Nesse nosso mundo cada vez mais materialista, egocêntrico, indiferente e apático, não há como deixar de perceber seus frutos em nosso redor. Pessoas esvaziadas de empatia e cada vez mais carregadas de empáfia e frieza. É possível caminhar entre tantos, interagir como centenas de pessoas ao longo do dia e mesmo assim se sentir sozinho, desiludido e sem atenção. Muitas pessoas vivem mergulhadas em seu mundo virtual, desconectadas da realidade e perdendo cada vez mais os laços de amizade e convivência. Muitas pessoas quando se defrontam com essa realidade dura e insólita, sem aparente solução, entram em depressão e muitas têm pensamentos suicidas. E quando enfrentamos esse vácuo de atenção, esse déficit de afeto, e olhamos para os lados e não vemos mais ninguém para nos ajudar, é que devemos levantar a cabeça e olhar para o alto. É aí que devemos buscar a Deus. Não importa o simples existir, muitos se recusam a viver. Não conseguem ouvir com o coração e agir com a razão. Há uma mistura que lentamente os distancia do sentido e do amor à vida. A grande verdade é que queremos sempre acreditar que tudo na vida tem de dar certo, que sempre devemos ser e estar felizes, e que um sinal evidente de felicidade é o sucesso financeiro e nos relacionamentos. Isso não é verdade! Nossa vida é um misto de altos e baixos, em muitos casos, mais baixos, que altos. Um contrabalanceamento de alegrias e tristezas constantes e ininterruptas. Jesus mesmo nos falou: “neste mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. E a visão distorcida a respeito disso empobrece e frustra muitas pessoas. Empobrece, porque a fuga aos desafios e medos é a resposta mais cômoda e rápida para essas pessoas. Tenho sempre dito às pessoas: “Se não puderes incentivar alguém, pelo menos não retire a esperança do pouco que restou”. Como é importante uma palavra de apoio, motivação e alegria! Você acredita que uma palavra assim pode mudar o rumo de uma vida? Quero relatar hoje a vocês um caso que aconteceu comigo há cerca de 8 anos. Era uma manhã de sexta feira, e me lembro que eu estava apresentando um programa evangélico em uma rádio gospel em Macapá. Já íamos dar início ao momento da palavra, quando recebi um telefonema e coloquei nossa conversa ao vivo. Do outro lado da linha escutei uma voz trêmula, abatida, triste, parecia a voz de um jovem. Eu prontamente disse: “bom dia, você quer oferecer o hino do roteiro para alguém?”. Ele respondeu com um ar perceptivelmente amargurado: “Não pastor, quero apenas dizer que estou trancado em minha própria casa, em cima de um banco e com uma corda no meu pescoço. Essas são as minhas últimas palavras, pois vou tirar minha vida agora”. E em seguida desligou. Eu tomei um susto. Imediatamente, disse a ele: “Não faças isso. Jesus manda te dizer que Ele te ama. Eu não sei quais vozes tem ecoado no teu ouvido, nem sei as motivações que tem te levado a essa situação. Mas sei que o meu redentor vive, e que por fim, se levantará em teu favor, em amor à tua vida. Ele quer mudar a rumo do teu viver e te mostrar que uma vida nova em Cristo tem sentido”. Em seguida ele desligou. Eu fiquei preocupado. Pedi a todos os ouvintes que se unissem em oração em favor daquele jovem. No outro dia no café da manhã, fui procurar nos noticiários, jornais e na internet, mas não encontrei nada sobre um possível suicídio. Sabemos que em uma cidade grande, boa parte dos incidentes e crimes sequer são relatados nos jornais. Mesmo assim, continuei orando em favor daquele jovem desconhecido. Passaram os dias meses, e anos. Depois de três anos e meio, eu estava novamente na apresentação do mesmo programa, e recebi uma ligação. Eu atendi ao vivo e perguntei: “bom dia, você quer oferecer o hino do roteiro para alguém?”, só que dessa vez, era uma voz de alegria, de disposição, de alguém de bem com vida. Ele disse: “é o Pr Gesiel Oliveira que está falando?” ao que eu respondi: “Sim!”. Ele começou a falar com uma voz embargada, mas desta vez de emoção, de alegria, como alguém que recebe uma surpresa emocionante. Ele disse: “Pastor, eu sou aquele jovem que há três anos e meio liguei para esse programa anunciando que iria me suicidar. Eu escutava vozes que mandavam eu tirar minha própria vida. Moro em uma área de ponte aqui no bairro do Muca, e depois de uma decepção amorosa com minha ex-esposa, que me deixou e foi embora com outro homem, fiquei sozinho e entrei em depressão. Resolvi então que tirar a minha vida seria a melhor saída. Mas quando eu preparei tudo, quando eu já estava em cima do banco e com a corda no meu pescoço, eu escutei a sua voz pelo rádio da minha vizinha que estava ligado no seu programa, quando escutei você dizendo: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu único filho para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna (...)Mas os que esperam no Senhor, renovarão as suas forças, subirão com asas como águia, correrão e não se cansarão, caminharão e não se fatigarão (...) Aquele que leva a preciosa semente orando e chorando, voltará trazendo consigo os seus molhos de alegria (...) Pastor nessa hora, as lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto, e aí eu peguei meu celular, que estava apenas com um pouquinho de bateria e de créditos, e liguei para o seu telefone que você colocou no ar. Anunciei ao vivo meu suicídio, cheguei a escrever uma carta de despedida que iria deixar aos meus familiares. Mas quando desliguei o telefone, uma força preencheu a minha vida, algo diferente que eu nunca havia sentido. Eu continuei lhe escutando, ouvi tudo o que você disse pra mim. Hoje sei que foi Jesus que falou comigo ali. Ele existe sim e se importa comigo, Ele me ama! Tirei a corda do pescoço, empurrei o banquinho pra longe, abri a porta da minha casa e saí correndo em busca da primeira igreja que encontrei a alguns quarteirões dali. E ali encontrei um pastor que estava lá, ele orou por mim. Eu me levantei revigorado para uma nova vida. Pastor, quero lhe dizer que hoje sou o porteiro da minha igreja, e recebo as pessoas com o sorriso no rosto, de alguém que experimentou a mudança que só Jesus pode proporcionar. Nessa igreja conheci uma linda e abençoada moça, que hoje é minha esposa. Jesus me deu um emprego. Tenho carteira assinada. E mais ainda pastor: minha esposa está grávida de 5 meses, e eu vou ser pai”. Nessa altura, eu já estava no estúdio em lágrimas, me alegrando ao ver como só Jesus pode mudar a vida daquele que acredita que já chegou no fundo do poço. Por isso não deixe de falar e pregar o evangelho salvífico de Jesus. Lembre-se sempre: Uma palavra pode mudar o rumo de uma vida! Louvado seja Deus!
44 anos do Naufrágio do Novo Amapá, o maior naufrágio da história do Brasil. Todo mundo já ouviu falar sobre a história do Naufrágio do Barco Novo Amapá, mas quase ninguém conhece as histórias que naufragaram junto com ele. Hoje quero compartilhar com vocês um pouco sobre uma destas tantas. A história de amor que aquele naufrágio levou junto. A história do casal Odivaldo Ferreira de Souza (mais conhecido como Tio Filho) e Célia Lúcia O. Monteiro, uma maranhense que a época residia em Beiradão, atual Vitória do Jari. Filho e sua esposa Célia Ele trabalhava na empresa Jari Celulose, sexto filho de uma família de 9 irmãos, filhos da Dona Maria Lindalva Ferreira de Souza (hoje com 90 anos) e Seu Paulo Coutinho de Souza (87) que até hoje moram na Av Marcílio Dias no bairro do Laguinho. Eu tinha apenas 3 anos de idade a época do fato, e ainda tenho uma foto ao lado deste meu tio tão querido por todos . O Barco Novo Amapá partiu às 14h do dia 06/01/1981 rumo ao Vale do Jari. A trag...
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