O que nos leva a escolher uma vida morna, rotineira, inerte e só de sonhos, desprovida de ações, conquistas e de busca pela felicidade? A resposta está estampada no comodismo e na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença do "Bom dia", quase que sussurrados, nas chances que cessam frente à correria diária. Falta coragem e sobra covardia até pra ser feliz na vida de muitos. O sonho fica para trás, as oportunidades escorregam entre os dedos, chances que passam sem que aja uma ação, o sonho se reduz à vontade inerte, a vontade é suplantada pelo medo e comodismo. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, entre o medo e a possibilidade, entre a derrota e vitória, mas não o são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris surgiria em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não...