quinta-feira, 18 de julho de 2013

Tentativa malograda

Queria começar esse artigo perguntando: “será que a presidenta acredita que essa reunião com as ‘estrelas da música gospel’ vai trazer algum tipo de proximidade do povo evangélico com sua malfadada administração?”

O partido da “estrela da bandeira escarlate”, tem posicionamentos firmes sobre aspectos que contrariam frontalmente a fé, o proceder e os princípios cristãos. O momento que a assessoria do planalto escolheu, também não é oportuno. Acredito que o desiderato desse “fair play natimorto” era atrair ou usar a popularidade dessas cantoras do “top of mind” gospel para diminuir a rejeição de Dilma no meio evangélico, que já é a maior ao longo de todo o seu governo, e continua caindo.

O que se viu ao longo do encontro não foram reivindicações em prol dos anseios cristãos, contra o avanço das medidas legais contra a família e princípios cristãos, ou para discutir outros tantos assuntos pertinentes ao interesse desses mais de 42 milhões de evangélicos que hoje existem no Brasil. Não! O que se viu foi um show de fotos, holofotes, glamour e muita “tietagem”.

A presidenta não convocou a liderança evangélica, porque sabe que eles aproveitariam a oportunidade para pedir mais atenção a essa grande massa, essa enorme fatia da população que cresce a cada ano assustadoramente: os evangélicos. Mas o crescimento não se reflete  na representatividade. Essa massa segue sem atenção e apoio do governo, e tendo que “engolir” todos os projetos de lei e avanços de uma minoria, que encontrou apoio do governo da presidenta Dilma, para alavancar seus ideais contra a família tradicional e os princípios cristãos.

Ela não revelou às cantoras evangélicas que seu partido é a favor da descriminalização de drogas alucinógenas, da descriminalização do aborto, do PL 122, que fez pressão com a sua base no congresso para tirar de pauta o Projeto de Decreto Legislativo 234/2011, PLC  03/2013, dentre tantos outros 100 projetos de leis que afrontam a família, a fé cristã e a igreja. Mas certamente as cantoras não estavam preocupadas com isso, talvez nem soubessem do que tratam esses projetos de leis. O mais importante já foi feito, pois agora “acreditam que estão ainda mais populares”, que a presidenta está mais popular no meio evangélico, além de estamparem no Facebook, uma foto ao lado de Dilma.

Um dos primeiros grupos a serem convocados para essa rodada de reuniões com todos os grupos e representações do Brasil, foi a frente LGBT. Todos os blogs e sites sobre política publicaram essa foto. Mas com a  liderança evangélica a Dilma não se reuniu, porque ela teme ser confrontada com a voz e anseio que vem das igrejas, especialmente depois dos movimentos que sacudiram o Brasil.

Aliás, o planalto nesse quesito quer muito mais aparecer bem na foto. E para não dizer que ela não atendeu aos pastores, arregimentou um pequeno grupo de 18 pastores, de lideranças pouco expressivas no meio evangélico, escolhidos a dedo pela assessoria da presidenta, por meio de Crivela, que verdadeiramente fez jus ao seu nome, e “crivou” muito bem quem estaria de frente com Dilma. Tudo para evitar atritos e garantir seu cargo, além de “tentar” aproximá-la dos evangélicos. Como povo evangélico, devemos sim orar por todos, inclusive governantes, mas também não podemos compactuar com erros, fechar os olhos para as mazelas sociais e nos omitirmos diante de tamanha indiferença aos anseios da nação brasileira.

Gesiel de Souza Oliveira

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