quarta-feira, 9 de abril de 2014

A mais linda flor


Certa vez eu queria me afastar de tudo, procurei a praça beira rio, um lugar onde eu pudesse estar mais só, e pudesse pensar mais e refletir sobre meus problemas e sobre a tristeza que enfrentava na minha vida naquele momento. Quando sentei na grama desiludido da vida, com boas razões para chorar, pois tinha a impressão que o mundo estava desabando e tentando me afundar. E se não fosse razão suficiente para arruinar o dia, um garoto ofegante, que estava cansado de tanto correr, chegou suado mas muito alegre perto de mim. Ele aparentava ter 7 anos, parou na minha frente, cabeça baixa e olhando pra longe, e disse cheio de alegria: 
- Veja o que encontrei ali atrás, que lindo! 
Na sua mão tinha uma flor. E que visão lamentável! Estava toda murcha com muitas pétalas caídas. 
Querendo ver-me livre o mais rápido possível do garoto com sua flor murcha, fingi um sorriso sem graça e me virei para o outro lado. 
Mas ao invés de recuar, ele sentou-se mais próximo e ao meu lado, levou a flor ao seu nariz e falou com estranha surpresa: 
- O cheiro é ótimo, e ela é tão bonita também... Por isso a peguei. Pegue-a, é sua, eu trouxe pra você! 
A flor que ele me deu estava morta ou morrendo. Nenhum pouco bonita, mas eu sabia que tinha que pegá-la para ver se ele ia logo embora e me deixava só com as minhas tristezas, ou ele jamais sairia de lá. Então me estendi para pegá-la, e de forma áspera falei: 
- Dê-me essa flor aqui! 
Mas, ao invés de colocá-la na minha mão, ele a segurou no ar sem qualquer razão e senso de direção, ele a afastou da minha direção em um movimento estranho. 
Foi somente nessa hora que notei, pela primeira vez, que o garoto era cego, e que não podia ver a flor que tinha em suas mãos. Senti minha voz sumir naquela hora. Senti um nó na garganta. Lágrimas despontaram ao sol daquele fim de tarde, enquanto lhe agradecia por escolher a melhor flor daquele jardim. Refleti.
- De nada... - respondeu-me sorrindo. 
E então voltou a brincar sem perceber o impacto que ele tinha provocado na minha vida naquele dia. 
Sentei-me e comecei a pensar como ele conseguiu enxergar um homem tão cheio de mágoas como eu?. Como ele sabia do meu sofrimento interior, que desapareceu com a lição que aprendi naquele dia? Talvez no seu coração ele tenha sido abençoado com a verdadeira visão transcendental, aquela que vê o coração. 
Através dos olhos de uma criança cega, finalmente entendi que o problema não era o mundo, e sim EU! E por todos os momentos em que eu mesmo fui cego, agradeci por ver a beleza da vida e apreciar cada segundo que é só meu. Então levei aquela flor ao meu nariz e senti a fragrância de uma bela flor, uma beleza que só eu não conseguia enxergar. Sorri enquanto via aquele garoto se afastando. Ele plantou em mim uma semente que me fez ver um outro sentido da vida. Assim como a água dá à planta o milagre das flores, um espírito alegre faz brotar em nós uma vida de felicidade permanente. As melhores coisas da vida são vistas não com os olhos, mas com o coração!

Contra a vontade da Mesa, Ivan Bastos retorna à Tesouraria da CGADB

Em cumprimento à segunda carta precatória expedida pelo juiz de Manaus, o Oficial de Justiça cumpriu ontem (08), na sede da CGADB, a reintegração do pastor Ivan Bastos não só como membro da entidade, mas no cargo de 1° Tesoureiro, para o qual foi eleito na AGO realizada em abril do ano passado. 

A boa notícia é que não foi preciso o uso da força policial. Diferente da outra vez, as chaves da tesouraria foram entregues ao pastor Cláudio Dias, que funcionou como Tesoureiro-Adjunto, mas curiosamente não havia nenhum funcionário no setor, embora tenham deixado para trás os seus pertences pessoais. Fica a impressão que tenham sido orientados a agir assim. 

Os computadores estavam protegidos por senha e não havia nenhuma documentação de caixa ou bancária, fatos que serão comunicados ao juiz, pois descumprem a decisão judicial, uma vez que a ausência desse instrumental inviabiliza o Tesoureiro de cumprir a sua missão. De qualquer modo, foi emitida a passagem em favor do pastor Ivan Bastos, que, amanhã, viajará para São Paulo para participar da reunião da Mesa Diretora.

A única nota dissonante foi que os funcionários da Secretaria, por orientação do Secretário-Adjunto, não quiseram protocolar a Representação do convencional Cláudio Dias, na qual alega ações de prevaricação do presidente da Mesa Diretora, pastor José Wellington Bezerra da Costa. Mas segundo informações ela será reapresentada em hora oportuna.

Quem sabe a partir de agora os diretores da CGADB optem pelo caminho da paz? De qualquer modo, o Tesoureiro tem uma tarefa hercúlea pela frente: tirar o jabuti da árvore.

Veja o despacho da justiça amazonense:

Fonte: blog do Pr Geremias do Couto geremiasdocouto.blogspot.com