sexta-feira, 18 de julho de 2014

Viva a vida! (Por Gesiel Oliveira)

Reclamamos e dizemos que nossa vida não muda, não melhora, que tudo o que desejamos não dá certo, esquecemos de que somos únicos no mundo. Privilegiados e diferenciados dentre 7 bilhões. Comemos, bebemos, trabalhamos, dormimos e permanecemos a reclamar sem nos movermos do lugar, esperando que as coisas mudem, sem que nossas atitudes mudem. Perdemos muito tempo fazendo o dispensável e deixando pra depois o indispensável. Começamos e paramos constantemente, pois invertemos a ordem de prioridades. Não somos capazes de lembrarmo-nos do que comemos ontem, da data do aniversário do nosso filho, de nossos compromissos com a nossa família, mas não esquecemos de nenhum detalhe que envolva dinheiro, trabalho e outras trivialidades que desnorteiam-nos de nossas metas. Sequer somos capazes de lembrarmo-nos das datas importantes nas vidas dos que estão próximos de nós e dos únicos que verdadeiramente se importam conosco. A crise de prioridades começa quando valorizamos mais o que aparentamos ser aos olhos dos outros, do que o que realmente nos faz sentir bem. Perdemos mais tempo sonhando que buscando. Ficamos parados e anestesiados pelo individualismo, pela falsa ideia que o nosso dinheiro nos proporciona. Dessa forma apenas sobrevivemos. O pedido do nosso filho, esposa, parente e amigos tem sempre um lugar secundário em nosso cotidiano. E por que não vivemos? O difícil mesmo é quebrar a inércia. Sair do comodismo de uma vida insossa e cinzenta. O dia acaba e a noite chega todos os dias. Vemos nossos cabelos brancos se multiplicarem, viramos a folhinha dos meses e nada muda, apesar do nosso sonho, que vai ficando cada vez mais esquecido, até virar somente uma lembrança. E é aí que a “ficha cai” e percebemos quanto tempo perdemos. Quantos bons momentos foram desperdiçados, quantas oportunidades se esvaíram, quanta vida deixamos de viver. Envelhecemos vivendo sem pensar no amanhã, dizendo que a vida não presta e é sem graça. Achamos sempre que temos pouco? Devemos parar e olhar ao nosso redor, tirar os olhos do obvio e comtemplar aquilo que ninguém vê. O que passa despercebido pela pressa do nosso cotidiano, nos pequenos detalhes, nos mais ínfimos, pequenos e insignificantes gestos, atos e momentos. A felicidade pode estar ali. Devemos parar de reclamar e procurarmos ver a vida por outros ângulos. Viver a vida fora do quarto, fora de nossas casas, fora de nossa rotina. Saiamos dos nossos bairros, das nossas cidades, para redescobrir a beleza e o sentido da vida. Nem precisa gastar para ser feliz, basta ter iniciativa e vontade. E se puder, visite outros lugares, e volte sempre melhor do que foi. Não tenha vergonha de suas origens. Lembre-se: tem muita gente que tem pouco, come pouco ou quase nada, que bebe o que tem agora, e implora para que suas crias não morram de sede e fome, e morrem. Assim como a água dá à planta o milagre das flores, um espírito alegre faz brotar em nós uma vida de felicidade permanente. Tem gente que não tem quase nada e mesmo assim é feliz. E você, não é feliz por quê? Porque não foi ao shopping? Porque não tem o emprego dos sonhos? Porque não comprou o carro da moda? Por quê?. A felicidade que você procura está na simplicidade da vida que você leva agora, em um aperto de mão, em um abraço, em um sorriso, em um pequeno momento aproveitado com quem vc ama, coisas que muitos não possuem e almejam. Para quê acumular riqueza abrindo mão da paz, dos amigos, familiares, do bem estar, lazer, saúde e felicidade? Saiba que o dinheiro não compra essas dádivas. Paz serenidade e uma vida simples ao lado de pessoas simples, vivendo de forma compartilhada, em comunidade, simples e de forma colaborativa, onde tudo é compartilhado, e os auxílios são recíprocos. Esse lugar é o mesmo onde provavelmente muitos de nós já vivemos hoje. Onde a vida, apesar das dificuldades, nos proporciona algo inestimável: a felicidade. Então, se quer que o mundo mude, mude você primeiro, porque o mundo muda com você. Ter uma vida dedicada ao dinheiro é uma forma de “pobreza”, pois a vida tem uma riqueza maior: a felicidade. A vida passa e leva junto lembranças, sonhos, amores e amizades, mas nos permite cultivar sementes que serão plantadas por quem tem o cuidado de não só passar, mas de deixar. A felicidade se busca com um olhar mais aguçado da beleza que está em nossa volta e que muitas vezes, só nós não percebemos.

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