Certa vez eu estava retornando do fórum (onde trabalho como Oficial de Justiça) para o almoço. Na época existia uma lanchonete que fazia uma das melhores coxinhas e caldo de cana de Macapá. Eu sempre costumava parar ali. Já conhecia os donos, e até conhecia também os dois filhinhos daquele casal, uma menina de 6 anos e outro menino de 9. Quem sempre me atendia com um sorriso no rosto era a senhora. Pessoa simpática, trabalhadora e dedicada a sua pequena lanchonete e aos seus filhos. O marido dela eu nunca via, pois sempre estava trabalhando fora. Pois bem, naquele dia, uma sexta feira no final do mês de agosto de 2010, eu estava retornando do trabalho e resolvi parar ali. Além de mim, só mais um casal de clientes estava ali. Foi então que eu ouvi choros de crianças, e um barulho repetitivo atrás da divisória que separava a cozinha da lanchonete, do salão onde eram servidos os clientes. Fiquei curioso com aquele barulho: “Tum, Tum, Tum, Tum…”. Resolvi olhar por cima da baixa divisória. Foi então que presenciei o marido agredindo a mulher (dona da lanchonete), que segurava a cabeça dela agarrando-a pelos cabelo e batendo contra a parede repetidas vezes. Sentei assustado e pensei: “sexta-feira, vou pegar a estrada rumo a um Balneário com a minha família daqui a pouco. Se eu prender esse cara, vou ter de acompanhá-lo até a delegacia, vou perder uma tarde inteira, talvez até entre pela noite”. Pensei, pensei, e resolvi, me levantei, saí da lanchonete, fui até o meu carro. Peguei o meu celular que estava dentro e liguei para o delegado plantonista do CIOSP. Expliquei tudo que estava acontecendo. Ele enviou dois agentes de polícia civil rapidamente até o local, onde a agressão estava acontecendo. Chegando ao local, eu os conduzi até o casal.. Um dos policiais chamou o marido agressor daquela senhora. O casal veio, ela estava com um olho roxo, cabelos arrepiados e fala ofegante. Eu disse ao policial: “prenda esse senhor, pois eu testemunhei a agressão dele contra essa senhora”. A mulher agredida imediatamente gritou: “mentiroso, nós estávamos apenas conversando, só que de forma acalorada”. Eu perguntei, e esse olho roxo aí? Ela respondeu: “ontem eu escorreguei aqui dentro da lanchonete e acabei caindo e batendo meu rosto”. Naquela altura eu já estava muito chateado com aquela situação, e resolvi mandar os dois para a delegacia. Perdi uma tarde inteira, deixe de ir com a minha família para um lindo balneário que nós havíamos acertado, servi como testemunha, fui o último a ser ouvido. Saí da delegacia perto da noite, cansado e com fome. E pra completar o cara me ameaçou dizendo que iria me pegar por aí. E no retorno, passei novamente em frente àquela lanchonete e pra minha surpresa, aquele casal estava aos beijos e abraços lá na frente, e eu passei direto no meu carro, com os vidros escuros e fechados, me escondendo, e com aquela vontade de parar ali e comer aquela coxinha deliciosa. Nunca mais pude parar ali.
44 anos do Naufrágio do Novo Amapá, o maior naufrágio da história do Brasil. Todo mundo já ouviu falar sobre a história do Naufrágio do Barco Novo Amapá, mas quase ninguém conhece as histórias que naufragaram junto com ele. Hoje quero compartilhar com vocês um pouco sobre uma destas tantas. A história de amor que aquele naufrágio levou junto. A história do casal Odivaldo Ferreira de Souza (mais conhecido como Tio Filho) e Célia Lúcia O. Monteiro, uma maranhense que a época residia em Beiradão, atual Vitória do Jari. Filho e sua esposa Célia Ele trabalhava na empresa Jari Celulose, sexto filho de uma família de 9 irmãos, filhos da Dona Maria Lindalva Ferreira de Souza (hoje com 90 anos) e Seu Paulo Coutinho de Souza (87) que até hoje moram na Av Marcílio Dias no bairro do Laguinho. Eu tinha apenas 3 anos de idade a época do fato, e ainda tenho uma foto ao lado deste meu tio tão querido por todos . O Barco Novo Amapá partiu às 14h do dia 06/01/1981 rumo ao Vale do Jari. A trag...
Essa situação acaba sendo repetida inúmeras vezes... é triste
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