quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Questão de prioridade


A declaração da Ministra da Secretaria dos Direitos Humanos, escancarou o que todos já sabiam: há uma institucionalização do ativismo gay nos mais altos escalões do governo. Primeiro o deputado federal baiano e ex-BBB vociferou precipitação ardilosamente direcionada e desrespeitosa contra os evangélicos. Depois foi a vez da ministra dos direitos humanos se antecipar à própria polícia, e emitir nota infundada, eivada de sectarismo uranista, imputando a situação do Jovem Kaique Santos à homofobia. O apelo é sem pudor e o pretexto eles mesmo criaram, pois agora o foco é o fortalecimento das políticas favoráveis à causa gay. Mesmo que a polícia, preliminarmente, tenha informado que depois que o rapaz saiu de uma boate gay, ele se jogou de cima de um viaduto em São Paulo, os ativistas atropelaram todas essas informações policiais, inclusive o registro escrito que ele deixou se despedindo da família. Eles não estavam preocupados em encontrar a verdade, e sim preocupados em encontrar um pretexto para os seus cruéis ataques, mesmo que para isso fosse preciso forjar uma linha de ilação forçada, em um inquérito policial que está apenas iniciando. Enfim, creio que a ministra está no cargo errado, deveria mesmo era ocupar o cargo de delegada, visto a velocidade com que encontrou a resposta para um caso tão intrincado. Aliás deve também acumular o cargo de juíza, visto que já identificou um culpado: "a homofobia". Poderia ter escolhido tantas linhas, como a motivação passional, o latrocínio, a rixa, inimizade, mas escolheu exatamente a homofobia, que extraiu do seu cabedal de torpedos maliciosamente direcionados. Agora é aguardar para que a "onisciente" ministra acompanhe de perto a investigação criminal, e ao final confirme o que no início já escolheu como linha de "investigação", e depois apresente a denúncia, marque a audiência de instrução/julgamento, condene, e por fim execute todos esses execráveis "homofóbicos" que promoveram esse ato tão bárbaro, que exigiu toda a atenção da ministra, a ponto de enviar um correspondente especial para acompanhar o caso de in loco. Atenção exclusiva que nem sequer permitiu a atenção mínima para o caso da menina que foi brutalmente assassinada, depois de ter seu corpo queimado, a mando de facções criminosas de dentro do presídio de pedrinhas no Maranhão. Agora é uma questão de prioridade para Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Gesiel Oliveira

domingo, 19 de janeiro de 2014

Memórias de uma outra Macapá

Por Gesiel Oliveira

A Macapá daquele tempo
Era pequena e pacata,
Roupa no varal, chinelo do lado de fora,
No ônibus do “Seu Daniel”, em vinte minutos, eu tudo rodava
Aquele trapiche Eliezer Levy de madeira
Daqueles casais de namorados apaixonados
O círculo militar e aquela visão paradisíaca
A praça Veiga Cabral e o Roberto Carlos cantado alto naquela lanchonete: “Eu sou o nego gato”
O mês de agosto, ensaiávamos inteiro
Nosso orientador era o Professor 90
As inúmeras repetições, incansáveis e reiteradas
Eram os “Arautos do Setentrião”
Tinham um só propósito: fazer bonito no 7 de setembro
Naquele dia a cidade parava
Crianças com balões e bandeiras nas mãos nos aguardavam
E ao longo da Avenida FAB se aglomeravam
A esperar passar aquele seu parente ou amigo
Firmando o passo na cadência sincronizada
Era o ápice da nossa alegria juvenil
Ah Macapá, que te vi desde a tenra idade
Daquele antigo cinema no começo da Tiradentes
A cidade era pequena e todo mundo ia a pé logo depois do almoço para o cinema. 
Ninguém reclamava do sol quente, ninguém se queixava do calor.
No retorno passava pelo ‘poço do mato’, pelos Boêmios e pelo campo do Américo, lá no Laguinho.
Corria com meus amiguinhos por debaixo da chuva, e uma calha era nossa alegria.
Mas tínhamos medo daquela velha senhora solitária, que morava ali na Marcílio Dias.
Ela prometia que um dia um caldo faria, de um de nós quando pegasse.
Eram tempos de alegria, que só me restam hoje na nostalgia
Dias que na memória ficaram eternizados
Dias que não mais voltarão
Dias de felicidade
Que ainda existem quando fecho meus olhos
Memórias da minha infância
Ainda viva na minha lembrança.

Fotos: Fotografias Históricas Amapá)










Foto: Floriano Lima





quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

O combate à violência por um olhar espiritual


                               A violência está avançando! Essa é uma conclusão lógica que chegamos de forma empírica. Não precisamos de confirmações estatísticas e dados científicos para comprovar o que salta aos olhos. Em tempos globalizados esse raciocínio nos parece ainda mais ululante. A visão mercantilista globalizada, das “necessidades fúteis”, da valorização do “TER” em detrimento do “SER”, a “reforço da ideologia capitalista da oniomania” (compulsividade por compras), dentre outros fatores que em confronto com a dura realidade de mais de 10% da população (cerca de 20 milhões de brasileiros) que vivem abaixo da linha da pobreza, favorecem o avanço da violência.
                               Mas a pergunta que devemos fazer é: quais os fatores que estão permitindo esse avanço? Sabemos que a urbanização, a má distribuição de renda, desemprego, o precário sistema educacional, o contexto de desenvolvimento psicossocial, dentre outros fatores contribuem para essa escalada. Mas em meio a todos esses fatores favoráveis à violência, há um que é imprescindível à sua contenção, e que muitas vezes é ignorado: o espiritual. Não há sombra de dúvida que o ser humano que nutre a sua vida espiritual, independentemente da religião que cultua, tem em comum um senso de paz, respeito, dignidade e amor. Isso faz parte do desenvolvimento da busca pelos princípios, moralidade e fraternidade. Sabemos que isso não é uma regra, mesmo por se tratarem de seres humanos, suscetíveis a deslizes, erros, recaídas e falhas. Mas na média geral, o ser espiritual é avesso à violência, principalmente por causa desse fator comum entre todas as religiões: a fé. Na prática ela representa uma esperança de algo melhor, a busca incessante por um ideal, pelo sonho, pela meta, pela felicidade e paz.
                               Esse olhar espiritual aperfeiçoa o homem, e o aproxima do ser supremo, do seu Deus. Sua vida é um milagre e você precisa dar mais valor a ela. Você sabia que 3 pessoas morrem por segundo no mundo, 102 pessoas por minutos, 6.178 pessoas morrem no mundo por hora, 148.272 pessoas por dia e 154 milhões por ano, e cerca de 60% de todas essas mortes, são de causas “não naturais”, ou seja, a ação destrutiva do homem contra o próprio homem, que incluem assassinatos, suicídios, infanticídios etc. No Amapá, os números da violência são impressionantes. O jornalista João Bolero Neto contabilizou em seu blog, que só em 2013 ocorreram 257 homicídios, (118 só por armas brancas, 103 por arma de fogo e 23 por pauladas), 116 mortes provocados pelo trânsito e 53 suicídios. Esses dados são desproporcionais para uma população de pouco mais de 735 mil habitantes. E por falar em suicídios, no Amapá, a taxa de suicídios entre adolescentes e jovens aumentou pelo menos 30% nos últimos 10 anos.  

                               Quando as doenças espirituais se transformam em número, é hora de valorizar a fé em Deus, a fraternidade e os princípios, que representam, na prática, uma barreira ao avanço da violência. A fé e a fraternidade proporcionada pelas religiões promovem valores compartilhados, interação e limites sociais fortes, que evitam que o indivíduo se sinta isolado e, ao mesmo tempo, estabelecem um conjunto de ideais pelos quais viver, constituindo-se em um fator de contenção da violência e de seus dois principais elementos detonadores: emoção e intenção. Alguns estudos de organismos internacionais demostraram que ter uma fé e uma religião diminui o número de tentativas de suicídios, de envolvimento com a violência e aumentam a aversão a atos criminosos. A espiritualidade é desestimulada nas escolas e estimulada nos presídios, se fosse o contrário, teríamos mais cidadãos e menos presidiários. Nosso passado é inalterável, nosso futuro é uma tela que está sendo pintada pelo pincel do presente, e cabe a cada um de nós escolher a arte que ali será estampada. E apesar de não conhecermos os detalhes de como ela será, podemos pelo menos prever a arte final pelo rascunho de nossas intenções.



Pr Dr Gesiel de Souza Oliveira 
Pastor Vice presidente da AD Zona Norte de Macapá
Bacharel em Direito,Geógrafo,Teólogo, Prof de Direito 
Penal, Escritor e Oficial de Justiça no TJAP.
Twitter: @PrGesiel_
Face: Gesiel Oliveira 
e-mail: gesiel.oliveira78@gmail.com

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Campanha contra a indicação de Marta Suplicy ao MEC


Existe a possibilidade da senadora Marta Suplicy ser a próxima ministra da educação e eu creio que a Pasta precisa de uma pessoa mais qualificada.
Desta forma, apoio esta campanha e compartilho.
Deixem a senadora Marta onde já está, lá no Ministério da Cultura. 
A Presidente Dilma deve buscar o(a) melhor e o(a) mais qualificado(a) educador(a) para assumir o Ministério da Educação.
Não é possível que um Partido tão grande, com tantos filiados e tantos militantes não tenha em seu quadro um(a) grande educador(a).
Envie mensagem à Presidente Dilma, ela precisa mesmo saber o que pensamos sobre isto.

#ForaMarta!!!Repúdio à indicação de Marta Suplicy para o MEC! Se você também não concorda com essa indicação manifeste sua indignação, compartilhe, envie emails para o Palácio do Planalto, faça alguma coisa antes que seja tarde! O Brasil precisa é de educação e não de mais baixaria em sala de aula!

Fonte: Perfil da Dr Damares Alves no Facebook

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Tempo. Texto extraído do Livro: “Os que confiam no Senhor” do Pr Gesiel de Souza Oliveira.

                              


                               Se formos analisar com calma o tempo, vamos verificar que ele não tem divisão, é uno, constante e ininterrupto, e foram os homens que o particionaram para facilitar e organizar  a sua vida em sociedade. O tempo corre diferente, há pessoas que o vêm passar mais lento, outros mais rápido, há aqueles que nem o vêm passar. Se formos perguntar o que as pessoas acham do tempo, veríamos que uma hora de tempo, para quem está preso, corre num ritmo diferente, por exemplo em relação a um professor. Uma hora  para quem está feliz, corre diferente de quem está depressivo. Uma semana passa rápido demais para um trabalhador atarefado, mas para quem está doente em uma cama, o tempo corre muito devagar. 

                               Você já parou para pensar que não pode acrescentar ou diminuir um “palmo” ao tempo? Que você está ligado ao espaço-tempo, e dele não é seu senhor. Que apesar de não poder escolher, nem retirar fatos que aconteceram, pode desejar novas rotas para o seu caminho a partir daqui. Na correria do dia-a-dia, acordamos cedinho, saímos às pressas, não percebemos a beleza da vida que acontece lá fora, pelo do vidro do carro ou do ônibus. Acorda, corre, vai, volta e dorme. Isso se repete constantemente na vida de milhões de pessoas, e que sem se aperceberem, envelhecem, perdem boas oportunidades, cancelam novos sonhos, deixam de ir além, se acomodam.

                               O tempo é implacável. Ele não espera as nossas reuniões ou correria diária. O primeiro cabelo branco chega, o filho está distante, tua esposa(o) reclama de falta de atenção, sua família está se desintegrando paulatinamente, e o tempo vai passando. Pessoas que resolveram se ligar no “piloto automático” sendo indiferentes aos pequenos problemas de hoje, que amanhã se transformarão nos seus grandes problemas. A felicidade não vem ao teu encontro, você deve buscá-la. E ter iniciativa é sempre o maior desafio nos dias de hoje. Muitas vezes fico a me perguntar como seria o nosso mundo se muitos eventos históricos não tivessem ocorrido ou tivessem ocorrido de forma diferente? Estamos vinculados ao espaço-tempo, e somos reflexos de consequencias e “matéria-prima” para o futuro? Somos realmente resultados de nossas escolhas, ou há uma força maior que orienta nosso destino? Como nosso mundo estaria hoje configurado se os grandes eventos históricos da humanidade tivessem ocorrido de forma diferente?

                               Se fizermos um pouco de esforço mental, tentaríamos imaginar como nosso mundo seria se as grandes navegações não tivessem alcançado o continente americano? Se o homem não tivesse chegado à lua em 1969? Se o Enola Gay não tivesse lançado a bomba atômica sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki em agosto de 1945? Se os ataques às torres gêmeas e os atentados terroristas não tivessem ocorrido em 2001? Se Roberto Baggio tivesse feito o gol na final da copa de 1994? Se o Brasil não tivesse perdido a final da copa do mundo para o Uruguai em 1950? Enfim, nossa vida é feita de atos, fatos e consequências e disso não podemos nos desprender.



                               Nosso presente é um complexo temporal interessante, senão vejamos: o anteontem de depois de amanhã é igual ao amanhã de ontem, ou seja o hoje, e não é a toa que ele é chamado de “presente”, devemos aproveitar da melhor forma possível esse “presente” que recebemos todos os dias, pois há muita vida ao nosso redor, mas poucos que realmente vivem, a maioria só existe. Seu passado é inalterável, seu futuro é uma tela que está sendo pintada pelo pincel do presente, e cabe à cada um de nós escolher a arte que ali será pintada, e apesar de não sabermos os detalhes, podemos pelo menos rascunhar a intenção. Reinvente sua vida, acredite que um dia, alguém entregou a sua própria vida pela sua, por amor à toda humanidade. Passe a ver a vida de um outro ângulo. Mas para isso é necessário quebrar paradigmas, alterar essa “rota de colisão” que vive a sua vida hoje. Viva com intensidade, mas sem esquecer que você é resultado das escolhas que você faz.


Pr Dr Gesiel de Souza Oliveira 
Pastor Vice presidente da AD Zona Norte de Macapá
Bacharel em Direito,Geógrafo,Teólogo, Prof de Direito 
Penal, Escritor e Oficial de Justiça no TJAP.
Twitter: @PrGesiel_
Face: Gesiel Oliveira 
e-mail: gesiel.oliveira78@gmail.com

Minha opinião sobre a encenação de uma Santa Ceia na novela "Amor a vida"


Minha opinião: nunca vou aceitar simulações com a Santa Ceia do Senhor, que representa/simboliza o corpo e o sangue de Jesus Cristo, quando no fundo há uma trama de uma novela que está ensinando adultério, engano, desrespeito, violência, promiscuidade, corrupção, idolatria, feitiçaria e prostituição, quando o que temos de mais santo é representado por atores e figurantes oriundos desse contexto. Enquanto a exibição acontecia, nos bares, boates e outros antros de perversidades, a cena era ridicularizada e o que é considerado pelos cristãos como santo estava servindo de escarnecimento público por causa da falta de respeito com a fé cristã evangélica. A Bíblia nos alerta “não dar o que é santo” e “não jogar pérolas aos porcos”. E a situação ainda se torna pior, quando conseguem um "cantor gospel" dispo$to a fazer isso. Respeito a opinião contrária, mas essa é a minha posição.

domingo, 5 de janeiro de 2014

O grupo porta dos fundos e a propagação do estereótipo do “humor negro” anticristão. (Por Gesiel Oliveira)



  O que temos visto nas últimas décadas é um crescimento quantitativo dos evangélicos, mas em termos de expressão cultural, representação e respeito, uma verdadeira estagnação, e em determinados pontos, um retrocesso. Enquanto a grande mídia vem servindo como plataforma para propalar os ideais do liberalismo anticristão, um processo ganha força a cada dia em forma de piadas, novelas, minisséries, representações na mídia e redes sociais: o “estereótipo do evangélico incauto, alienado e sem expressão social”. É comum vermos grupos que lutam contra a causa cristã se referindo a evangélicos, como fanáticos, alienados ou insensatos. Usam a capciosidade pretensamente “hilária” do humor negro, para ridicularizar e aviltar a fé cristã em todas as suas formas. 

  Inicialmente um grupo de humoristas desta estirpe, que tem um “voogler” no canal no Youtube chamado de “Porta dos fundos”, começou ironizando situações do dia dia, criando personagens, e fazendo paródia de situações da TV. Depois passaram a ironizar as posições doutrinárias, principiológica e morais da igreja evangélica e cristãos. E foi aí que perceberam que esta formatação utilizada por eles, despertava nas pessoas os sentimentos mais sórdidos de preconceito, desrespeito, humilhação e um “pseudo sentimento de superioridade intelectual”, além de verificarem que essa era a fórmula para catapultar as visualizações do malogrado canal, e foram mais longe. Longe demais, a ponto de sair do humor negro e partirem para a alçada dos crimes, escamoteados pela capa do humor, desrespeitando vários artigos do Código Penal Brasil, em seu Título V, que individualiza os chamados “crimes contra o sentimento religioso”, especialmente o que está positivado no art. 208 que assim determina: “Art. 208 - Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso: Pena - detenção, de um mês a um ano, ou multa.”

  Mas o que está por detrás de tudo isso? Por detrás de tudo isso há uma esquerda ultra-liberal, que tem tomado os nichos intelectualizados da cultura, universidades e meios de comunicação, especialmente os da grande mídia e redes sociais. Essa ideia tem se robustecida, insuflada pelo fortalecimento de grupos contrários à fé, princípios e família cristã. Esses estereótipos, criados pelo achincalhamento promovido pelo grupo “Porta dos fundos”, não podem continuar promovendo essa verdadeira campanha de ridicularização e desordem do que temos de mais sagrados, que são nossos dogmas e crenças religiosas e cristãs. Dentre os diversos vídeos que este grupo já produziu, os que mais se destacam em termos de visualizações, são os de ataques aos cristãos, sua fé, crenças e os que afetam os seus princípios. Por isso resolveram investir pesado nessa nova linha: o achincalhamento religioso. Diversos deles zombam e ridicularizam abertamente do Cristianismo sem nenhum tipo de fiscalização por parte dos órgãos de responsáveis (MP, Delegacias especializadas, etc). Mas quando o vídeo do Pr Silas Malafaia foi ao ar, no programa Vitória em Cristo, criticando a postura de um grupo de homossexuais que desrespeitou a fé cristã, durante a visita do papa ao Brasil, ele foi imediatamente processado e uma representação foi apresentada contra ele no Conselho Federal de Psicologia, tentando cassar seu registro. 

  A linha entre o aceitável e o inaceitável, entre o lícito e o ilícito, foi rompida e desgarrados os infringentes não conhecem limites. Quando a democracia passa a ter ares de anarquia, fatos como esses passam a ser ignorados, reforçando ainda mais o acinte à fé, símbolos e princípios cristãos. Basta lembrarmo-nos do show de horrores que aconteceu durante a “marcha das vadias” no Rio de Janeiro, que propositalmente ocorreu durante a visita do papa ao Brasil na Jornada Mundial da Juventude da Igreja Católica. Quem não se lembra dos dois jovens iconoclastas, que, tentando se esconder diante do ato extremo que cometeram, mascararam-se, e seminus, quebraram imagens de santos católicos, e não satisfeitos, realizaram os piores abusos escarnecedores e ignomínicos que se tem notícia com imagens de santos católicos, escarnecendo e desrespeitando a fé cristã católica, chegando a introduzirem um Crucifixo no ânus com gestos lascivos, impudicos e bárbaros, tudo diante de uma plateia catatônica, que inerte permaneceu diante da cena diabólica, imoral e de extrema perversão, limitando-se a tapar os olhos das muitas crianças que ali estavam esperando ver o papa, e acabaram vendo o lado mais vil, baixo, abjeto e nauseabundo desse movimento, que luta por direitos sem respeitar os dos outros. E diante de tudo isso nada foi feito para corrigir aquele desrespeito escancarado à fé cristã (Leia a matéria completa AQUI)
  
  O mais recente vídeo do grupo “porta dos fundos” é o "ESPECIAL DE NATAL" é também o mais desrespeitoso, mostrando que agora a “porteira ilimitada e escarnecedora” se abriu, sem que ninguém os impedissem (assista na íntegra AQUI). Nesse vídeo, trechos e passagens como o nascimento e a crucificação de Cristo são retratados de modo desrespeitoso, imoral, com linguajar inapropriado e carregado de palavrões. No vídeo veem-se expressões como: (1)"O cara é Deus. Se ele quisesse ele te engravidava” [personagem que representa o anjo Gabriel falando com o personagem que representa José] (02’:11”). (2)"Querido, relaxa, que o pessoal acredita em qualquer coisa... vai por mim” [personagem que representa Deus falando com o personagem que representa José] (02’:34”). (3) No contexto do vídeo da crucificação, o soldado que vai crucificar Cristo diz: "Olha só Jesus, eu tô perdendo a minha paciência com você. Tá aqui me dando o maior trabalho. Cê acha que eu sô o quê, suas nêga?"(SIC!). (4) "Mas a Maria não é mais virg... Xiiiiiii! José! o Gabriel (anjo) tá falando, que falta de educação!"(1':10"), [no vídeo da gravidez de Maria, personagem que representa o anjo Gabriel falando com a personagem que representa Maria]. (5) “Isso aqui não é exatamente mirra, engole, engole Baltazar” (06’:06”), [no Vídeo dos 3 magos, passando a ideia de que um dos magos havia levado "drogas" para presentear Jesus], dentre tantas outras cenas depreciativas, escarnecedoras e desrespeitadoras. É esse lixo de produção que eles resolveram chamar de arte.

  Há uma grande discrepância entre os dois movimentos. Os cristãos são passivos, já os grupos contrários aos princípios cristãos são impulsionados pelo enfrentamento e desrespeito. Enquanto o primeiro grupo é estereotipado com “antiquado”, o segundo é catapultado como “moderno”. Há um processo planejado de desconstituição da cultura cristã, processo inicialmente sorrateiro e hoje escancarado, carregado de discursos implícitos que potencializam o desvirtuamento de qualquer conduta que vá de encontro a eles. Por outro lado há uma maximização do comportamento contrário aos cristãos, que na maioria das vezes chega a ter caráter apelativo.  Um açodado e impositivo processo de massificação da cultura da mudança, da inversão de valores da heteronormatividade, dos fundamentos da família natural e da naturalização do incomum. Não podemos nos calar, nem nos acovardarmos diante desse acinte à fé cristã, à família e seus princípios. Há momento para orar, mas há também o momento de agir. Eles querem nos aviltar, mas tomaram o pior caminho, o da radicalização desrespeitosa e criminosa, escondida atrás da covarde capa do humor negro.


Gesiel de Souza Oliveira 
Geógrafo
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sábado, 4 de janeiro de 2014

Quantidade ou qualidade? O prazo diminuiu, o trabalho aumentou e a estrutura estagnou.

Quantidade ou qualidade? Mais uma vez o TJAP ficou em 1º lugar como a Justiça mais célere e com o maior número de processo julgados no Brasil. Por outro lado a Justiça estadual obteve um dos piores resultado no combate a corrupção. A pergunta que devemos fazer é: o que importa mais ao jurisdicionado, a brevidade do julgamento do caso ou a qualidade de um processo bem julgado? Essa relação entre números e qualidade sempre foi o "nó" que ninguém consegue desmanchar na nossa justiça. Esses números absurdos encondem muitas cobranças administrativas e pouco investimento em pessoal, capacitação e treinamento por parte do TJAP. Só para exemplificar essa visão doentia por cumprimento de metas, os oficiais de justiça de Macapá, os poucos oficiais de justiça são obrigados a cumprir os mandados judiciais em prazos cada vez mais exíguos, o que não os permite hoje, buscar e tentar encontrar o réu em outros endereços, com mais calma e qualidade, ou mesmo retornar ao endereço, caso o réu não esteja em casa ou viajando, como era feito no passado. O prazo diminuiu, o trabalho aumentou e a estrutura estagnou. A implantação demasiada do juizados cíveis e criminais, a justiça itinerante, os mutirões de conciliações, dentre outros, fizeram a quantidade de mandados crescer absurdamente, por outro lado quase nada se fez para olhar o outro lado: o do servidor.  O tempo exíguo e o volume cada vez mais crescente de processos, e consequentemente de mandados, não permitem que os atuais 62 oficiais de justiça de Macapá, façam um serviço com mais qualidade. Sem falar que a estrutura do TJAP parou no tempo, e parou há quase 21 anos atrás, desde então não tivemos mais uma ampliação significativa da espaço que pudesse comportar esse aumento da demanda, e que fosse além dos chamados "puxadinhos". A central de mandados de Macapá (sala dos oficiais de justiça) é um exemplo dessa falta de visão. Ela foi construída no Fórum de Macapá há mais de 21 anos, e hoje é um ambiente insalubre, pois tem somente 8 computadores para 62 oficiais de justiça, mede cerca de 6m x 15m e concentra pilhas de mandados judiciais em caixa numeradas acumulando ácaros, propagando doenças, e revelando claramente a falta de compromisso com a qualidade de saúde dos servidores. Os números valem mais que a qualidade e a saúde do serviço prestado pelos serventuários. Incontáveis pedidos de ampliação do espaço, ou relocação, foram feitos, mas ano após ano, os oficiais vão tendo que se comprimir naquela insalubre e pequena "saleta", mal cheirosa e coberta de ácaros, que mais parece uma feira congestionada, com pessoas amontoadas em um ambiente inadequado que há muitos anos já deveria ter sido interditado. Essa realidade revela os limites de um trabalho, que apesar de essencial, é pouco reconhecido e valorizado. O que vemos como consequência, são servidores desmotivados ou que estão estudando para passarem em outros concursos, criando um ambiente de servidores rotativos, geridos por uma administração que tenta ignorar a verdadeira motivação de tudo isso. Há poucos servidores, o TJ não chama os outros oficiais que passaram no último concurso, para cobrir áreas que estão carentes de cobertura dentro do zoneamento da área urbana e rural dos 21 distritos de Macapá. Esses 62 oficiais recebem cerca de 10 mil mandados por mês e cumprem mais de 14 mil diligência (entre positivas e negativas) por mês, e inacreditáveis 168 mil diligências por ano, um absurdo quantitativo, tudo para atingir as metas do CNJ, situação que está cegando o TJAP, "matando" os servidores , e provocando problemas de saúde nesses serventuários. Essa situação não pode ser ignorada pelo TJAP, que até o momento, os tem visto muito mais como "robôs", sem se preocupar com os efeitos na saúde física e mental desses servidores. Isso sem falar que o TJAP não paga aos oficiais de justiça as diligências negativas, aquelas em que o oficial cumpre o que consta no mandado, localiza o endereço, mas apesar de dar andamento ao processo com a novo informação que junta aos autos, não é indenizado pela diligência. Exemplo comuns são casos em que a pessoa está viajando, mudou-se, etc, tendo o oficial de justiça de arcar com os prejuízos do seu próprio recurso, pois ele é o único servidor que usa o seu próprio carro no serviço, seja para se deslocar ao centro de Macapá, seja para se deslocar a distritos que ficam a mais de 100 Km da sede. O CNJ já determinou que todos os TJ paguem essa verba, pois eles recolhem das partes e não podem deixar de passar à sua finalidade específica, cobrir os custos para o cumprimento de diligencia. Os oficiais estão acumulando prejuízos e já estão ingressando como ação judicial para cobrar o não repasse da verba. O TJ precisa dar uma resposta à esses servidores que estão sofrendo com problemas de saúde física, especialmente dores lombares, problemas de manchas na pele, problemas oculares, rins, coluna, e outros provocado pela excessiva exposição ao sol equatorial. 

Oficial de Justiça Gesiel de Souza Oliveira, Matricula 19489 TJAP
Presidente da Sindicato em formação do Oficiais de Justiça do Amapá)

Leia a matéria sobre os resultados das metas do CNJ clicando AQUI

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Mensagem de ano novo: Perdoe e seja feliz (Por Pr Gesiel de Souza Oliveira)



Nesse momento de desejos e congratulações, pensei em escrever sobre algo que trouxesse alegria verdadeira a todos. Pensei em falar sobre algo que pudesse esvaziar nosso coração de situações que nos atormentam. Resolvi então falar, nesses últimos momentos de 2013, escrever sobre algo que vem tirando a paz de muita gente e que estão em lado antagônicos: o ódio e o perdão. Orei a Deus pedindo assim: “Ó Senhor me ajuda a enfrentar a maldade com bondade, a falsidade com sinceridade, a maledicência com benção, a desonestidade com equidade, a parcialidade com imparcialidade, o engodo com a veracidade, o conluio com a hombridade, a má fé com a fidedignidade, o mal com o bem, a pedrada com o perdão.” Muito bem sabemos que o mal é como um bumerangue que a vida nos apresenta, quanto maior a força aplicada contra nossos inimigos, maior a velocidade que ele se voltará contra nós. Por isso ao invés de amaldiçoar, abençoe. Ao invés de desejar o mal a quem te magoou, ore por ele. A vida nos mostra que a ingratidão não tem memória, e o ódio é como um veneno que preparamos para o outro beber, mas que acabamos tomando primeiro, porque se o guardarmos dentro do nosso coração ele nos consome de dentro para fora, até dominar toda nossa vida e nos destruir. Por isso, libere-se desse fardo e perdoe! Porque a vingança satisfaz um momento e o perdão satisfaz uma vida. A maior barreira está em estender  a mão e pedir perdão ou dar um abraço perdoando. Mas essa barreira não pode ser maior que a sua vontade de ser plenamente feliz. Enfim, a verdadeira essência de uma vida feliz e abençoada no Senhor, reside em saber fazer o bem indistintamente, porque o bem é como borboleta que vai, mas sempre volta de onde saiu. Não nos esqueçamos daqueles que nos estenderam a mão nos momentos em que mais precisamos. Valorizar quem não te dá valor e desvalorizar quem te valoriza é uma das piores crises de prioridades, por isso valorize os humildes parentes e amigos. Não permitamos que a maldade alheia altere a nossa boa natureza. A alegria de fazer o bem é a única felicidade verdadeira. Não deixe que uma pequena falha do próximo se perpetue em forma de ódio petrificado no nosso coração. A pior forma de resolver algo que nos machucou é pagando na mesma moeda, porque nessa troca ninguém ganha, todos perdem. Libere-se de todo ódio, esvazie seu coração do rancor, pois você só terá felicidade depois que transpor a muralha do perdão. Que esse novo ano seja repleto de vida plena, conquistas, paz, amor, felicidade, saúde, e fé nas promessas que Deus tem sobre a sua vida. É o nosso desejo para você e sua família, Que Deus vos abençoe, e Feliz 2014.