Manhã silenciosa, fria e chuvosa. Acordo, mas não levanto, relembrando e refazendo as minhas pegadas para entender como cheguei até aqui. Aí entendo o quanto Deus me ama. Nos reveses da vida, chego a pensar em desistir, mas a força que vem dentro de mim se encontra com a esperança e a fé que vem de fora, que está depositada em um Deus vivo. As lembranças ruins me puxam para trás e tentam ofuscar o que está adiante. Eu não sei o que me aguarda lá adiante, mas não vou parar até descobrir. A incredulidade tenta sufocar a minha convicção. O choro quer encharcar o meu sorriso. Há uma luta travada dentro de mim, e certamente sobreviverá aquele sentimento que for mais alimentado. As nuvens escuras, os trovões e os ventos tentam me intimidar, mas de tanto pegar chuva, aprendi a não ter medo de tempestade. O tempo passa, ele não me espera. Não é esperando parado que o problema vai ser resolvido. Não há tempo para parar à beira do caminho para chorar e lamentar. Minhas pisadas são regadas pelas lagrimas, não compartilho minha dor, ninguém é capaz de me dar a mão. Mas as muitas lágrimas não secam a minha alma, pelo contrário, regam as sementes dos meus sonhos. E caminhando. cambaleante, muitas vezes até sem forças, com poeiras da jornada no rosto, misturada às lágrimas e soluços solitários, prossigo! Quem disse que é fácil? Quem disse que meu sorriso é motivado pelas conquistas? Meu sorriso é, e sempre foi, motivado pela esperança. Há momentos em que nossos projetos começam a desmoronar como castelo de areia. Nessas horas, quando tenho a sensação de estar sozinho, é que o Senhor Jesus Cristo está comigo, me ensinando com seu silêncio, me observando, ouvindo cada reação, cada súplica, vendo cada lágrima, cada passo, mas Ele não está indiferente ao meu pedido. Eu posso sentir sua presença ao meu lado, e é essa companhia que me basta. Eu sei que Ele vai agir no momento certo! Sei que tenho apenas que esperar, orando e crendo enquanto continuo na minha jornada.
44 anos do Naufrágio do Novo Amapá, o maior naufrágio da história do Brasil. Todo mundo já ouviu falar sobre a história do Naufrágio do Barco Novo Amapá, mas quase ninguém conhece as histórias que naufragaram junto com ele. Hoje quero compartilhar com vocês um pouco sobre uma destas tantas. A história de amor que aquele naufrágio levou junto. A história do casal Odivaldo Ferreira de Souza (mais conhecido como Tio Filho) e Célia Lúcia O. Monteiro, uma maranhense que a época residia em Beiradão, atual Vitória do Jari. Filho e sua esposa Célia Ele trabalhava na empresa Jari Celulose, sexto filho de uma família de 9 irmãos, filhos da Dona Maria Lindalva Ferreira de Souza (hoje com 90 anos) e Seu Paulo Coutinho de Souza (87) que até hoje moram na Av Marcílio Dias no bairro do Laguinho. Eu tinha apenas 3 anos de idade a época do fato, e ainda tenho uma foto ao lado deste meu tio tão querido por todos . O Barco Novo Amapá partiu às 14h do dia 06/01/1981 rumo ao Vale do Jari. A trag...
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