a Bíblia diz em Mt 20.15 "os primeiros serão últimos" e em Tg 4.6 e 10 "Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes", "Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará". Ninguém é insubstituível, ninguém e tão grande que não possa aprender um pouco mais. Um espirito altivo afasta de nós a noção de nossa origem. A bajulação nos entropece e infla nosso ego, agiganta esse falso vazio que nos faz sentir maiores, superiores ou mais capacitados. Assim como Deus eleva, Ele abate. E no afã ambicioso de olhar pra cima nessa escada da vida, olhe primeiro para baixo e veja o quanto você já subiu. Não devemos desprezar, nem ofuscar quem confiou em nós. Por isso entendo que a ingratidão é sintoma de uma grande fraqueza, e todas as pessoas ingratas são fracas moral e espiritualmente. A principal característica dos vencedores é a humildade, respeito e obediência, pois não é a arrogância que nos fará maiores, nem a humildade que nos fará menores. (Curta no Face: Frases do Pr Gesiel Oliveira)

domingo, 25 de outubro de 2015

A prova do Enem diz que “Ninguém nasce mulher, torna-se mulher” - (Por Gesiel Oliveira – www.drgesiel.blogspot.com)

O ENEM desse ano revelou de forma escancarada, as ideologias de quem está por detrás do ensino da nossa juventude no Brasil. A questão de numero 01 do Bloco de Ciência Humanas e tecnologia, trouxe o seguinte texto: “Ninguém nasce mulher, torna-se mulher, nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam de feminino”. BEAUVOIR, S. O segundo sexo. Rio de janeiro, Nova Fronteira, 1980. Eu resolvi descrever aqui o restante do texto, que ainda é mais declaradamente aberto a toda forma perniciosa de influência sobre a ideologia de gênero ainda na tenra idade estudantil, veja: “Somente a mediação de outrem pode constituir um indivíduo como um outro. Enquanto existe para si, a criança não pode apreender-se como sexualmente diferenciada. Entre meninas e meninos, o corpo é, primeiramente, a irradiação de uma subjetividade, o instrumento que efetua a compreensão do mundo: é através dos olhos, das mãos e não das partes sexuais que apreendem o universo”. (Fonte: http://beauvoiriana.tumblr.com/post/99528808887/ningu%C3%A9m-nasce-mulher-torna-se-mulher-nenhum#sthash.54eMKeLv.dpuf).
O apelo é forte à indução de orientação sexual, que conforme o texto deve ser ditada pelo “conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam de feminino”. Em outras palavras não é o biológico que define a sexualidade, nem a influência da família e sim a sociedade, sua relações sociais e a influência decorrente dessas interações. É lastimável que um aluno estude o ano inteiro, para chegar em uma prova e ter de marcar como opção correta (como se isso realmente fosse o correto), uma alternativa que diz que a influência desse ideologista gayzista “contribuiu para estruturar um movimento social que tem como marca a organização de protestos públicos para garantir a igualdade de gênero”. Gente , é o fim da picada! Esse governo atual e seus extremos apelos à essa ideologia, degradam princípios ligados à família, à noção de existencialismo, deturpam o sentido de sexualidade ensinada pelos pais, família e igreja, e afrontam princípios cristãos, visto que o Brasil é um país formado por 80% de cristãos. Por fim revelam o infeliz conteúdo doutrinário que nossos filhos estão sendo sujeitados e submetidos nas escolas públicas.
Mas o que está por detrás de tudo isso? Por detrás de tudo isso há uma esquerda ultra-liberal, que tem tomado os nichos intelectualizados da cultura, universidades, em altos escalões do governo e meios de comunicação, especialmente os da grande mídia e meios de comunicações de massa. Essa ideia da desconstrução da sexualidade biológica tem se robustecida, insuflada pelo fortalecimento de grupos contrários à fé, princípios, igreja e família cristã.
Na prática uma “minoria” desmonta as bases da maioria, e isso acontece desmontando o sentido de família. Na verdade os cristãos demoraram a compreender a necessidade de sua inserção na política, da organização social, no aumento de sua representação, e em entender que nossa vida é regida por leis, e que, portanto o poder do qual emanam essas leis devem ser alvo de um fortalecimento de sua representação. Existem dezenas de projetos de leis que agridem e afrontam diretamente a igreja, família, princípios cristãos, a Bíblia e que lutam pela minimização da expressão história, social e política da família. Há uma grande discrepância entre os dois movimentos. Os cristãos são passivos, já os grupos contrários aos princípios cristãos são impulsionados pelo enfrentamento. Enquanto o primeiro grupo é estereotipado com “antiquado”, o segundo é catapultado como “moderno”, como "mais aceitável", como "politicamente correto". O resultado, é isso que estamos vendo: nossos filhos sendo obrigados a marcar como alternativa “correta” na prova do ENEM, uma questão que versa sobre a desconstrução da sexualidade, e ainda “de quebra” enaltece o movimento que luta pela ampliação dessa ideologia de gênero, como se isso fosse algo proveitoso, profícuo e salutar para acrescentar algo ao futuro de nossos jovens. Há um processo planejado de desconstituição da cultura cristã, processo inicialmente sorrateiro, e hoje escancarado, e que carrega discursos que potencializam seus ideais e que criminalizam e ridicularizam qualquer conduta que vá de encontro a essa ideologia de uma minoria que está entronizada nos altos escalões do governo federal. Por outro lado há uma maximização do comportamento contrário aos cristãos, que na maioria das vezes chega a ter caráter apelativo. Um açodado e impositivo processo de massificação da cultura da mudança, da inversão de valores da heteronormatividade, dos fundamentos da família natural e da naturalização do incomum. O discurso que antes era proibido nas escolas e em TV aberta, passou a alcançar os horários mais nobres, e agora avança além da simples busca pela aceitação, adentrando no campo da imposição. Eles não buscam direitos e sim privilégios, não buscam o discurso da paz e sim do enfrentamento apelativo e incutido na base da formação estudantil de nossas crianças e jovens. Agora é firmar o passo conjuntamente, com organização e fortalecimento da representatividade contra esse chorume ideológico de inversão de orientação, pois o avanço não pode ser parado por força de imposição de uma minoria, nem pela omissão ou inércia da maioria. É o momento de esclarecer, de desvelar esse sórdido plano que atinge a base da educação do nosso país. A outra alternativa é dizer: “isso é assim mesmo” e sofrer os efeitos desses solapamento dos princípios da família brasileira.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Memórias do meu mundo de criança (Por Pr Gesiel de Souza Oliveira)

Quando eu era criança uma das coisas que eu mais gostava de fazer era brincar em uma bicicleta velha com meu irmão. A bicicleta era tão velha que nem sequer tinha pneus, mas mesmo assim descíamos e subíamos incontáveis vezes aquela ladeira em frente de casa. Tudo era sorriso. Em casa faltava quase tudo menos esperança, fé e amor. Eu era uma criança de 8 anos, e nem percebia os apertos financeiros que meu saudoso e falecido pai passava à época para cuidar, com seu único emprego, de 6 filhos e esposa. Eu adorava subir na árvore em frente a minha casa, e subia até o último galho, onde eu pudesse colocar a minha cabeça acima da árvore e olhar o céu estrelado, sentir o vento no meu rosto, ver as luzes da noite e ficar imaginando, sonhando em voar naquela imensidão. Lá de cima daquela árvore eu ficava observando os aviões que partiam do aeroporto próximo a minha casa. Eu mesmo construí uma casinha de madeira naquela árvore, e ficava observando os aviões até eles desaparecerem da minha visão, como eu queria ser piloto. Eu só descia daquela árvore quando a minha mãe me chamava para o jantar e para dividir a pouca farofa de ovo com todos os meus irmãos. Eram tempos de "overniht" e de inflação galopante, mas eu nem sabia o nome do presidente do Brasil, muito menos entendia de crise financeira. Na verdade eu não conseguia ver nada além da vida de uma criança muito feliz e bem amada. Um “moleque do buchão”, gordinho, sapeca e alegre, que viveu uma infância num lugar pobre, mas que pra mim era um pedaço do céu. Tem horas que eu me ponho a lembrar de tudo aquilo e custo a acreditar que muitos personagens dessa minha historinha feliz já nem mais estão entre nós. A vida segue, mas as memórias boas permanecem.


segunda-feira, 28 de setembro de 2015

A pureza da inocência - Por Pr Gesiel de Souza Oliveira

Sou geógrafo e como sempre gostei de astronomia, resolvi fazer algo diferente hoje (domingo) depois que cheguei da igreja com minha família. Fomos para o fundo do quintal da nossa casa, eu, minha esposa e meus três filhinhos: Gabriel Rabelo (12),Miguel Rabelo (8) e Larissa Sophia (4). Estávamos observando esse fenômeno do Eclipse lunar total, fenômeno mais conhecido como 'Lua de sangue'. Depois de muitas fotos, sentamos na mesa pra comer uma pizza nessa noite especial. Eles resolveram me perguntar como acontecia esse eclipse. Expliquei como funciona e depois disse aos meus filhos que esse fenômeno só vai voltar a acontecer em 2033. Resolvi também falar a eles que eu tinha apenas 8 anos (a mesma idade do Miguel Rabelo) quando o Cometa Halley passou no dia 09/02/1986 e que ele só passa de 75 em 75 anos, ou seja ele só vai passar novamente em 2061. Foi quando eu resolvi dizer que eu já vou estar no céu nesta data, que o Miguel e a Larissa começaram a chorar incontidamente de uma forma tão comovente que nem eu, nem a Berenice Rabelo conseguimos nos conter diante daquela cena de tamanha inocência e pureza, e que ao mesmo tempo revela quão profundo e verdadeiro é o amor dessas crianças para conosco. Foi um momento de abraços, lágrimas e muita emoção. Comemos pizza misturada com lágrimas e sorrisos. Não adianta tentar explicar essas coisas que eles ainda não entendem, então resolvi não mais falar de futuro, mas sim falar do presente e de como devemos aproveitar cada momento de nossas vidas e dar valor a quem está ao nosso lado. O amanhã a Deus pertence, vivamos o agora e de forma mais intensa e feliz possível, ao lado de quem amamos. Foi uma experiencia que nunca vou esquecer.