quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Mais um pedido de desligamento na CGADB: Pr Davi Araújo, presidente da Assembleia de Deus em Forquilhina - SC

Mais uma grande liderança nacional da Assembleia de Deus pediu desligamento da CGADB. Desta vez foi Pastor Presidente da Igreja Assembleia de Deus em Forquilhina - Santa Catarina, que protocolizou seu pedido formal hoje às 10:05h na sede da entidade no Rio de Janeiro. Trata-se do Pastor Davi Pereira de Araújo que pertence a Convenção das Assembleias em Deus de Santa Catarina e Sudoeste do Paraná (CIEADESCP). Ele participou como membro da comissão eleitoral na última eleição da CGADB ocorrida em abril. Nos últimos dias várias lideranças nacionais vêm pedindo desligamento em massa juntamente com suas respectivas convenções.



terça-feira, 21 de novembro de 2017

CIMADB oficializa saída junto à CGADB

Na manhã de hoje (21) a CIMADB - Convenção de Igrejas e Ministros da Assembleia de Deus Igreja Mãe em Belém do Pará, oficializou sua saída apresentando milhares de pedidos de desligamento. Quem protocolizou a pilha de documentações foi o Pr David Teodoro na sede da CGADB no RJ. No dia 02.12, às 10:00h, no Templo Central da Av 14 de março, em Belém do Pará, será criada a CADB - Convenção da Assembleia de Deus no Brasil que está sendo muito aguardada em todo Brasil. A cerimônia contará com a presença de lideranças evangélicas de todo o Brasil. A nova convenção trará uma série de inovações em termos de evangelismo, missões, suporte jurídico e contábil aos seus ministros, cursos de capacitação periódicos on-line e presencial, reconhecimento de consagrações de mulheres (pelas convenções que já assim procedem), dentre inúmeros outros pontos.





sábado, 18 de novembro de 2017

9ª AGO da UFIADAP

Está acontecendo no templo central da Assembleia de Deus A Pioneira, desde ontem, a 9ª Assembleia Geral Ordinária da União Fraternal de Igrejas Assembleias de Deus no Amapá - UFIADAP. A entidade tem cunho convencional e reúne diversos ministérios. Hoje é a maior convenção de pastores do Estado, e reúne mais de 220 igrejas. O atual presidente é o Pr Oton Miranda de Alencar. Na sessão de hoje pela manhã (18) aconteceu a aprovação do Estatuto de Ética, apresentada por uma comissão encabeçada pelo Pr Iaci Pelaes. O Pr Gesiel Oliveira (Vice presidente da AD Zona Norte e da COMADEZON) esteve em visita fraternal e usou da tribuna para trazer uma palavra enfatizando a união destas (UFIADAP e COMADEZON) que são as duas maiores e mais crescentes convenções do Amapá.  Esta semana, essas duas convenções por unanimidade decidiram se desvincular da CGADB,  para se vincularem à nova convenção nacional (CADB) que será lançada no dia 02.12 no Centro de Convenções do Centenário em Belém do Pará, e que deve abrigar inicialmente mais de 25 mil pastores de todo Brasil. Os pastores Oton Alencar (Presidente da UFIADAP)  e o Pr Dimas Leite Rabelo (Presidente da COMADEZON) estiveram no último dia 15 e 16 protocolizando seus pedidos de desvinculações da CGADB, e também juntos já deram entrada em mais de 200 pedidos na sede da entidade no Rio de Janeiro. Ainda há muitos pastores destas duas grandes convenções que ainda estão assinando os formulários de pedidos de desligamentos. Com isso a UFIADAP e a  COMADEZON passarão a estar diretamente ligadas à CADB, e ganham mais respaldo, independência e solidez para avançarem ainda mais no Amapá, Brasil e no mundo. A 9ª AGO da UFIADAP encerrará amanhã, dia 19.





sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Entendendo biblicamente a ordenação de mulheres ao ministério (Por Pr Gesiel Oliveira)


                               A igreja como organização tem seus elementos que contribuem para o andamento da mesma. Sendo assim quero expor os cargos ou hierarquia nas igrejas no Brasil, e explicando cada um de acordo com nosso conhecimento acerca de cada função. Acompanhe: Hierarquia da Igreja Assembleia de Deus:
1) Pastor (Presidente ou dirigente)
2) Pastor auxiliar (ou vice presidente)
3) Evangelista
4) Presbítero
5) Diácono
6) Missionário (a)
7) Auxiliares
8) Membros
9) Congregados
                               Acima está inserida a hierarquia onde várias igrejas Assembleias de Deus e tantas outras usam como padrão eclesiástico, hierárquico e organizacional. Adicionei “congregados” pois acredito que estes também são responsáveis pelo andamento da igreja.Vejamos então, o Pastor (presidente, dirigente): Esta é a função máxima dentro de uma igreja Assembleia de Deus tradicional. O pastor é o agente de ação da igreja, ele é o norteador da obra sobretudo mais um servo do Senhor na jornada cristã. Dependendo da denominação, o ministro pode ser chamado de pastor, reverendo, apostolo, missionário e bispos (em igrejas luteranas, anglicanas, presbiterianas e pentecostais), ancião (Congregação Cristã). No Novo Testamento, a igreja primitiva tinha como "pastor" os “diáconos”, é o que se extrai do Livro A História dos Hebreus, do historiador judeu Flávio Josepho, contemporâneo de Jesus Cristo.

                               A função do pastor é puramente espiritual, de modo geral é dever do pastor dirigir a igreja local e cuidar de suas necessidades espirituais, as atribuições especificas de um pastor segundo Atos 20. 28-31, são: apascentar a igreja, refutar heresias doutrinárias e exercer vigilância espiritual sobre a vida dos membros. A figura do pastor é primordial para que a igreja alcance seus propósitos, devendo o mesmo ter como modelo próprio o Senhor Jesus Cristo, que é o Sumo Pastor.

                               A questão se complica quando falamos a respeito da consagração de PASTORAS. Vejamos o que a Bíblia nos diz a respeito de Febe (grego koiné Φοίβη). A Bíblia relata que ela foi uma mulher cristã mencionada por Paulo de Tarso em sua Epístola aos Romanos (Romanos 16:1) que é citada como um exemplo de liderança na igreja primitiva. Ela é descrita na Epístola aos Romanos como "estando a serviço da Igreja em Cencreia". Dependendo da versão, ela aparece como uma "serva dedicada", que se utiliza de uma versão geral ao invés de uma mais específica do original grego. A versão da Bíblia vugata, traduz o termo como "diaconisa". Mas a palavra grega “diakonon”, utilizada para descrever Febe, é uma forma masculina do substantivo, que poderia ser traduzido como "diácono" em vez de "diaconisa" (forma ‘aportuguesada’), ou seja, na verdade Paulo a descreve como a PASTORA daquela igreja, como a pessoa que exercia a maior autoridade  eclesiástica na igreja em Cencréia.

                               Enquanto alguns estudiosos e especialistas em teologia afirmam que Paulo tenha restringido o cargo de diácono aos homens: "Não permito à mulher certas coisas", outros contestam essa afirmação. Quando descrevendo as qualidades que os que ocupam o cargo de "diácono" devem ter, Paulo escreveu que as "gunaikas" ("mulheres") devem "...ser sérias, não maldizentes, sóbrias, fiéis em tudo". (1 Timóteo 3:11). Combinado com o fato de que Paulo chamou Febe de "diakonos" da igreja, a instrução do apóstolo para as "mulheres" em 1 Timóteo pode indicar que havia uma ordem hierárquica e eclesiástica dentro da nascente igreja primitiva, que distinguia  os membros na igreja primitiva de seus líderes, e que isso independia de ser homem ou mulher. A maioria dos estudiosos acreditam que Febe foi a responsável por entregar a Epístola aos Romanos para os membros da comunidade em Roma e que exerceu forte influência em toda a região circunvizinha à Cencreia.

                               De acordo com a obra "Comentário Hebraico do Novo Testamento", ela foi chamada "shammash", ou seja, a pessoa que exerce grande liderança e cuida das tarefas práticas do dia-a-dia relacionadas ao andamento de uma sinagoga. Essa é a mesma palavra equivalente no grego é "diakonos" citado, neste caso, no Novo Testamento. Mas há uma boa razão para pensar que, neste exemplo, é um termo técnico que indica alguém ordenado para um oficio de direção e reconhecido na congregação e cujo dever é cuidar de dos membros e do bom andamento da obra, como em At 6:6. Deve-se notar não só que esta mulher ocupava uma posição de destaque na congregação de Cencréia, mas que o termo "diakonos" é uma forma masculina, e não feminina. Febe era um “diácono”, e não uma “diaconisa” (como algumas versões em português traduzem o termo). No texto de 1 Tm 3:8-13 temos as qualificações de um "shammash". Isto quer dizer que Febe, para ser reconhecida como "diaconisa" tinha todos estes atributos exigidos aos pastores. Ou seja, Febe na verdade era a PASTORA da igreja em Cencréia.

                               Em um tempo em que as mulheres não tinham muita expressão, Febe é uma mulher que se destaca em seu tempo, sendo, portanto digna de ser mencionada de maneira tão surpreendente nesta carta Paulina. Ela marcou a sua geração com o seu serviço em favor do outro, desta forma o próprio apóstolo Paulo se encarrega de escrever ao seu respeito enviando uma solicitação de amparo e apoio aos seus prestimosos serviços em favor do crescimento do evangelho na gênese da história da igreja.

                               Trazendo para os nossos dias, devemos lembrar que a Assembleia de Deus,  surgiu de uma divisão da Igreja Batista em Belém do Pará. Biblicamente falando, não existe essa hierarquia citada: Pastor (Presidente ou dirigente),  Pastor auxiliar (ou vice presidente), Evangelista, Presbítero, Diácono, Missionário (a),  Auxiliares, Membros, etc. Isso foi uma adaptação histórica extraída do modelo adotado pela igreja Batista, Igreja Presbiteriana, etc, como forma de escalonar uma hierarquia eclesiástica dentro da igreja e organizar o seu funcionamento. Não é inteligível que uma mulher possa exercer funções semelhantes à exercida por um pastor e por simples preconceito terminológico fundamentado em uma tradição sem base Bíblica, não possa ser reconhecida com PASTORA.

                               O questionamento de muitos pastores, obreiros e membros que desconhecem o substrato histórico e bíblico da ordenação de mulheres ao Santo Ministério, argumentam que não há base Bíblica. E já mostramos que há. Eles alegam também que elas podem exercer outras funções, mas a PASTOR é exclusiva para homens. Veja só o que escreveu de forma irônica o pastor José Francisco Diniz: “Os que afirmam que não existem Pastoras na Bíblia e nem textos que autorizem mulheres serem Pastoras devem observar algumas coisas:
1. Alguns dão ênfase a nomenclatura "PASTOR" e esquecem de observar quais são as atividades inerentes ao exercício do Ministério Pastoral.
2. Vejamos algumas atividades inerentes ao exercício Pastoral segundo a Bíblia: a) ensinar (Efésios 4:11-16; Tito 1:9); b) ser modelos (1 Pedro 5:3); c) presidir (1 Timóteo 5:17); d) vigiar (Atos 20:31); e) velar por almas (Hebreus 13:17); d) guiar (Hebreus 13:17); e) cuidar/governar (1 Timóteo 3:5); f) ser despenseiro de Deus (Tito 1:7).
3. Existem muitas funções exercidas por mulheres que na verdade são inerentes ao exercício Pastoral.
4. Nossa discussão só está levando em conta a nomenclatura da palavra PASTOR e não está levando em contas as atividades inerentes e imprescindíveis ao Pastorado.
5. É correto fazer essa distinção? Podemos dissociar o Pastor e suas atividades?
6. Se colocarmos uma dirigente de circulo de oração, uma líder de juventude e um Pastor e fizermos as seguintes perguntas:
a) Vocês ensinam? Ambos dirão SIM!
b) Vocês aconselham? Ambos dirão SIM!
c) Vocês visitam? Ambos dirão SIM!
d) Vocês oram pelos seus liderados? Ambos dirão SIM!
Podemos aumentar a lista....
7. Vamos ver se eu entendi: a maioria dos pastores que discorda do ministério exercido pela mulher não aceita que mulheres tenham o nome de “PASTORA”, mas aceitam que elas realizem atividades exclusivas de um pastor? É isso?
8. Pastor só é chamado de Pastor porque realizava atividades exclusivas de Pastor. E Então quais são atividades exclusivas de um Pastor?
9. Em outras palavras, estamos afirmando: “Irmã você pode FAZER tudo que um Pastor faz, menos ser chamada de PASTORA.
10. Se não encontramos na Bíblia a palavra PASTORA, mas encontramos “diáconisa”, “apóstola”, “obreira”, “serva da igreja” etc, então vamos parar de fazer uso de um jogo gramatical, onde tentamos convencer nossa consciência de que ter o nome de PASTOR não pode, mas fazer o que um Pastor faz pode.
11. Você já reparou na evolução de como as mulheres eram tratadas no culto do Templo no Antigo Testamento e como esse tratamento foi modificado no Novo Testamento? Essa evolução teve do Antigo para o Novo Testamento, mas do Novo Testamento para os dias de Hoje não pode haver.

                               O argumento de alguns pastores é que a consagração não está prevista na Bíblia. Ora, aceitamos tantas outras coisas em nosso meio que também não estão na Bíblia ou são proibidas por ela. Senão vejamos:  O Apóstolo Paulo manda que as mulheres cubram seus rostos e não falem na igreja. Nós cumprimos isso também? A Bíblia também não fala em convenção, nem em púlpito. Nós cumprimos isso? A Bíblia diz em Lc 16.18 que "o homem que se casar com uma mulher divorciada comete adultério". Nós cumprimos integralmente essa proibição da Bíblia também? Ou só cumprimos aquilo que nos convém? Aquilo que nos favorece? Se é pra cumprir a Bíblia, que a cumpramos na integralidade. Conveniência e decisões humanas machistas, fora do contexto histórico e cultural, é que destroem e distorcem a palavra de Deus. Enquanto muito pastores desocupados estão preocupados em impedir as mulheres de trabalhar na obra do Senhor, as obreiras estão ganhando almas, construindo igrejas e cumprindo o IDE de Jesus. Infelizmente boa parte dessa turma de pastores machista e hipócritas, engolem camelo e se engasgam com mosquito. A igreja tem outras questões para se preocupar, antes de colocar a consagração de mulheres como um “problema”.

                               Se a preocupação é: qual a base Bíblica para consagração d mulheres? Pergunto: onde está escrito na Bíblia que é proibido a consagração de mulheres? Vou desafiar os teólogos e pastores que se opõem a consagração de mulheres: “Mostre-me apenas um texto bíblico proibindo a mulher de ser consagrada !”. Não há um único versículo na Bíblia que as proíba de serem consagradas. E onde não há proibição, implicitamente há permissão. Por isso historicamente nos baseamos apenas em conveniências e convenções de homens para impedi-las de serem consagradas. A Bíblia está cheia de exemplo como Febe que foi diaconisa em Cencréia ou como a Apóstola Júnia citada em Rm 16 por Paulo como mulher exemplar no cumprimento de seu ministério, onde Paulo diz inclusive que a Apóstola Júnia já estava neste ministério antes mesmo da chegada de Paulo. O que falta mesmo é o povo conhecer melhor a Bíblia e deixar de lado essa visão anacrônica e patriarcal centrada no homem.

                               Sou testemunha do que Deus está fazendo por meio de mulheres guerreiras, pastoras, que estão fazendo a diferença na Obra do Senhor. Aqui na Amazônia, nosso ministério Assembleia de Deus Zona Norte, há quase 9 (nove) anos consagra pastoras ao Santo Ministério, mulheres que vem exercendo excelentes trabalhos em regiões ribeirinhas, área de garimpo, áreas indígenas, penitenciárias, vilas e comunidade isoladas, etc. A maioria desses que se manifestam contra o ministério feminino nem mesmo estão a frente de igrejas, limitam-se detrás de um teclado a julgar e criticar a dimensão de um trabalho que sequer conhecem. 

                               Isso tudo sem sequer adentrar nos detalhes das histórias de outras mulheres citadas na Bíblia.  Muito antes da revolução cultural, em tempos bíblicos elas já demonstravam suas habilidades como rainhas, juízas, profetizas, e, diga-se de passagem, até pastoras. Vide Ester, Débora, Ana e Raquel. Por que razão Deus as privaria do privilégio de serem instrumentos do Seu amor para cuidar do Seu rebanho particular? Lamento que influentes lideranças evangélicas e até escritores renomados tenham ainda uma visão tão tacanha e anacrônica nesse sentido. Lamento ainda mais por saber que muitas mulheres cheias do Espírito Santo tem seu trabalho subaproveitado por puro preconceito machista em muitas igrejas e que nunca serão reconhecidas por puro pensamento tradicional repassado de geração em geração. Dizer que não há base bíblica para tal ordenação é mais cômodo e fácil, e torna a discussão mais fácil de ser encerrada por quem está atrelado às correntes mais ortodoxas. Mas felizmente essa nova convenção, CADB (Convenção da Assembleia de Deus no Brasil), vem ao encontro do resgate dessa histórica aspiração de tantas pastoras que labutam nos mais distantes recônditos deste vasto Brasil, reconhecendo esse abençoado e crescente ministério feminino em todo o território nacional. Apesar da incompreensão de muitos, nada vai impedir as obreiras e pastoras de continuar avançando, pois se Deus está com elas, não serão a discriminação e o tradicionalismo que as impedirão.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Presidente da maior convenção do Amapá oficializa seu desligamento juntamente com centenas de pastores

Mais um grande ministério pediu desligamento hoje junto à CGADB. Desta feita foi o Pr Oton Miranda de Alencar, presidente da Assembleia de Deus A Pioneira em Macapá e presidente da UFIADAP - União Fraternal das Assembleias de Deus no Amapá. Ele foi o primeiro que protocolo o pedido de desligamento, feito hoje exatamente às 16:05h na sede da CGADB no RJ. Ele também apresentou 92 outros pedidos já assinados de pastores de sua convenção. Há ainda centenas de pedidos que ainda estarão sendo protocolizados junto à CGADB nos próximos dias. Começa hoje a convenção da UFIADAP em Macapá, e esse número de desligamento deve aumentar ainda mais com a chegada dos pastores do interior do Estado para participarem da festa, pois hoje esta é a maior convenção do Amapá. A saída se deve à adesão à nova convenção nacional denominada de C.A.D.B - Convenção da Assembleia de Deus no Brasil que será lançada oficialmente no dia 02 em Belém do Pará. Inúmeras lideranças, convenções e ministérios já manifestaram intenção de se vincular a novel convenção. Já se dá quase como certa a chegada de outra grande liderança nacional, o Pastor Jesse Maurício, presidente do Ministério  Apostólico da Fé em São Cristóvão no Rio de Janeiro, uma gigantesca igreja. A Assembleia de Deus A Pioneira hoje tem cerca de 220 templos em todos os municípios do Amapá, mais de 30 mil membros e hoje é também a maior igreja da Assembleia de Deus no Estado. 

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

10 argumentos para a ordenação de mulheres ao ministério (Por Gesiel Oliveira)

Com a chegada da nova convenção nacional, a CADB, Convenção Nacional das Assembleia de Deus no Brasil, que será lançada oficialmente no dia 02 de dezembro em Belém do Pará, e com a possibilidade do reconhecimento do ministério pastoral feminino que será um dos tantos diferenciais desta convenção, muitos pastores de outras regiões do Brasil ligados à CGADB se manifestaram contrariamente à iniciativa. Resolvi então escrever um artigo sobre o tão polêmico tema. Respeitando os discordantes, quero expor aqui as razões com fundamentos bíblicos pelas quais defendo a ordenação feminina.

1 – Em Cristo acabam as distinções étnicas, sociais e sexistas

“Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” Gálatas 3:28
Se Deus pode incluir judeus e gentios no ministério, por que não incluiria tanto homens quanto mulheres? Se vamos manter a distinção entre sexos, deveríamos também manter a distinção entre dias, meses, anos, entre judeus e gentios, entre animais limpos e impuros, etc.

2- Muitos pastores argumentam que não há fundamento Bíblico para ordenação de mulheres.

2.1 Mulheres sempre exerceram autoridade no AT.
Mesmo sendo vilipendiadas no AT, ele ainda relata casos de várias mulheres que exerciam autoridade ministerial sobre os homens. Raquel era pastora. Miriã era profetisa. Débora era juíza e profetisa. Hulda era profetisa, na mesma época em que Jeremias e Sofonias também o eram, mas foi à ela que foram procurar. A mulher de Isaías também era profetisa. E vários outros exemplos mostram que em alguns casos a mulher era respeitada como líder divinamente chamada.

2.2 Mulheres sempre exerceram autoridade no NT.
Quem profetizou no templo ao ver o menino Messias? Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Além de mulher, velha e viúva.

Em Romanos 16:1, o próprio Apóstolo Paulo recomenda a Febe, que era diaconisa (serva) da igreja de Cencréia. E no mesmo capítulo (v. 7) fala de Júnia, uma eminente apóstola.

E em I Coríntios 11:5  "Mas toda a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada.". Paulo implicitamente fala que a mulher pode profetizar, que seria o mesmo que pregar, desde que o faça com a cabeça coberta. Como é que alguns capítulos depois ele as proibiria de falar na igreja? Se quem profetiza edifica a Igreja "mas o que profetiza edifica a igreja" I Co 14:4, e uma mulher profetiza, então ela edifica a igreja? Então, ela ensina a igreja?

A chave está na interpretação dos últimos versículos de I Co 14. No versículo 31 ele diz que todos podem profetizar. Isso incluiria as mulheres, não incluiria? E nos versículos seguintes ele fala de reverência no culto, e que por isso as mulheres devem interrogar a seus maridos em casa, para não causar constrangimento na igreja.
Quem sabe quais seriam as perguntas que elas queriam fazer na igreja? Alguém pergunta na igreja, quando o pregador está a ministrar, mesmo que queira mesmo saber isso?

E vejamos um dos casos mais importantes: Júnia citada pelo Apóstolo Paulo como uma apóstola. Romanos 16:7 “Saudai a Andrônico e a Júnia, meus parentes e meus companheiros na prisão, os quais se distinguiram entre os apóstolos e que foram antes de mim em Cristo”. O próprio Paulo reconhece ela como apóstola. E eminente apóstola. Importante apóstola. Portanto, Júnia era mulher e apóstola. Por isso entendemos que Cristo não morreu só pelos homens. Mas também pelas mulheres. Por que então pretendemos excluí-las do ministério (serviço) cristão? Ele fez todos nós sacerdócio real. Fez sacerdotisas também.

3 – A atividade pastoral é, antes de tudo, um dom, uma chamada, uma vocação:

O argumento usado por Pedro para justificar a inclusão dos gentios na igreja foi o dom do Espírito que lhes fora concedido da mesma maneira como aos judeus. Como os apóstolos poderiam impedir a sua inclusão? Semelhantemente, a igreja deve reconhecer o dom pastoral que tem sido concedido a indivíduos do sexo feminino. Ordenar nada mais é do que reconhecer o dom. Negar-se a reconhecer o dom conferido por Deus é o mesmo que resistir a Deus. Confira:
“Portanto, se Deus lhes deu o mesmo dom que a nós, quando havemos crido no Senhor Jesus Cristo, quem era então eu, para que pudesse resistir a Deus? E, ouvindo estas coisas, apaziguaram-se, e glorificaram a Deus, dizendo: Na verdade até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida.” Atos 11:17-18

Se os líderes atuais reconhecessem o dom pastoral que Deus tem concedido à mulheres, toda discussão cessaria. Alguns, mesmo reconhecendo do dom, negam o título. Algumas denominações preferem chamá-las de ‘missionárias’, ‘doutoras’, mas jamais ‘pastoras’. Chega a ser ridículo. Em contrapartida, encontramos muitos homens que ostentam o título sem jamais terem sido vocacionados para o desempenho do pastorado. Patético e lamentável.

4 – O Dom de Profecia é dado tanto a homens quanto a mulheres:

“E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito.” Joel 2:28-29

De acordo com o discurso de Pedro no dia de Pentecostes, tal profecia cumpriu-se cabalmente quando o Espírito foi profusamente derramado sobre os 120 discípulos reunidos no cenáculo. Ora, se as mulheres devem manter-se caladas na igreja, conforme interpretam alguns a instrução paulina, logo, como elas poderiam profetizar? Por linguagem de sinais? Lemos em Atos 21:8-9 que Filipe, um dos sete diáconos originais, também reconhecido como evangelista, tinha quatro filhas que profetizavam. E o que seria “profetizar” dentro do contexto neotestamentário? Paulo responde: “o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação” (1 Coríntios 14:3). Os mesmos que se manifestam contrários à ordenação feminina dizem que o exercício do dom de profecia está ligado à atividade pastoral. O pastor é o profeta da igreja. Através da pregação, ele edifica, exorta e consola. Ora, ora… Seguindo a mesma linha de raciocínio, uma mulher que tenha recebido de Deus tal dom, estaria habilitada pelo Espírito a exercer o ministério pastoral.

5 – O sacerdócio universal é dos crentes em geral, sem distinção de sexo:

Alguém poderá argumentar que embora encontremos profetisas nas Escrituras, jamais encontramos sacerdotisas. Mas "peraí"… Cristo não substitui o sacerdócio levítico por um eterno, onde todos somos igualmente sacerdotes?

“Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo (…) Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” 1 Pedro 2:5,9

Eis um dos pilares da reforma protestante. Todos os crentes são sacerdotes, sem importar seu gênero. Manter a distinção entre clero e leigos é um ranço indesejável que herdamos do romanismo. E como sacerdotes, temos duas atribuições: a) oferecer sacrifícios espirituais a Deus b) anunciar as virtudes d’Aquele que nos chamou das trevas para a luz. Homens e mulheres estão igualmente incumbidos disso. Ora, por que razão deveríamos privar mulheres de celebrar os sacramentos/ordenanças (Leia-se Ceia e Batismo)? Conheço denominações em que as mulheres podem ensinar, pregar, trabalhar na secretaria, evangelizar, mas não podem celebrar a ceia ou o batismo. Isso não faz o menor sentido. Quem está habilitado a anunciar as virtudes do Deus vivo e a oferecer sacrifícios espirituais também está habilitado a partir o pão e batizar. Questão de coerência. O problema é que os homens não querem abrir mão da proeminência. Durante a celebração da primeira eucaristia, Jesus despiu-Se diante dos discípulos, cingiu-se de uma toalha e lavou-lhes os pés. Alguns entendem que o lava-pés seria uma cerimônia complementar da Ceia do Senhor. Mesmo que não encaremos como uma ordenança, não podemos fazer vista grossa ao fato de que foi durante a Ceia que Ele nos deu tal exemplo. Escrevendo a Timóteo, Paulo diz que antes de inscrever uma viúva para ser socorrida pela igreja, dever-se-ia verificar se a mesma praticou toda a boa obra, inclusive lavar os pés aos santos (1 Tm.5:10). À esta altura, o lavar os pés dos irmãos havia se tornado numa prática constante na igreja. Jesus deixara o exemplo aos Seus discípulos homens, porém, mesmo as mulheres a observavam. Isso fazia parte da diaconia, exercida tanto por homens quanto por mulheres.

6 – Foi a uma mulher que Jesus confiou o primeiro “ide” após Sua ressurreição.

Jesus poderia ter aparecido primeiramente aos Seus discípulos homens, mas preferiu aparecer primeiro a uma mulher, a quem confiou Seu primeiro “ide” (Jo.20:17). É possível que os discípulos tenham se sentido desprestigiados por isso. - Por que a uma mulher, e não diretamente a nós? Talvez isso indicasse a importância que Jesus atribuía ao gênero feminino na difusão do Evangelho.

7 – Há evidências sólidas de que havia liderança feminina na igreja primitiva.

“Recomendo-lhes nossa irmã Febe, serva da igreja em Cencréia. Peço que a recebam no Senhor, de maneira digna dos santos, e lhe prestem a ajuda de que venha a necessitar; pois tem sido de grande auxílio para muita gente, inclusive para mim. Saúdem Priscila e Áqüila, meus colaboradores em Cristo Jesus. Arriscaram a vida por mim. Sou grato a eles; não apenas eu, mas todas as igrejas dos gentios. Saúdem também a igreja que se reúne na casa deles. Saúdem meu amado irmão Epêneto, que foi o primeiro convertido a Cristo na província da Ásia. Saúdem Maria, que trabalhou arduamente por vocês. Saúdem Andrônico e Júnias, meus parentes que estiveram na prisão comigo. São notáveis entre os apóstolos, e estavam em Cristo antes de mim.” Romanos 16:1-7

Quanta informação valiosa numa simples saudação! No texto original, Febe é chamada “diaconisa na igreja em Cencréia”. De acordo com o testemunho do autor patrístico Teodoreto de Ciro (393 – 466 d.C.), Febe era uma pregadora itinerante cuja fama correu o mundo todo. “Ela era conhecida não apenas entre os Gregos e Romanos, mas entre os bárbaros também”. E Febe não foi a única. Uma pedra tumular foi achada em 1903 no Monte de Oliveiras com esta inscrição: "Aqui jaz a serva e virgem noiva de Cristo, Sofia, a diaconisa, a segunda Febe". Isso demonstra que Febe tornou-se numa espécie de referência de liderança feminina na igreja primitiva.

Em sua recomendação, Paulo dá testemunho de que Febe teria sido de grande auxílio para muita gente, inclusive para ele mesmo. O texto original nos fornece uma compreensão um pouco mais acurada: "Porque ela tem sido indicada, realmente por minha própria ação, uma oficial presidindo sobre muitos."

O termo traduzido como “auxílio” é prostatis (Rom. 16:2). Esta palavra não é traduzida dessa maneira em nenhum outro lugar nas Escrituras gregas. Foi uma palavra comum e clássica que significava "padroeira ou protetora, uma mulher colocada por cima dos outros". É a forma feminina do substantivo masculino prostates, que significa "defensor" ou "guardião" quando se refere aos homens. Em 1 Timóteo 3:4-5,12 e 5:17, o verbo proistemi é usado a respeito das qualificações dos bispos e diáconos quando Paulo ordenou aos homens a "governarem" bem as suas casas, que incluiu cuidar das suas necessidades. O que foi que significou para homens, deve significar o mesmo para as mulheres. O que foi que estes bispos e diáconos fizeram para as suas casas, Febe fez para a igreja e Paulo. As posições foram idênticas.

Se nós recusarmos a admitir que Febe "governou", ou "liderou", ou foi uma "defensora", ou "guardiã", então nós precisamos rebaixar os diáconos para qualquer nível em que Febe estava ministrando. Se Febe só "auxiliou”, então é só isso que os diáconos fizeram. Seria muito inconsistente traduzir a palavra como "governador" quando se refere aos homens e "auxílio" quando se refere as mulheres.

Entre os que recebem a saudação paulina, destacam-se Priscila e Áquila, responsáveis por ensinar o Evangelho com mais precisão a Apolo, um dos mais eloquentes pregadores da época. Propositadamente, Paulo menciona Priscila antes de Áquila, o que poderia soar indelicado, para indicar sua importância ministerial. Um pouco mais adiante, Paulo nos revela dois personagens curiosos, a saber, Andrônico e Júnias, “notáveis entre os apóstolos”. Se, de fato, ambos, marido e mulher, eram considerados “apóstolos”, não sobre margem pra discutir sobre a legitimidade da liderança feminina na igreja primitiva.

8- Frida Vingren foi um exemplo de pastora no início da história da Assembleia de Deus no Brasil.

Não podemos nos esquecer de Frida Strandberg. A liderança desta mulher nos chama muita atenção, pois sua atuação foi de suma importância para a consolidação da AssemblEia de Deus no Brasil. Frida nasceu em junho de 1891, no norte da Suécia, era de uma família de crentes luteranos (a Igreja Estatal Oficial na Suécia). Formou-se em Enfermagem chegando a ser chefe da enfermaria do hospital onde trabalhava. Tornou-se membro da Igreja Filadélfia de Estocolmo, onde foi batizada nas águas pelo pastor Lewi Pethrus, em 24 de janeiro de 1917.

Neste mesmo ano recebeu o batismo com o Espírito Santo e o dom de profecia e se sentiu vocacionada para a obra missionária sendo enviada pelo pastor Pethrus para o campo missionário brasileiro e, chegando a Belém/ Pará, se casou Gunnar Vingren em 16 de outubro de 1917. Contraiu malária em março de 1920 e quase morreu. Recuperada viu seu marido pegar a mesma enfermidade várias vezes. Depois de muitos anos no Pará, a família Vingren migra para o Rio de Janeiro, seguindo o mesmo processo da migração nordestina.
Frida Vingren (nome de casada) desenvolveu grandes atividades evangelísticas, abriu frentes de trabalhos e igrejas  em muitos lugares do Rio de Janeiro. As atividades de assistência social, círculos de oração e grupos de visitas ficaram também sob sua responsabilidade. Também exercia a função de docência nas classes de Escola Dominical e ministrava Estudos Bíblicos, pois era versada nas escrituras, estudando teologia. Era responsável – no inicio da obra no Rio de Janeiro – pela leitura devocional nas aberturas dos cultos, pela execução musical dos hinos – ela era organista e tocava violão – e, quando Gunnar Vingren se ausentava da Igreja em visita ao campo missionário, Frida substituía-o pregando e dirigindo os cultos e trabalhos oficiais com muita unção e autoridade dadas por Deus. Frida exerceu a direção oficial dos cultos realizados aos domingos na Casa de Detenção no Rio de Janeiro e era excelente pregadora, exercendo sob seus ouvintes grande carisma. Pregava e dirigia os cultos nos pontos de pregação da AD no Rio de Janeiro, em praças públicas e áreas abertas. Os cultos ao ar-livre promovidos no Largo da Lapa, na Praça da Bandeira, na Praça Onze e na Estação Central eram dirigidos por Frida, tendo Paulo Leivas Macalão como seu auxiliar direto.

Articulou-se como escritora de diversas matérias nos jornais oficiais da AD, como os jornais Boa Semente, O Som Alegre e Mensageiro da Paz (este último agregou os dois primeiros). Ela escrevia mensagens evangelísticas e traduzia vários outros textos e hinos da língua escandinava. Foi também comentarista das Lições Bíblicas de Escola Dominical (hoje revista oficial da CGADB para a Escola Dominical) na década de 1930.

Além de excelente escritora, Frida sempre se dedicou à música. Cantava, tocava órgão, violão e compunha hinos de grande valor espiritual. Ele foi compositora de nada menos que vinte e três hinos da Harpa Cristã e alguns destes têm forte essência escatológica. Frida, ao que parece, não foi simplesmente uma colaboradora no processo de implantação da AD. Ela foi, juntamente com seu marido, a principal líder da Igreja entre 1920 e 1932. Alencar alega que [Daniel] Berg é nulo […] Como Berg é inexpressivo na liderança, e Vingren, doente, ficou pouco tempo efetivamente na liderança, fica a dúvida sobre quem de fato dirigia e dava “as cartas” nesta igreja em seus primeiros anos: seria Frida Vingren que exerceu a liderança nesse interregno?  O modelo de liderança de Frida Vingren, segundo relata Alencar, incomodou muito a liderança masculina da AD. 

Frida é o modelo de uma líder completa, numa época em que as mulheres ainda não participavam da vida política do país nem mesmo como eleitoras, mas a AD permite que elas, excepcionalmente, sejam pastoras e ensinadoras. O que incomoda então é a influência de Frida Vingren? Com certeza! Ela prega, canta, toca, escreve poesia, textos escatológicos, visita hospitais, presídios, realiza cultos e – nada comum – dirige a igreja na ausência do marido (e… na presença também) […] na foto dos missionários… que participaram da Convenção de Natal [Rio Grande do Norte, 1930] ela é a única mulher que aparece. Onde estão as esposas dos outros [missionários e pastores]?… Frida chega a escrever um texto no Mensageiro da Paz… disciplinando a conduta dos obreiros.  Frida é vista como uma mulher extraordinária. Ivar Vingren argumenta que a esposa do irmão Vingren, foi também uma missionária fiel, perseverante e zelosa, que além do cuidado pela família, soube participar e ajudar no trabalho do seu esposo. 

Grande é a multidão de almas que ela ganhou para Jesus durante estes anos de luta junto com o seu esposo.  Frida, numa das cartas selecionadas na obra autobiográfica dos Vingren, expressa o seu esgotamento físico e seus sentimentos acerca de seu trabalho pioneiro no Brasil. Ela enumera as dificuldades na categoria “tribulação”, sofrimento” e “agonia”. Mas tem muita esperança, quando contempla os sinais de Deus operando na Igreja e nas congregações. Ela declara que tem pagado o preço do trabalho, mas sabe que nada é em vão perante o Senhor. A missionária – dirigente dos trabalhos oficiais na AD do Rio de Janeiro (até então Missão Sueca) nesta mesma carta demonstra um sinal de frustração por ter de entregar a direção do Jornal “Mensageiro da Paz” aos líderes nacionais. O Senhor sabe de tudo, eu não quero defender-me, pois não sou sem falta, mas aquele dia tudo se revelará […] Agora, depois que entregamos a direção do jornal “Mensageiro da Paz”, eu pensei então que o nosso tempo aqui no Brasil talvez esteja terminado ou o Senhor talvez tenha alguma outra missão para nós cumprirmos […] Para mim é como arrancar o coração do meu peito, quando penso em deixar o Brasil para talvez nunca mais voltar! É difícil aceitar que Frida seja “sem falta”. Ela faz tudo e assume toda a responsabilidade da Igreja em São Cristóvão/RJ além de cuidar das congregações ligadas a esta Igreja, dirigir o jornal e articular outros trabalhos acima citados. 

Frida sofre um esgotamento físico que chega a atingir o sistema nervoso e alega sofrer do coração. Sinais claros de cansaço de uma pessoa que se dedica integralmente à obra da Igreja. É complicado vê-la somente como colaboradora ou à sombra de Vingren. Frida desabafa quando diz que “Gunnar tem estado enfermo a tanto tempo, que faz muito tempo que ele nem tem podido participar do trabalho”. Por causa da enfermidade de Gunnar Vingren, este não teve o tempo e a energia suficiente para poder assumir o trabalho. Quem assume o trabalho integralmente é Frida! Apesar de Samuel Nystrom – teórica e documentalmente – ser o segundo dirigente da Igreja na ausência de Gunnar Vingren. É fato que Frida é uma mulher humilde que compreende seu papel de liderança e, sem soberba, relata como Deus, em uma revelação dada a uma irmã, a via quando ela auxiliava seu marido. Quando nós [Gunnar e Frida] saímos do Pará e viemos ao Rio de Janeiro, uma irmã no Pará teve uma visão. 

Ela viu como Gunnar estava ajuntando frutas maduras num grande pomar e ela me viu também num canto do pomar, trabalhando com uma bomba de água, que estava regando todas as árvores. Esta visão está muito próxima à lógica do ministério apostólico compreendido por Paulo. “Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento” (1 Co. 3.6). Gunnar seria Paulo? Frida, Apolo? A compreensão hermenêutica pentecostal pode nos abrir para essa possibilidade interpretativa. Mas, Frida nunca esteve “num canto do pomar”. O fato é que Frida Vingren, com o agravamento da enfermidade de seu marido, foi preterida pela liderança nacional. Em 1932, por causa do estado de saúde de Gunnar, toda a família Vingren é obrigada a voltar à Suécia para cuidar da saúde de Gunnar. Neste mesmo ano, antes de viajar para a Suécia, o casal Vingren sofre com a morte de sua filha caçula. Frida perde o que lhe é mais precioso no período de dois anos (1932-1933). Perde sua filhinha, e é forçada pelas circunstâncias explícitas (doença do marido) e implícitas (a oposição da liderança nacionalista e masculina) a deixar o trabalho eclesiástico por ela exercido e suportar a perda – por falecimento – de seu marido. Sete anos depois do falecimento de Gunnar, Frida também entra pelas portas das mansões celestiais e as obras de suas mãos a acompanharam e naquele dia tudo se revelará.

Frida Vingren é o típico modelo de mulher pentecostal que exerceu o seu ministério pastoral na periferia do poder clerical de um ambiente evangélico predominantemente patriarcal e centrado na figura do homem. Dentro das AD se constituíram as sociedades eclesiais femininas como grupos de visitação, de oração, de louvor, assistência social; Frida é a origem de tudo isso no Brasil. As mulheres exercem espaço na liturgia, na pregação, no culto, na educação bíblica, na assistência social e no serviço religioso, mas dificilmente o ministério pastoral.

Frida (representando aqui o ministério feminino) é um protótipo de liderança silenciada e, infelizmente, marginalizada nas AD. Rosemary Ruether diz que O ministério feminino baseado em dons carismáticos renasce continuamente na prática e também é continuamente marginalizado do poder nas instituições históricas das igrejas. As mulheres pentecostais têm um papel fundamental na organização e manutenção das estruturas laicas das igrejas pentecostais, como podermos ver na biografia de Frida Vingren. Contudo, elas são marginalizadas, inferiorizadas e preteridas dentro das estruturas significantes de poder. Sempre estiveram à margem dentro do modelo patriarcalista das igrejas pentecostais clássicas, enfrentando ao longo de toda história da igreja resistência masculina contra a sua liderança.

A liderança nacional desde a 1ª. Convenção Geral das Assembléias de Deus do Brasil (caso Frida Vingren, por exemplo) tem feito de tudo para tirar de foco a discussão sobre o ministério feminino na Igreja. O Ministério de Madureira tem consagrado mulheres para o exercício do diaconato e para o ministério missionário. As mulheres dos pastores presidentes – anteriormente consideradas “a esposa do pastor…” – agora têm sido reconhecidas como missionárias. O Ministério do Belém – ligado a CGADB, nem ao diaconato tem consagrado mulheres. As mulheres não são consultadas acerca das grandes decisões e iniciativas institucionais. A nova convenção, CADB, vem com o claro propósito de resgatar a importância histórica da mulher nesse processo de evangelização, objetivando a valorização e reconhecimento dessa chamada. É importante frisar que a novel convenção não vai obrigar as convenções regionais a aceitarem a consagração feminina, apenas se limitará a reconhecer as consagrações de convenções locais que já aceitam, reconhecem e consagram pastoras aos seus quadros de convencionais. As igrejas e convenções que não as admitem, terão suas decisões respeitadas.

9- O contexto histórico bíblico era patriarcal, e portanto, preteria a mulher e centralizava no homem.
A sociedade, no período em que a Bíblia foi escrita, era extremamente machista. A bíblia não pode prescindir desse contexto histórico. Por isso não podemos pensar que um autor sagrado pense como nós nos dias de hoje, em relação aos direitos das mulheres. Apesar disso, é evidente que a base de igualdade entre os dois sexos  já era colocada em diversos textos sagrados.

10 – Porque está comprovada a capacidade feminina em exercer qualquer papel antes atribuído somente aos homens.


Tenho sido testemunha do flagrante sucesso obtido por mulheres no exercício do ministério pastoral. Sou de uma convenção estadual que reconhece a ordenação de mulheres ao Santo Ministério. Algumas obtiveram êxito onde homens falharam. Eu poderia citar vários casos do meu conhecimento por onde tenho passado onde tenho visto mulheres exercendo o pastorado em regiões ribeirinhas da Amazônia, tribos indígenas, penitenciárias, periferias, favelas, etc. Depois de todas as conquistas das mulheres na segunda metade do século XX pra cá, seria, no mínimo, anacrônico acreditar em sua incompetência para a liderança eclesiástica. Como visto acima, há fundamento Bíblico para essa ordenação. Muito antes da revolução cultural, em tempos bíblicos elas já demonstravam suas habilidades como rainhas, juízas, profetizas, e, diga-se de passagem, até pastoras. Vide Ester, Débora, Ana e Raquel. Por que razão Deus as privaria do privilégio de serem instrumentos do Seu amor para cuidar do Seu rebanho particular? Lamento que influentes lideranças evangélicas e até escritores renomados tenham ainda uma visão tão tacanha e anacrônica nesse sentido. Lamento ainda mais por saber que muitas mulheres cheias do Espírito Santo tem seu trabalho subaproveitado por puro preconceito machista em muitas igrejas e que nunca serão reconhecidas por puro pensamento tradicional repassado de geração em geração. Dizer que não há base bíblica para tal ordenação é mais cômodo e fácil, e torna a discussão mais fácil de ser encerrada por quem está atrelado às correntes mais ortodoxas. Mas felizmente essa nova convenção, CADB, vem ao encontro dessa histórica aspiração de tantas pastoras que labutam em todo Brasil, reconhecendo esse abençoado e crescente ministério feminino em todo o Brasil.

sábado, 11 de novembro de 2017

Centenas de pastores da Assembleia de Deus Zona Norte de Macapá, reunidos em convenção, votam em unanimidade pela desfiliação junto à CGADB

Na manhã de hoje, foi aprovado por unanimidade pelo pastores da Assembleia de Deus Zona Norte de Macapá a sua desfiliação da CGADB. Já existem centenas de pedidos de desligamento que serão encaminhados e protocolizados ainda nesta próxima semana na sede da CAGDB no RJ. A Assembleia de Deus Zona Norte de Macapá é o segundo maior mistério do Amapá, ficando atrás apenas da Assembleia de Deus A Pioneira, presidida pelo Pr Oton Miranda de Alencar que também já anunciou sua desfiliação da CAGDB e deve efetivar a desfiliação de seus pastores na próxima convenção marcada para o próximo final de semana. A Assembleia de Deus Zona Norte possui em seus quadros várias pastoras dirigindo trabalhos em diversos municípios. Um dos diferenciais desta nova convenção nacional, a CADB, será a consagração de pastoras. O ministério da Assembleia de Deus Zona Norte se ligará à CADB como uma convenção estadual chamada de COMADEZON, Convenção de Ministros e Igrejas da Assembleia de Deus Zona Norte. O Pr Dimas Leite Rabelo (presidente) e o Pr Gesiel Oliveira (vice-presidente) foram os primeiros a assinar as fichas de desfiliação da CGADB, seguidos de centenas de outros pastores.











quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Maior convenção do Norte do Brasil oficializa sua desfiliação junto à CGADB no RJ.

Hoje, precisamente às 15:40h, foi protocolado a desfiliação da maior convenção de pastores do Norte do Brasil, a CEADAM, Convenção da Assembleia de Deus no Amazonas. A primeira ficha de desfiliação apresentada foi a do próprio pastor presidente, Reverendo Jonatas Câmara. O responsável pela pilha de papéis que foram protocolizados, foi o Pr Moisés Ambrósio, que desembarcou hoje a tarde com essa missão no Rio de Janeiro onde fica a sede da CGADB. A CEADAM possui hoje exatamente 3085 templos em todos os municípios do Amazonas e um total de 272 mil membros. É uma convenção gigante que deixa a convenção comandado pelo Bezerras para seguir novo caminho com a novel convenção que está surgindo chamada de CADB, Convenção das Assembleias de Deus no Brasil. Há três dias, as três maiores Assembleia de Deus no Amapá, que hoje juntas possuem mais de 500 igrejas, também anunciaram por meio de seus presidente a desfiliação da CGADB. Hoje pela manhã, no templo da 14 de março em Belém do Pará, também aconteceu uma reunião gigantesca com milhares de pastores onde uma das maiores convenções do Brasil, a CIMADB, também por unanimidade, votou pela saída da CGADB. Nos próximos dias representantes da CIMADB também desembarcam no RJ para protocolar a desfiliação de seus milhares de pastores. Além disso diversos outros ministérios, convenções estaduais e regionais também estão em conversa intensa para estarem, nos próximos dias, anunciando sua desfiliação. A criação da nova convenção nacional atende a um anseio antigo de grande parte dos pastores de todo Brasil, insatisfeitos com a política de perpetuação no poder da família Bezerra, que comanda a instituição há mais de três décadas. Hoje, tanto a CGADB quanto a CPAD, são controladas por essa família. Em abril deste ano, a eleição da instituição foi parar na justiça com quase duas dezenas de ações judiciais e liminares questionando a lisura do pleito. Mas não teve jeito, o pai (depois e 30 anos no poder) passou a presidência ao filho. Cansados de tudo isso, um grupo de pastores de todo o Brasil resolveu nos últimos dias sair desta convenção nacional e criar uma nova, convidando para isso o Pr Samuel Câmara para assumir o comando desse desafio. Ainda não há data de lançamento da nova convenção, mas fontes fidedignas garantem que uma grande reunião com presidentes de convenções de todo o Brasil acontecerá nos próximos dias, em local e hora não informados, para acertar os últimos detalhes para a sua criação e implantação em todo território nacional.









segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Pastores presidentes das Assembleias de Deus no Amapá afirmam compromisso com a nova convenção e anunciam desfiliação em massa da CGADB

Na tarde desta segunda-feira (6), os presidentes das Assembleias de Deus no Amapá estiveram reunidos nas dependências do Templo Central da Assembleia de Deus A Pioneira para manifestar apoio irrestrito à nova convenção nacional denominada de C.A.D.B - Convenção da Assembleia de Deus no Brasil que terá sede na Igreja Mãe Belém do Pará. Estiveram presentes o Pr Oton Miranda de Alencar (Presidente da Assembleia de Deus A Pioneira), Pr Dimas Leite Rabelo (Presidente da Assembleia de Deus Zona Norte) e Pr Ezer Belo das Chagas (Presidente da Assembleia de Deus do Avivamento), além do Pr Gesiel Oliveira (Vice Presidente da COMADEZON) e Pr Besaliel Rodrigues (Vice Presidente da UFIADAP). Os pastores ratificaram o compromisso com a nova convenção, bem como sobre o encaminhamento de medidas administrativas sobre a desfiliação em massa dos seus pastores dos quadros da CGADB. Os ministérios juntos possuem juntos mais de 500 templos, mais de 2500 obreiros (entre auxiliares, diáconos, presbíteros, missionários, evangelistas e pastores) e cerca de 100 mil membros. Todos estarão presentes no dia 02 de dezembro no centro de convenções em Belém do Pará para o grande lançamento nacional da nova convenção CADB. Hoje as 13:15h o Pr Samuel Câmara, Presidente da AD em Belém do Pará protocolou na sede no RJ a sua desfiliação dos quadros da CGADB. Ontem também o Pr Jonatas Câmara, Presidente da Assembleia de Deus do Amazonas anunciou sua desfiliação da CGADB junto com sua convenção, a CEADAM, que hoje é a segunda maior convenção do Brasil.



Pr Samuel Câmara pede desligamento da CGADB e anuncia criação de uma nova convenção nacional

Pastor Samuel Câmara faz seu desligamento da Convenção Geral - CGADB

Hoje é um dia histórico para milhares de pastores em todo Brasil. Depois da saída de mais de 10 convenções menores da CGADB, depois da saída do Pr Silas Malafaia há alguns anos, chegou a vez do Pr Samuel Câmara e seu gigantesco grupo saírem da CGADB, instituição que está imersa em graves problemas relacionados a lisura, questões judiciais, confiabilidade e sob intensos protestos em decorrência da perpetuação por mais de três décadas da família Bezerra a frente desta entidade. Depois de uma eleição imersa em disputas judiciais (quase vinte ações ao todo) com expedição de 17 limiares, sendo que nenhuma foi cumprida pela família Bezerra, o poder foi passado de pai para filho em uma eleição que ainda não acabou, pois o atual presidente está mantido por força de uma decisão interlocutória do juízo da comarca de Madureira onde também fica a sede nacional da CGADB. Acusações graves que vão desde "mortos votando" até pastores inscritos a revelia, formam o caldo de arbitrariedades que desembocou nesse desfecho. Hoje exatamente às 13:15h, foi protocolado na sede da CGADB no Rio de Janeiro o documento de desligamento do Pr. Samuel Câmara da CGADB.

Como está descrito no documento abaixo, o Pr. Samuel Câmara deixa explicito que o  desligamento se restringe somente ao vinculo com a Convenção Geral e não com o pastorado ou história da Assembleia de Deus onde é o Pastor da Igreja Mãe. O documento foi redigido e assinado no  dia do aniversário da Reforma Protestante, 31 de Outubro, e coincode também com o aniversário do Pr Samuel Câmara, talvez tenha deixado com isso uma mensagem subliminar.

O Pastor Samuel seguirá ativo no trabalho incessante para dar crescimento a obra de Deus, ao lado de Pastores Assembleianos de Todo o Brasil em um novo movimento que vem trazer avanços, dinamismo e resgate Histórico da Assembleia de Deus. Este novo movimento incorporado na nova convenção denominada de C.A.D.B - Convenção da Assembleia de Deus do Brasil, já nasce frutífero e abençoado com milagres de pastores, ministérios e convenções que se unem para fazer uma nova convenção da Assembleia de Deus mais forte, firme, séria e que verdadeiramente pertença aos pastores de todo Brasil. Veja as fotos do momento em que o documento é protocolizado junto à CGADB pelo Pr David Teodoro no Rio de Janeiro.





sábado, 4 de novembro de 2017

Milhares de pastores de todo Brasil sairão da CGADB para criar uma nova convenção da Assembleia de Deus

Um gigantesco movimento iniciado por diversos pastores de várias regiões do Brasil ganhou corpo e vem se fortalecendo e crescendo rapidamente. Hoje correu uma notícia em diversos grupos de pastores em redes sociais de todo Brasil, informando que uma nova convenção está surgindo, e que esse movimento é independente. Mas essa insatisfação generalizada tem uma motivação bem sólida: os sucessivos escândalos provocados pela atual administração que está à frente da maior convenção de pastores do Brasil: a CGADB - Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil. É que em abril deste ano houve uma troca de cadeiras entre pai e filho que deixou muita gente, inclusive aliados antigos, insatisfeitos. Saliente-se, uma eleição muito contestada! É que o Pr José Wellington Bezerra, que já estava há quase três décadas à frente da instituição, deixou seu filho, Pr José Wellington Júnior (que era presidente da CPAD) em seu lugar para assumir a presidência da CPAD, Casa Publicadora das Assembleias de Deus no Brasil.

Além disso as eleições de abril de 2017 foram marcadas por diversas irregularidades que foram parar na justiça. Diversas liminares não foram respeitadas pela CGADB e a chapa que ela apoiou (acredite se puder, a instituição apoiou deliberadamente o candidato, filho do então presidente). Foram inúmeras as apontadas pelas ações judiciais. Situações que vão desde a ausência de desincompatibilização prévia da inscrição do Pr José Wellington Júnior para concorrer ao pleito, passando pela inscrição a revelia de pastores que sequer sabiam que estavam inscritos, até inscrições de pastores mortos que foram amplamente divulgadas na imprensa. 

Convite: está sendo feito ao Pr Samuel Câmara, presidente da AD em Belém-PA,
para que assuma a liderança desse crescente movimento de pastores de todo Brasil
Assim como aconteceu há alguns anos com o Pr Silas Malafaia, agora chegou a vez desse novo grupo. Ao que tudo indica, há fortes indícios de que tratativas estão sendo realizadas para convencer o Pr Samuel Câmara (que sempre esteve reticente) a liderar esse gigantesco grupo, mas nada confirmado até o presente momento. O certo é que ainda não se sabe exatamente o número total de convenções regionais que estão apoiando esse movimento, nem qual será o nome dessa nova convenção. Uma fonte fidedigna informou nosso blog que pelo menos 4 grandes reuniões já foram realizadas para organizar a nova convenção que está em faz de formatação final. Inúmeras convenções do Sudeste, sul, Centro-Oeste, Nordeste e Norte já acenaram na firme intenção de acompanhar e solidificar-se sob a liderança do pastor presidente em Belém-PA, que está vinculado à CGADB há cerca de trinta anos. 

Informações extra oficiais dão conta de que a nova convenção trará diversos diferenciais, entre os quais a consagração e reconhecimento do ministério pastoral feminino, proposta que há anos está engavetada na burocracia interminável e anacrônica da CGADB. Além disso a nova convenção surge com uma nova proposta de expansão de cruzadas, missões, evangelismo, treinamento, cursos, valorização dos pastores, dentre outras excelentes iniciativas que devem ganhar o Brasil e mundo. A sede da nova convenção, ao que tudo indica, deverá ser em Belém do Pará, onde tudo começou em 1911, isso se o Pr Samuel Câmara aceitar o convite. 

E como os galhos e folhas se sustentarão sem o caule e a raiz? Se a igreja que carrega o genuíno e original patrimônio histórico e imaterial sair, por não suportar um sindicato de pastores que a sufocou, levará consigo mais que uma oposição de resistência combativa, levará consigo a origem, a natureza e a essência de tudo o que veio a existir a partir dela. A igreja não perde, ganha. Só quem perde é a oligarquia familiar paulista. Após 106 anos, novamente por Belém do Pará há uma forte possibilidade de se iniciar um novo movimento de avivamento e reestruturação nacional dos muros caídos. 

Esse movimento, que surge de fora, pois não partiu do Pr Samuel Câmara, e sim de pastores de todo Brasil, surge e cresce para oxigenar uma nova fase de reorganização dos rumos de uma verdadeira e genuína convenção nacional que atenda à Assembleia de Deus e aos seus pastores, e não a uma organização que foi apequenada e reduzida à satisfação dos interesses de uma família. Uma nova era de muito evangelismo, metas, desafios e missões está se iniciando. Avante obreiros do Senhor!

sábado, 21 de outubro de 2017

Inauguração da Congregação Monte Gerizim em Ferreira Gomes

Aconteceu na noite do dia 21 a inauguração da Congregação Monte Gerisim no Município de Ferreira Gomes e 1º aniversário do círculo de oração Atalaias de Cristo. A congregação é dirigida pelo Pr Moisés Matias e Prª Maria de Jesus Matias que estão dirigindo este trabalho há cerca de um ano e oito meses. O Pr Dimas Leite Rabelo realizou a cerimônia de inauguração do novo templo. Estiveram presentes também a Prª Clarice Rabelo presidente da UCIAMA e o Pr Gesiel Oliveira, vice presidente da COMADEZON, e o Evangelista Josué Rabelo, o Pr Amiraldo Araújo pastor da AD Zona Norte em Ferreira Gomes e sua esposa Prª Eluirdes. O Preletor da festa foi o Pr Diego Delon de Porto Grande. A Cantora da festa foi Leide Souza do Laranjal do Jari. Veja algumas fotos do evento.



















quinta-feira, 12 de outubro de 2017

101 dias de "administração" de um presidente sub-judice

101 DIAS DE "NOVA" ADMINISTRAÇÃO NA CGADB, O QUE MUDOU?



Iniciar uma "nova" administração com cara de "velha" é algo que tem preocupado milhares de pastores em todo o Brasil. Os pastores que votaram sonhando com uma possível renovação viram suas pretensões sucumbirem diante de um processo eleitoral maculado conduzido pela CGADB, manchado por escândalos, denúncias e irregularidades, uma eleição que ainda não acabou, visto que o juiz de Madureira-RJ apenas decidiu sobre as 17 liminares de todo Brasil, mas o mérito ainda está jub-judice. Ou seja estamos diante uma administração anômala com um presidente provisório, temporário, cautelar e sub-judice. Só a justiça é que vai dizer os rumos da CGADB. Mas o grupo do "suvaco da monarquia" canta gritando com ares de arrogância e empáfia uma vitória, alegando que ele é o presidente definitivo, ignorando a justiça, como sempre lhes foi peculiar. Mas esses percalços judiciais não podem serem motivos para justificar a absoluta inoperância que estamos vendo na atual administração. Sem dúvida alguma o tema acima traz à baila a questão que interessa aos milhares de ministros assembleianos, o que de fato, pretende esta nova gestão em relação ao futuro da CGADB? Quais são seus projetos para este quadriênio, se é que existem? Os pastores estão inquietos sobre os projetos "mirabolantes" prometidos durante o período eleitoral (que será o tema do nosso próximo artigo).

Se o presidente atual se deixar engodar achando que os ministros aceitarão a velha estratégia do obscurantismo e regime de administração familiar absolutista e medieval como resposta convincente, errará da mesma forma que seu antecessor e cairá na mesma armadilha de ter que praticar diariamente a rotina burocrática, apequenada e marasmática praticada por seu pai, para que permaneça no cargo de forma aparentemente segura, nesse caso, ele optará pela conhecida política maquiavélica de ser mais temido que amado.

Não se iluda o ilustre governante eclesiástico com os elogios da turba que o cerca, tendo em vista a insatisfação da maioria dos ministros da entidade, ele precisará mostrar competência no serviço ao invés de palavras lançadas ao ar. Até agora nada foi feito, com exceção de sua resposta a matéria publicada pela revista veja, e diga-se de passagem, uma resposta infame, carente de consistência e retórica. A nota de repúdio as si chamada foi coisa de amador, de aluno mal formado que não sabe interpretar um texto, menos ainda fazer uma redação, foi simplesmente lastimável e lamentável.

Por fim, aguardamos com certa impaciência um governo competente na CGADB, um representante à altura da instituição, com estatura de um líder estadista, que olha para a entidade como um todo e não como um o quintal de sua casa, eis o clamor dos ministros da CGADB.

Grupo dos Combatentes.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

100 dias de administração a frente da CGADB e o que foi feito?

Cem Dias de José Welington Júnior no Poder, o que Mudou?



Cem dias após a posse do Pastor Welington Júnior à frente da CGADB, o que mudou?
Pouco se sabe acerca dos projetos do novel presidente, o fato é que nada que tenha conotação de importância ocorreu nesse período.

Seria injusto cobrar alguma coisa de uma administração com pouco mais de cem dias de trabalho, todavia, isso não deve servir de desculpas para um administrador que assumiu uma instituição totalmente em dias com seus compromissos e ainda com saldo positivo de saltar os olhos no seu caixa. Ao menos foi esse seu discurso e carro chefe de toda a sua campanha, de que seu antecessor ao final de três décadas à frente da CGADB "fez a instituição andar e crescer assustadoramente em quase todos os setores, principalmente no aspecto tecnológico". Logo, será um tanto difícil um argumento convincente de que haja dificuldades para administrar.

Cem dias são exigidos como uma trégua por qualquer administrador para fazer ajustes ao assumir um cargo público. No entanto, já se passaram tais dias, e o que se vê de fato como iniciativa para inovações da nova gestão, qual o seu olhar para o novo, que direção a CGADB sinaliza tomar?

Nesse sentido, é preciso que o líder venha apresentar seus projetos já em trânsito no seu mandato, a saber:
Quais os valores disponíveis em investimentos para a evangelização do sertão nordestino a nossa janela brasileira? Estes investimentos serão permanentes?*

Como se darão os treinamentos e envios dos missionários, quem se responsabilizará por eles? As convenções estaduais ou ministérios independentes das ADS mantidos pela CGADB?

Sobre o ensino educacional confessional ou secular, o que já está começando a ser feito pela CGADB? Existe já algum projeto em andamento para ser apresentado junto ao MEC ou não há interesse nisso?
Por fim, qual rumo a instituição irá tomar nesta nova gestão, qual o norte a ser seguido?

Estas são apenas algumas das perguntas que devem respondidas pela atual gestão.

GRUPO DOS COMBATENTES.