domingo, 26 de maio de 2013

Rolo “comOPRESSOR”


Quando penso que já vi de tudo no que diz respeito às arbitrariedades cometidas contra o grupo de oposição à atual administração da CGADB, me deparo com esses fatos que  foram divulgados essa semana contra o Pr Samuel Câmara e Pr Ivan Bastos. Relembrando que no último dia 22, acolhendo parecer do Conselho de Ética, a mesa diretora, desligou sumariamente o Pastor Câmara, sem sequer lhe ter garantido o acesso pleno aos autos e a garantia mínima de ampla defesa e contraditório. A matéria completa sobre esse primeiro episódio recente, você pode ler AQUI.

                               Dois dias depois, foi a vez do Pr Ivan Bastos, que foi eleito na ultima AGO em Brasília para compor a atual mesa diretora até 2017, no cargo de 1º. Tesoureiro.  Como membro da mesa tem, regimentalmente, direito a ser julgado somente em Assembleia Geral, a decisão foi expedida pela mesa, mas a aplicação da penalidade só poderá ser efetivada em Assembleia. Por isso, de pronto, e em caráter de urgência, foi designada AGE em data provável de 02 de setembro na Assembleia de Deus do Belenzinho-SP. Acreditem se quiser, dentro da igreja do Presidente da CGADB, e ainda por ocasião da tradicional segunda-feira em que se realiza a Reunião de Obreiros do Ministério todos os meses.

                               Na prática isso tem um sentido de execração, de tirania e atitude não democrática, especialmente para quem luta a tantos anos por mudança e democracia dentro desse órgão dirigido há 25 anos pelo mesmo pastor. Eu creio que se o Pastor Silas Malafaia ainda estivesse vinculado à CGADB, certamente também estaria no alvo desse rolo “comOPRESSOR” que vai esmagando tudo que esteja no caminho de 2017. Não pensem, caros leitores, que nessas reuniões a portas fechadas, dessas comissões, se falam em garantia de direitos, respeito estatutário, regimental ou procedimental. O que discute é o prazo ou o meio mais exíguo para afastar, desligar ou suspender quem tentar se opor aos “amigos do Presidente”. Vocês já pararam para refletir por que todas as ações judiciais que os advogados do Pastor Samuel Câmara ingressam, eles ganham? Porque na CGADB tudo é feito ao “arrepio” da lei,  especialmente quando se trata de estratagemas ardilosamente calculadas contra a oposição.

                               Creio que novas ações judiciais, liminares e tutelas antecipatórias, continuarão a corrigir essas barbaridades cometidas dentro de um Estado Democrático de Direito, que só a CGADB não quer respeitar. O que me causa espécie é ver muitos pastores espiritualizando esse assunto circunscrito à convencionais. Chegou até mesmo a correr um “diabinho” essa semana, dizendo que isso afetaria todos os membros da CIMADB que seriam expulsos da CGADB. Claro, que por se tratar de aplicação de penalidade pessoal (diga-se arbitrária), só afeta o Pastor Samuel Câmara e o Pr Ival por hora. Como escrevi no meu último artigo, a sentença já está escrita para os demais pastores, ou seja, Pr Sóstenes Apolo (BSB) e Pr Jonathas Câmara (AM). Se depender desse verdadeiro “tribunal de exceção”, onde o mesmo que acusa, julga, sentencia e executa, a justiça dos homens ainda tem muitas liminares a expedir. Claro que para uma administração que há 25 anos está no poder, sente dificuldade de entender como funcionam as regras dentro de um sistema democrático, visto que ainda está eivado de um ranço de autoritarismo trazido desse período militar.

                               Muitos pastores ligados à base de apoiamento do Pr Samuel Câmara, se manifestaram pedindo que se criasse uma nova convenção, visto que a quantidade de pastores é muito grande, e que essa nova convenção, que teria o nome de Convenção da Igreja Mãe da Assembleia de Deus no Brasil, surgiria com um expressivo quantitativo de pastores, alguns sugerem, até maior que a própria CGADB. Sou partidário do entendimento que deve prevalecer, pelo “andar da carruagem”, da persistência. Aliás todas essa conduta e  atos truculentos, são exatamente para forçar essa situação e abrir caminho para a sucessão hereditária que deve ocorrer nesse “feudo”, que hoje se chama de CGADB.  

                               Mas mesmo entre aqueles que se intitulam “Amigos do presidente”, ainda se pode ver condutas louváveis como a atitude corajosa do pastor Antônio Dionísio, cujo voto foi divergente de seus pares eleitos pela chapa “Amigos do Presidente”. Segundo fontes próximas, ao expressar o voto contrário, ele teria chegado a dizer, em lágrimas, que não “mancharia as suas mãos com o sangue de José”, segundo relato extraído do blog do Pr Geremias do Couto. Creio que essa conquista só ocorrerá com muita insistência e persistência.

Um comentário :

  1. Extremamente vergonhosa atitude da mesa diretora da CGADB.

    Só pode ser compreendida dentro de um contexto de ausência completa de democracia na igreja evangélica brasileira.

    TIRANIA - não há outra palavra para definir essa atitude do "velhinho" José Wellington (como seus correligionários gostam de defini-lo).

    Esperemos que tal situação ridícula possa ser rapidamente dirimida

    Como já mencionei em meu artigo CGADB PRA QUÊ ?(http://palavravivaefiel.blogspot.com.br/2013/05/cgadb-para-que.html), muitos foram os estrategemas usados pelo Presidente e seus amigos para manter seu feudo.

    O que Cristo diria a essas pessoas ?

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